Mercosul marca reuni ão urgente para disc utir crise no Brasil

Chanceler argentina fale em “apoio institucional” e pede que tudo se realize conforme a Constituição

CARLOS E. CUÉ

Buenos Aires 22 MAR 2016 – 01:56 CET

Mauricio Macri, presidente da Argentina Victor R. Caivano AP

Os chanceleres (ministros de Relações Exteriores) procuram combinar suas agendas para realizar uma reunião emergencial para tratar da crise no Brasil. A informação foi dada pela chanceler argentina, Susana Malcorra, que organiza o encontro. A Argentina, maior força do Mercosul além do Brasil, está tão preocupada com a crise brasileira que defende que o Mercosul se reúna “mesmo que seja por meio de vídeo-conferência”, para prestar “apoio institucional” ao Brasil e transmitir uma mensagem de unidade. O encontro deverá se realizar antes da chegada do presidente dos EUA, Barack Obama, a Buenos Aires, segundo declarou a chanceler argentina. A urgência é total.

Durante entrevista coletiva no palácio de San Martín pautada pela visita de Obama à Argentina, Malcorra não escondeu a enorme preocupação na região com a situação brasileira. “A preocupação é evidente. É muito grave que um país com o peso, dimensão e importância regional do Brasil esteja sendo atingido por uma crise institucional. É algo que deixa a todos nós preocupados. É fundamental encontrar uma saída institucional da melhor forma dentro dos marcos democráticos. Queremos evitar uma desestabilização da região. Há um interesse profundo no sentido de que o Brasil solucione adequadamente sua situação retomando sua capacidade de crescimento. Isso é bom para o Brasil e para todos. O fato de o principal membro do Mercosul estar passando por uma situação difícil impacta em todo o Mercosul”, insistiu.

Questionada sobre a possibilidade da aplicação da cláusula democrática do Mercosul para excluir o Brasil temporariamente, Malcorra deixou essa porta aberta, mas apenas como uma hipótese, esclarecendo que não é esta a posição da Argentina neste momento. O Governo de Mauricio Macri chegou a colocar a possibilidade de aplicação da cláusula democrática no caso da Venezuela devido à manutenção na prisão de opositores, mas não chegou a ir adiante porque a Argentina se encontrava em minoria. Após as eleições de dezembro, em que o chavismo foi derrotado, Macri deixou de colocar a questão.

“Há uma cláusula democrática no Mercosul, e é preciso saber se as condições para sua aplicação estão colocadas”, explicou Malcorra, em resposta a uma pergunta direta sobre o tema. “Não estou segura disso, não discutimos o assunto, não está em nossa agenda por enquanto que seja aplicada alguma suspensão temporária do Brasil do Mercosul, mas isso poderia, eventualmente, acontecer. Acreditamos, sim, que qualquer passo a ser dado tem de estar dentro daquilo que os princípios democráticos e a Constituição do Brasil preveem. É complexo, claro, há muitas contradições. Nossa mensagem é no sentido de que não se pode fazer nada contra o que está previsto na Constituição brasileira”, insistiu, referindo-se ao processo político em curso no caso da presidenta Dilma Roussef.

Fonte: http://brasil.elpais.com/brasil/2016/03/22/internacional/1458605555_849165.html?id_externo_rsoc=FB_CM

Com medo de protesto s, Nike cancela lanç amento de camisa da seleção

Guilherme Costa
Do UOL, no Rio de Janeiro

17/03/201600h25

  • REUTERS/Ueslei Marcelino

Marcado originalmente para a manhã desta quinta-feira (17), no Rio de Janeiro, o lançamento da nova camisa da seleção brasileira de futebol foi cancelado. Segundo a Nike, fornecedora de material esportivo da equipe nacional, a decisão de postergar o evento foi tomada por causa de um temor sobre protestos violentos relacionados à conjuntura política do país.

Na tarde de quarta-feira (16), depois de o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva ter sido confirmado como novo ministro da Casa Civil, houve manifestações, panelaços e buzinaços em pelo menos 16 Estados e no Distrito Federal. Por causa dos protestos, as pistas central e lateral da Avenida das Américas foram interditadas no sentido Santa Cruz, na altura da Avenida Salvador Allende.

