APROVADA CONCESSÃO DE 183 EX-TARIFÁRIOS, SENDO 157 NOVOS E 26 RENOVAÇÕES

Foi publicada nesta segunda-feira, 05/08, no Diário Oficial da União (DOU), a Resolução Camex n°61, que concede redução de Imposto de Importação de 14% para 2%, até 31 de dezembro de 2014, para máquinas e equipamentos industriais sem produção no Brasil. A Câmara de Comércio exterior (Camex) aprovou a concessão de 183 ex-tarifários, sendo 157 novos e 26 renovações. Os investimentos globais e os investimentos relativos às importações dos equipamentos, vinculados aos ex-tarifários publicados hoje são de US$ 2,270 bilhões e US$ 469 milhões, respectivamente.

Os principais setores contemplados, em relação aos investimentos globais, foram o naval (57,28%); o siderúrgico (8,46%); e o de construção civil (5,33%). Entre os projetos analisados pelo Comitê de Análise de Ex-tarifários (Caex), e que serão beneficiados com a redução de Imposto de Importação, estão investimentos de US$ 1,3 bilhões na construção de um estaleiro na Bahia, com previsão de gerar 5 mil empregos diretos; de US$ 75 milhões, na expansão de uma indústria de embalagens em São Paulo; e de US$ 61 milhões no aumento a capacidade de produção de semicondutores no Rio Grande do Sul.

 

Em relação aos países de origem das importações beneficiadas com redução de alíquotas destacam-se a China (40,18%); os Estados Unidos (16,65%); e a Alemanha (14,54%).

O que são ex-tarifários

O regime de ex-tarifários estimula os investimentos produtivos pela redução temporária do Imposto de Importação de bens de capital, informática e telecomunicação sem produção nacional. Os objetivos são aumentar a inovação tecnológica; produzir efeito multiplicador de emprego e renda; ter papel especial no esforço de adequação e melhoria da infraestrutura nacional; estimular os investimentos para o abastecimento do mercado interno de bens de consumo; e contribuir para o aumento da competitividade de bens destinados ao mercado externo, entre outros.

Cabe ao Comitê de Análise de Ex-tarifários (Caex) , a verificação da inexistência de produção nacional dos bens pleiteados, bem como a análise de mérito dos pleitos em vista dos objetivos pretendidos e dos investimentos envolvidos.

Fonte: MDIC

fonte: http://www.exportnews.com.br/2013/08/aprovada-concessao-de-183-ex-tarifarios-sendo-157-novos-e-26-renovacoes/

publicado em 5 de agosto de 2013

 

Qual é a perspectiva do Comércio Exterior Brasileiro?

 

Olá,

ao refletir sobre uma certa “estagnação” das exportações e o aumento gradativo das importações no último ano, acho importante  comentarmos sobre as ações que nós, enquanto participantes deste ambiente de negócios internacionais,  acreditamos que sejam possíveis melhorias das relações comerciais.  Participe !

 

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O apelido Keko virou marca de acessórios automotivos

Empresa começou em uma garagem em Caxias do Sul e hoje fatura cerca de R$ 120 milhões

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O apelido Keko virou marca de acessórios automotivos Luizinho Bebber/Especial Presidente da Keko, Leandro Mantovani não gostava da ideia de colocar o seu apelido como nome da companhia, mas, quando viu o logotipo da empresa, acabou se convencendoFoto: Luizinho Bebber / Especial

Elio Bandeira

elio.bandeira

Correção: Das 14h04min de 17 de agosto até as 19h05min de 18 de agosto, este site informou equivocadamente que o nome do presidente da Keko é Luciano Mantovani. Na verdade, o nome correto é Leandro Mantovani. O texto já foi corrigido.

Quando era pequeno, Leandro Mantovani tinha um apelido do qual não gostava: Keko. A brincadeira acabou virando nome de uma empresa fundada por ele, pelo pai, Henri, e pelo irmão Juliano que hoje equipa veículos de sete das principais montadoras do país. Tornou-se conhecida em mais de 20 países com o sucesso na fabricação de acessórios e equipamentos para personalização para o mercado automotivo, como bagageiros, santantônios (barra de proteção), protetores, estribos e capotas.

A trajetória da Keko começou em abril de 1986, quando Henri Mantovani decidiu deixar o trabalho em uma fábrica e usar os conhecimentos em metalurgia para começar uma atividade quase artesanal na garagem de casa, em Caxias do Sul. Com o nome de Incopema, o negócio teve o incentivo de um quarto integrante: Eduardo Mantovani, irmão de Henri. Com experiência na fabricação de painéis de decoração para carros, ele sugeriu fabricar acessórios para as picapes da época, como Veraneio, D20 e F1000.

