SÃO PAULO – Interrompendo uma sequência de quatro sessões de alta, que o levou à sua maior cotação desde 1 de setembro, o dólar comercial encerrou esta quarta-feira (17) com significativa queda de 0,8%, sendo cotado na venda a R$ 1,726. Sinais de otimismo no mercado contribuíram para o movimento negativo da moeda, no dia em que Guido Mantega disse não ver necessidade para novas intervenções no câmbio – pelo menos não por hora. 

De acordo com o ministro da Fazenda, interferir no câmbio constantemente não é uma atitude muito saudável. Contudo, ele não descarta tomar novas medidas caso ache que seja necessário. “Não vejo necessidade de novas medidas neste momento. Mas a qualquer momento mais ações podem ser adotadas”, disse Mantega.

Compras de dólares e fluxo cambial

Embora possíveis novidades no câmbio tenham sido afastadas no momento, o Banco Central manteve suas costumeiras compras de dólares via leilão no mercado cambial à vista. A única operação desta quarta-feira ocorreu entre as 15h46 e as 15h51 (horário de Brasília) e contou com uma taxa de corte de R$ 1,7248.

Sobre essas intervenções, a autoridade monetária brasileira mostrou nesta sessão que já foi adquirido em novembro (até o dia 12) US$ 1,464 bilhão no mercado cambial à vista. Com isso, as reservas internacionais do País contabilizavam US$ 285,901 bilhões até a última sexta-feira. 

O BaCen ainda divulgou o resultado do fluxo cambial de novembro, mostrando que, até o dia 12 deste mês, a saída de dólares do Brasil superou a entrada em US$ 14 milhões. No mesmo período do ano passado, a diferença havia sido positiva em US$ 720 milhões. No acumulado de 2010, o saldo continua superavitário em mais de US$ 24 bilhões.

Referências internacionais

Nos Estados Unidos, a agenda contou com dados do setor imobiliário e de inflação. De acordo com o indicador Housing Starts, o número de casas em início de construção no país ficou inferior ao total esperado pelo mercado. Já o CPI (Consumer Price Index), que mede a evolução dos preços ao consumidor nos EUA, registrou um acréscimo menor do que o projetado pelo mercado em outubro. 

Na Europa, o foco continua na Irlanda. Em meio ao interesse demonstrado pelos ministros de Finanças da Zona do Euro de atenderem a um eventual pedido de resgate do país, foi divulgado que uma equipe formada pela Comissão Europeia, FMI (Fundo Monetário Internacional) e BCE (Banco Central Europeu) começará analisar medidas de ajuda na próxima quinta-feira (18).

Dólar a R$ 1,726

O dólar comercial fechou cotado a R$ 1,7240 na compra e R$ 1,7260 na venda, forte baixa de 0,80% em relação ao fechamento anterior. Apesar desta queda, o dólar acumula valorização de 1,35% em novembro, frente à alta de 0,65% registrada no mês passado. No ano a desvalorização acumulada da moeda norte-americana já chega a 0,87%.

Dólar futuro na BM&F e dólar pronto

Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em dezembro segue o dia cotado a R$ 1.732, baixa em relação ao fechamento de R$ 1.747 da última terça-feira. O contrato com vencimento em janeiro, por sua vez, também opera em queda, atingindo R$ 1.744 frente à R$ 1.758 do fechamento da sessão anterior.

O dólar pronto, que é a referência para a moeda norte-americana na BM&F Bovespa, registrava R$ 1,7263000.

FRA de cupom cambial

Por fim, o FRA de cupom cambial, Forward Rate Agreement, referência para o juro em dólar no Brasil, fechou a 2,38 para janeiro de 2011, 0,03 ponto percentual abaixo do que foi registrado na sessão anterior.

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Por InfoMoney, InfoMoney, Atualizado: 17/11/2010 16:58