O lançamento da nova camisa da seleção brasileira seria feito em uma quadra pública de futebol society no Aterro do Flamengo, na zona sul do Rio de Janeiro. Como o espaço é aberto, a Nike ficou com medo de não conseguir conter manifestações mais violentas.

O design dos novos uniformes da seleção brasileira ainda não foi confirmado, mas a coleção que seria apresentada na quinta-feira teria como grande novidade o calção amarelo no kit reserva (abandonando, portanto, os shorts brancos).

Os novos uniformes da seleção brasileira serão usados pela primeira vez no dia 25 de março, na Arena Pernambuco, em jogo contra o Uruguai pelas Eliminatórias sul-americanas da Copa do Mundo de 2018. Além disso, vestirá a equipe nacional na Copa América deste ano.

Fonte: http://esporte.uol.com.br/futebol/ultimas-noticias/2016/03/17/com-medo-de-protestos-nike-cancela-lancamento-de-camisa-da-selecao.htm

Cubama: Barack Obama visits Cuba

Cubama

The United States and Latin America can profitably draw closer, but only if the next president agrees

Mar 19th 2016 | From the print edition

  • Timekeeper

CAUTION has been a watchword in the foreign policy of Barack Obama. But in one part of the world he has been adventurous. For any of the nine preceding American presidents, his planned visit to the Cuba of Raúl and Fidel Castro, on March 21st and 22nd, would have been unthinkable (see article). It crowns a bold gambit in which Mr Obama has restored diplomatic relations, frozen for 54 years, and begun to loosen the economic embargo against the island. He is betting that engagement with one of America’s neighbours will do more than isolation to bring its Communist regime to an end.

Moreover, engagement with Cuba will lance a boil that has poisoned relations between the United States and the whole of Latin America. After a period in which China appeared to be displacing America in what some once called its backyard, those links could become increasingly warm and mutually profitable—so long as the next president seizes the opportunity. On the evidence of America’s rancorous election campaign, there is a danger that he or she will not (see article).

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How to change Cuba

Mr Obama’s bet is the right one. The American embargo against Cuba is an exercise in futility. It is a cold-war anachronism that hurt Cubans (and Americans) rather than the Castros, who use it to justify their police state and as an excuse for the penury inflicted on the island by communism.

The rapprochement comes as Cuba is changing, albeit at the pace of one of those patched-up 1950s cars that delight tourists to the island. Thanks to reforms Raúl Castro started when he took over as president from his elder brother in 2008, some 1m Cubans (one in five of the workforce) are members of an incipient private sector. Revenue from tourism, some of which goes to small businesses, and remittances from the diaspora are growing, just as aid from Venezuela is diminishing.

Officially, Mr Castro’s reforms are an “updating of socialism”, not an embrace of capitalism, let alone democracy. Mr Obama’s critics conclude that he has given the Castros a free pass. Yet Cuba was never about to become a democracy overnight. Because the regime remains entrenched, political change is more likely to come gradually and from within. In 2018 Mr Castro intends to stand down as president. His likely successor, Miguel Díaz-Canel, was born after the Castros’ revolution in 1959. Cubans will judge him on his ability to improve their lives, which will require more economic reforms. The hope must be that, as Cuba becomes more prosperous and connected, political liberalisation will follow.

Engagement can accelerate this process. Mr Obama is a powerful symbol among the many Afro-Cubans of the opportunities offered by freedom. Contact between two close and related nations through commerce, tourism and the reconnection of families will only feed the desire for change.

There is another motive for Mr Obama’s opening to Cuba. The embargo has been a symbolic irritant in relations between the United States and its neighbours. Over the past 20 years or so, Latin American politicians of all stripes have come to oppose it. All the countries in the region have diplomatic and commercial ties with Cuba. The embargo has been taken as a symbol of American imperialism. Even many Latin American conservatives resent it.