E o primeiro investimento na indústria veio de Leandro. Aos 14 anos, ele ganhara do pai uma motocicleta, mas em poucos anos acabou trocando-a por um Fusca. Foi veículo vendido para bancar o registro da empresa e a compra de tubos, matéria-prima dos produtos. Com o início da atividade, surgiu a necessidade de uma marca que a identificasse. O apelido de Leandro gerava dúvidas, mas foi o que acabou vingando.

— Desde o início, fui reticente, mas depois que meu tio me mostrou o logotipo da empresa, não tive dúvidas de que esse era o nome — afirma Leandro, hoje presidente.

Vídeo: confira a receita do presidente da Keko para o Rio Grande dar certo

A produção ganhou impulso, no início do governo Collor, com a entrada no mercado brasileiro dos carros importados e de outros modelos de picapes. Os Mantovani desenvolveram um porta-estepe que era colocado no para-choque, para atender ao crescimento dos veículos de cabine dupla. Além disso, a empresa também conquistou um cliente importante: a Marcopolo, de Caxias do Sul, para a qual passou a produzir tubos de escapamento.

O avanço para outros mercados, como o do Exterior, surgiu do interesse pelos acessórios da empresa por parte de argentinos que visitavam as praias gaúchas. Por causa disso, a primeira exportação foi ao país vizinho. Outro nicho de mercado surgiu no final da década de 1990, quando a Keko passou a produzir santantônio e engates de reboque para a Toyota, na Argentina.

— Nas primeiras reuniões com os representantes das multinacionais, tínhamos de ter tradutores, pois ninguém na empresa falava inglês. Ainda hoje faço aulas — relata Leandro.

Apesar das dificuldades do começo, em apenas nove anos o faturamento da empresa chegou a R$ 1 milhão. Em 2012, ultrapassou R$ 120 milhões, e a expectativa é de crescer cerca de 17% neste ano. A Keko mudou de sede inúmeras vezes, lembra Leandro, mas desde 2011 está instalada em uma fábrica de 22 mil metros quadrados em Flores da Cunha, com um pouco mais de 400 funcionários.

Para o futuro, o caminho é desafiador, mas não menos ambicioso: chegar a um faturamento de R$ 300 milhões. Com filial em Camaçari (BA), a Keko estuda a instalação de um centro de distribuição em São Paulo.

Perfil

Fundação: 1º de abril de 1986, em Caxias do Sul

Localização: desde 2011, em Flores da Cunha

Descrição: acessórios para personalização de veículos

Faturamento 2012: R$ 120 milhões

Projeção de faturamento para 2013: R$ 140 milhões

Número de funcionários: 430

Principais produtos: protetores frontais, estribos, santantônio, engates de reboque, bagageiros, capotas marítimas, protetores de caçamba, protetores de porta-malas, guinchos, faróis, entre outros itens

Principais clientes: Ford, General Motors, Mitsubishi, Toyota e Volkswagen

Exportação (principais países): Argentina, Austrália, México, Paraguai, Uruguai e Colômbia

ZERO HORA

http://zerohora.clicrbs.com.br/rs/economia/noticia/2013/08/o-apelido-keko-virou-marca-de-acessorios-automotivos-4238227.html

Vai viajar para o exterior? Comece a comprar dólar já

  • Alta
  • 16/08/2013 15:15

Moeda americana deve se valorizar ainda mais; quem tem compromissos em dólar num futuro próximo deve ao menos começar as compras agora

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Julia Wiltgen, de

São Paulo – Se você precisa comprar dólares para viajar ou tem algum compromisso financeiro na moeda americana, agora é a hora de pelo menos começar a comprá-la. Nesta quinta-feira, o dólar chegou a 2,35 reais, e fechou em 2,34 reais, o maior patamar de fechamento desde março de 2009. E daqui para frente o momento será turbulento e com poucas possibilidades de queda, dizem especialistas.

Os recentes dados positivos da economia americana aumentaram as expectativas de que o Fed (banco central dos EUA) reduza seus estímulos à economia. Desde a crise, um programa governamental de recompra de títulos inundou os mercados de dólares, mas agora a fonte corre o risco de secar, o que eleva a cotação da moeda. Se os EUA subirem os juros, o dólar pode subir ainda mais, pois os investidores internacionais correrão para os títulos públicos americanos, deixando os investimentos em outros países.

