Dilma e Obama lançam o grupo Governo Aberto em Nova Iorque

Presidente ressaltou a proposta para extinguir o sigilo eterno dos documentos públicos no Brasil

Mandel NGAN/AFP/JC

Dilma Rousseff discursou após Barack Obama em encontro do grupo Governo Aberto.

A presidente Dilma Rousseff (PT) discursou ontem durante cerimônia de abertura dos debates do grupo denominado Governo Aberto, que engloba 60 países dispostos a discutir e executar políticas públicas transparentes. A fala de Dilma veio logo após o discurso do presidente norte-americano, Barack Obama, e foi acompanhada por uma plateia formada por lideranças globais.

A presidente ressaltou medidas de transparência no Brasil, como a proposta para extinguir o sigilo eterno dos documentos públicos. Dilma citou ainda projetos de acesso a dados sobre orçamento. A próxima reunião do Governo Aberto ocorrerá em 2012 no Brasil. A titular do Palácio do Planalto reforçou o convite aos chefes de Estado presentes para a rodada brasileira de debates.

A presidente participou do lançamento da Parceria para Governo Aberto na condição de copresidente do programa, juntamente com Obama, no hotel Waldorf Astoria, em Nova Iorque. “Trata-se de importante instrumento para fortalecimento das nossas democracias. Congratulo-me com o presidente Obama por haver levantado esse tema”, disse Dilma, sentada ao lado do norte-americano.

“O uso das redes digitais é essencial para promoção de governos mais transparentes e acessíveis aos cidadãos, para melhoria dos serviços públicos, de educação, saúde, segurança e meio ambiente. Essas redes são importante instrumento para nosso objetivo de fortalecimento da democracia”, afirmou Dilma, em discurso de pouco mais de sete minutos. “O Brasil endossa o plano de ação para governo aberto”, completou.

A presidente citou avanços já feitos no Brasil nesse sentido, como o portal Transparência Brasil e o fato de a imprensa brasileira não sofrer nenhum tipo de constrangimento por parte do governo.

“As convicções do governo nessa matéria são firmes e permanentes e deixei isso bem claro desde o discurso de posse”, lembrou. Segundo ela, seu governo está ciente da importância de se assegurar a prestação de contas, fiscalização e participação dos cidadãos. Ela citou ainda o projeto de ampliação ao acesso à banda larga.

Minutos antes do lançamento, Dilma e Obama tiveram encontro bilateral fechado no hotel, onde também a presidente está hospedada. Dilma está em Nova Iorque para a abertura da 66ª Assembleia-Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) e desde de sua chegada, no domingo, não concedeu nenhuma entrevista coletiva à imprensa.

Na terça-feira, Dilma participou de dois grandes eventos – um destinado à discussão sobre doenças crônicas não transmissíveis e outro sobre a participação das mulheres em discussões políticas.

No discurso que fará hoje, a presidente transmitirá uma mensagem de “esperança”. Ela pretende falar sobre a preocupação com os conflitos no mundo árabe, a necessidade de adotar medidas relativas ao desenvolvimento sustentável e a defesa da reforma do Conselho de Segurança das Nações Unidas.

Petista diz que não tem compromisso com malfeito

Ao falar na abertura de encontro sobre transparência ontem, em Nova Iorque, a presidente Dilma Rousseff (PT) disse que as ações do seu governo contra a corrupção e pela transparência são “firmes e permanentes”. Sem citar especificamente a crise que levou à faxina e à mudança de ministros, a presidente disse que, desde o início, avisou que não aceitaria erro ou malfeito. Dilma ainda citou como vigilantes contra a corrupção a imprensa brasileira, o Ministério Público e a Controladoria-Geral da União (CGU).

Mas teve que ouvir o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, dizer que países como Turquia, México e Libéria aprovaram leis que garantiram aos cidadãos o direito à informação. Em seguida, porém, Obama observou que países como Brasil e África do Sul estão colocando mais informações online, ajudando as pessoas a controlar a maneira como os governantes gastam o dinheiro dos seus impostos. O presidente se referiu a Dilma como “minha amiga”.

A presidente disse que a imprensa tem atuado sem qualquer restrição no Brasil. Isso depois que o PT defendeu em seu último congresso a regulamentação da mídia. “Temos ainda a atuação da Procuradoria-Geral da República. E conta-se também com a positiva ação vigilante da imprensa brasileira, não submetida a qualquer constrangimento governamental.”

As denúncias de desvios de ministros levaram Dilma a fazer uma “faxina” em seus primeiros meses de governo. “As ações do governo nessa matéria são firmes e permanentes. Fui muito clara desde o meu discurso de posse em janeiro, quando afirmei que meu governo não terá compromisso com o erro, o desvio e o malfeito

FONTE: http://jcrs.uol.com.br/site/noticia.php?codn=73527&fonte=nw

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