In recent years the United States and Latin America have in some ways drifted apart. Washington has other preoccupations, from the Middle East to Asia. Latin American countries profited from China’s appetite for their minerals, fuels and foodstuffs. The political cycle brought to power a crop of left-wing, anti-American leaders who saw in China an attractive alternative to the rigours of the IMF and the sometimes hypocritical lectures on drugs and human rights from Washington.

This is bad for America. Although no region commands less attention in the foreign policy of the United States than Latin America, no region is more important to the daily lives of Americans. The two halves of the Americas are linked by trade, investment, tourism, family and remittances. Latin America takes a quarter of American exports, a similar proportion to Asia. Mexico, along with Chile and Peru, is a member of the Trans-Pacific Partnership, Mr Obama’s attempt to set the rules for trade and investment in the 21st century.


Cuban thaw: a history of US-Cuban relations

The opening to Cuba can help heal the rift. It comes as the Latin American left is in retreat, because of the commodity bust and its own mistakes. Mauricio Macri, Argentina’s new president whom Mr Obama will visit after Havana, represents a pragmatic centre-right, well disposed to America.

In his second term Mr Obama has become enthusiastic about the gains from closer ties with Latin America. The administration has launched an effort to reduce drug-related violence in Central America. It has helped Colombia’s government in long-running peace talks with the FARC guerrillas, which take place in Havana. Though a final agreement will not be reached before the March 23rd deadline set by both sides, there may be a symbolic handshake between them while Mr Obama is there. As with Cuba, immigration reform, albeit thwarted, and the downplaying of the failed war on drugs assuage long-standing Latin American grievances.

Don’t stop thinking about tomorrow

There is a risk that Mr Obama’s successor will take a different path. The obvious threat comes from Donald Trump, the Republican front-runner, whose proposal to build a wall along the border, and demand that Mexico pay for it, is an insult to one of America’s most important trade and political partners. The bombastic billionaire’s nativism has influenced other Republican contenders to harden their already uncompromising policies on immigration. The Democrats are less xenophobic than Mr Trump but are tempted by his protectionism.

Mr Obama’s diplomacy leaves a choice for the next president: turn your back on Latin America and feed its resentments and failings, or help it become America’s front yard, a region of increasingly prosperous democracies linked by economic and political ties. The visit to Havana is a welcome step down this path.

From the print edition: Leaders

FONTE:

Lei permite que gove rno da Argentina reg ule lucros, produção e preços

Congresso argentino aprovou um forte instrumento de intervenção.
Projeto tem semelhança com legislação implantada na Venezuela.

Délis OrtizBuenos Aires, Argentina

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O governo argentino conseguiu, no Congresso, a aprovação de um brutal instrumento de intervenção nas empresas, com o qual poderá agora regular lucros, produção e preços. O governo tem maioria no Congresso, mas a lei passou com dificuldade.

O projeto tem várias semelhanças com uma legislação implantada na Venezuela, em janeiro, que provocou o desabastecimento de alimentos e produtos de higiene pessoal. A lei também prevê que o governo controle a produção e os preços de produtos básicos.

Empresários e oposicionistas temem que a lei provoque a queda de investimentos e agrave a crise econômica. Tecnicamente, o país está em recessão, em moratória e com a segunda maior taxa de inflação do continente e deve fechar o ano em torno de 40%.

O dólar segue batendo recordes. Em janeiro, o paralelo quebrou a barreira dos 10 pesos, e virou o “dólar Messi”, como se o número da camisa do craque argentino suavizasse o problema. A moeda americana, agora, chegou a 15 pesos e ninguém sabe onde vai parar.

Temerosa, a American Airlines proibiu a venda de passagens aéreas com mais de três meses de antecedência.

Em sua conta no Twitter, a presidente Cristina Kirchner chamou a companhia americana de “abutres com turbinas”, e disse que a medida faz parte de um complô internacional para atacar a economia do país e assustar os argentinos. Como se eles precisassem de ajuda externa para levar sustos.

fonte: http://g1.globo.com/jornal-da-globo/noticia/2014/09/lei-permite-que-governo-da-argentina-regule-lucros-producao-e-precos.html

Ascensão social na África atrai exportadores brasileiros

O governo e os empresários brasileiros acreditam que o recente modelo de consumo em massa, ascensão social e inclusão econômica do país será reproduzido na África na próxima década e esperam aumentar seus investimentos e exportações para o continente.