Para Júlio Hegedus, economista-chefe da consultoria Lopes Filho, o dólar não deve retornar a patamares mais baixos. Ele acredita que o ano pode fechar com o dólar a 2,40 reais, embora frise que ainda esteja revisando esta projeção. Hegedus explica que é muito difícil prever para onde vai o câmbio e onde ele pode se estabilizar, mas diz que a retirada gradual dos estímulos norte-americanos à economia fatalmente vai fazer o dólar se acomodar em um patamar mais alto.

“A economia americana deve estabilizar sua liquidez. Não surpreenderia se o dólar chegasse a 2,50 reais no longo prazo, nos próximos anos, mas acho que ainda não neste ano”, diz Hegedus. No mercado de dólar futuro, o contrato com vencimento em janeiro de 2014 prevê o dólar a 2,40 reais. Já o contrato com vencimento em maio de 2014 tem previsão de 2,48 reais. O dólar turismo, normalmente mais caro que o dólar comercial, já bate os 2,40 reais.

No entanto, existe também a possibilidade de o Brasil elevar ainda mais a taxa básica de juros, o que ajudaria a controlar a inflação e aumentar a taxa de juros real. Dessa forma, os investimentos atrelados a juros por aqui voltariam a se tornar atrativos internacionalmente, o que poderia reduzir a fuga de dólares e ajudar a controlar a cotação da moeda americana em relação ao real.

“Se o Brasil revertesse totalmente sua política econômica, reconquistaria a credibilidade externa e esses recursos voltariam”, observa Júlio Hegedus.

Em função desses fatores, os especialistas ouvidos por EXAME.com creem que comprar a moeda americana aos poucos até o momento da viagem ou dos pagamentos em dólar é o mais aconselhável, uma vez que leva à formação de um preço médio. “Faz sentido porque certamente você não vai fazer todas as compras no melhor preço, mas também não vai pegar apenas a pior cotação”, diz Fernando Bergallo, gerente de câmbio da corretora TOV.

Se a viagem for ocorrer em breve, o mais aconselhável é comprar tudo já, pois a tendência do dólar é de alta no curto prazo, acredita Sidnei Nehme, diretor da NGO Corretora. “Mais para o final do ano, acreditamos num patamar semelhante ao atual, entre 2,30 e 2,35 reais. Mas por agora deve haver uma alta maior, pois há muitas dúvidas acerca do término do programa de estímulos americano e da saída de dólar do Brasil”, explica.

Atual patamar do dólar sobre o real não é definitivo, diz Mantega

Há volatilidade por expectativas de redução de estímulos do Fed, afirma.
Ministro disse não acreditar que dólar chegará a R$ 2,70 no final do ano.

Darlan AlvarengaDo G1, em São Paulo

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Ministro da Fazenda, Guido Mantega, em encontro na CNI (Foto: Darlan Alvarenga/G1)Ministro da Fazenda, Guido Mantega,
em encontro na CNI (Foto: Darlan Alvarenga/G1)

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou nesta sexta-feira (16) que a taxa de câmbio atual passa por um momento de volatilidade em razão das expectativas em torno da redução de estímulos do Fed (Federal Reserve, o banco central dos EUA) e que o patamar atual do dólar em relação ao real não é definitivo.

“Este câmbio não é definitivo”, disse Mantega em entrevista, após participar de encontro com líderes empresariais na sede da CNI (Confederação nacional da Indústria), em São Paulo. “Pode subir mais um pouquinho, cair mais um pouquinho, ficar onde está, não sei dizer, mas o governo age no sentido de impedir que haja uma excessiva volatilidade”, completou.

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O dólar operava em alta nesta sexta-feira, voltando a rondar o patamar de R$ 2,36, com o mercado à espera dos leilões do Banco Central para rolar contratos de swap cambial que vencem em setembro.

O ministro não falou sobre patamares desejáveis, mas disse que não acredita que o dólar chegará ao final do ano cotado a R$ 2,70, como estima setores do mercado. “Não acredito nos patamares elevados que estão sendo anunciados”, disse.

Mantega avaliou, entretanto, que a curto e médio prazo a tendência é de desvalorização do real e de outras moedas emergentes ante ao dólar, diante da desaceleração da economia chinesa e queda do preço das commodities.

O ministro destacou, entretanto, que o real desvalorizado tem representado um estímulo para o aumento da competitividade da indústria brasileira, mas avaliou que a volatilidade da moeda dos EUA só deverá diminuir após o Fed deixar mais claro quais serão os seus próximos passos nos Estados Unidos.

“Não sei se vai permanecer sequer este câmbio porque estamos num momento de volatilidade. Enquanto o Fed não deixa muito claro aquilo que vai fazer em relação aos estímulos monetários, o mercado vai especulando, vai, digamos, mudando de posições”, disse.