"A África é a nova fronteira do mundo em desenvolvimento", declarou nesta segunda-feira Carlos Abijaodi, diretor de desenvolvimento da Confederação Nacional da Indústria (CNI), que pediu que o governo elaborasse uma estratégia de longo prazo para aumentar as exportações a países africanos.

Durante um seminário sobre negócios entre Brasil e África organizado pela CNI em São Paulo, vários cenários promissores foram traçados sobre as oportunidades de negócios no continente.

"A África está vivendo uma segunda onda de consumo. Jovens migrando do campo para as cidades, uma ebulição urbana. Vemos que pode acontecer o mesmo que no Brasil, daqui 10 ou 15 anos, com a ascensão social", avaliou, por sua vez, Ana Paula Repezza, gerente da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil).

O comércio entre Brasil e África avançou mais de 400% na última década, mas o crescimento médio das vendas do Brasil para a África ficou abaixo de seus principais concorrentes, de acordo com um relatório do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior.

Segundo dados da CNI, entre 2010 e 2013 o crescimento das exportações brasileiras para 54 países africanos foi de 6%, contra 9,16% da União Europeia, 11,85% do México, 13,41% da China e 22,28% da Índia.

"O Brasil carece de uma estratégia de longo prazo para competir com outros países na África. Mas está claro que a África quer uma estratégia com o Brasil, com grande potencial de que se repita nos países africanos aquilo que deu certo no Brasil", opinou Abijaodi.

O diretor da CNI se referiu assim à política de cooperação iniciada em 2003, no governo de Luiz Inácio Lula da Silva, em termos de agricultura e capacitação das escolas industriais montadas para trabalhadores africanos pelas construtoras brasileiras.

"É uma política não colonialista", concordaram os dirigentes da CNI e da Apex-Brasil.

Casos de sucesso como o da mineradora Vale, cujo maior plano global é uma mina de carvão em Moçambique, ou da fabricante de ônibus Marcopolo, instalada no Egito, foram citados no seminário.

Para o sul-africano Michael Lalor, diretor para a África da empresa de consultoria Ernst&Young, até 2007, 25% dos principais investimentos estrangeiros no continente estavam focados nas matérias-primas.

"O foco em 2013 é tecnologia, serviços financeiros e consumo, com a maioria dos jovens migrando do campo para as cidades", comentou Lalor.

Além disso, o sul-africano foi pontual ao indicar a capital de Angola, Luanda, como o grande centro de negócios da África Subsaariana. "Parece ser o que era Dubai há várias décadas", comentou.

Os especialistas acreditam que o crescimento no continente africano nos próximos seis anos será de aproximadamente 10%.

O professor da Universidade de Brasília (UnB) Jorge Arbache, especialista em África, afirmou que a grande aposta das empresas é a capacitação, mas que também querem adaptar sua mentalidade para o "modelo de negócios local".

Além disso, ofereceu um dado para incentivar os investidores na indústria de alimentos: 60% dos terrenos não cultivados do mundo se encontram na África.

"É arriscado investir na África? Sim, mas é mais arriscado não estar presente na África", opinou.

Outro debate foi aberto por Pedro da Motta Veiga, do Centro de Estudos de Integração e Desenvolvimento (Cindes), que destacou que o Brasil tem uma presença "desigual", se comparado à China, por conta do amplo financiamento que os chineses dedicam ao comércio.

Nesse sentido, Veiga se perguntou se será possível para o Brasil utilizar uma estratégia de financiamento para suas empresas multinacionais na África através do recém-criado Banco dos Brics.

(Fonte: Revista Exame)

fonte: http://www.gsmd.com.br/pt/noticias/mercado-consumo/ascensao-social-na-africa-atrai-exportadores-brasileiros