Mantega acrescentou que o governo tem "muitas armas" para enfrentar a volatilidade cambial como reservas elevadas e intervenção de swap do Banco Central.

FONTE: http://g1.globo.com/economia/noticia/2013/08/cambio-passa-por-volatilidade-e-nao-e-definitivo-diz-mantega.html

Brasil perde benefício para exportar à UE

Além do Brasil, saíram do SGP europeu, pelo mesmo motivo: Arábia Saudita, Catar, Argentina, Cuba, Uruguai, Venezuela…

O desenvolvimento econômico e social alcançado pelo Brasil nos últimos anos fez com que o País fosse excluído do Sistema Geral de Preferências (SGP) da União Europeia. A partir de 1º de janeiro de 2014, os exportadores brasileiros passam a pagar tarifa integral, sem o desconto concedido pelo sistema desde 1971 e que visa beneficiar países menos desenvolvidos. O motivo da exclusão do Brasil foi a classificação do Banco Mundial que colocou o País como sendo de “economia de renda média-alta nos últimos três anos”, que tem base na renda nacional bruta (RNB).

Conforme a Comissão Europeia, o novo sistema se concentra em menor número de países beneficiários para garantir um impacto maior aos mais necessitados. Segundo a Comissão, uma queda limitada nas exportações, na faixa de 1%, é esperada para muitos desses parceiros. Por outro lado, mesmo quedas de exportação de economias mais avançadas podem potencialmente proporcionar oportunidades significativas para os países mais pobres, cujas exportações são comparativamente muito pequenas.

Além do Brasil, saíram do SGP europeu, pelo mesmo motivo: Arábia Saudita, Kuwait, Bahrein, Catar, Emirados Árabes Unidos, Omã, Brunei Darussalam e Macau (todos com renda alta), Argentina, Brasil, Cuba, Uruguai, Venezuela, Belarus, Rússia, Cazaquistão, Gabão, Líbia, Malásia e Palau (todos de renda média-alta).

Impacto
A Abicalçados alerta que, para usufruir dos benefícios do SGP concedidos até o final do ano, os produtos brasileiros deverão estar desembaraçados para livre circulação na UE até o dia 31 de dezembro de 2013. As mercadorias que chegarem aos países europeus em 2014, mesmo enviadas em 2013, estarão sujeitas à nova legislação tarifária. Em 2012 o Brasil exportou o equivalente a US$ 40,2 milhões para os países da UE, número que deve cair em 2013. Nos primeiros seis meses do ano as exportações brasileiras para o bloco foram de US$ 13,17 milhões, 30,6% inferiores do que no mesmo período do ano passado. A queda deverá ser ainda maior com a nova tarifa, que vem somada à crise que se abate nas principais economias da Europa. Para o presidente-executivo da Abicalçados, Heitor Klein, a medida merece acompanhamento. “Outros países, concorrentes do Brasil, também perderão o benefício”, pondera.

A agência de exportações ADG Export está receosa quanto aos negócios com a Europa para o próximo ano. Trabalhando com embarques para o bloco desde 2005, a empresa despacha uma média de 170 mil pares de calçados anualmente para o velho continente. Segundo o diretor da empresa, Alexandre Giteau, os principais destinos dos calçados, que possuem um preço médio de 24 euros, são Bélgica e França. “As exportações para Europa são vitais para a ADG”, enfatiza. Para o diretor, os preços, que já estavam com margens apertadas, agora com o adicional da tarifa integral devem dificultar ainda mais os negócios com os clientes da UE. “Se as fábricas ou o mercado não absorverem a diferença, certamente vai haver impactos nas vendas, inclusive no varejo. A solução seria a valorização do Dólar/Euro que, por enquanto, esperamos que pelo menos se mantenha forte”, avalia Giteau. Se por um lado, a nova tarifa preocupa, o quadro se mantém estável graças à estratégia adotada de trabalhar novas marcas para compensação da perda de vendas para os clientes mais tradicionais.

O gerente de exportações da Democrata, marca masculina de Franca/SP, Anderson Melo, avalia que a notícia veio num momento “menos desastroso” para o setor exportador, já que o câmbio mais competitivo pode, de alguma forma, diminuir o custo na hora da negociação. “O mercado europeu vem diminuindo para o calçado brasileiro. Por questões de preço e logística, os europeus têm buscado produtos no próprio continente, com destaque para Portugal”, afirma. Por outro lado, mesmo com a adversidade da tarifa maior, no embalo de uma retomada da economia, Melo acredita que o ano deve fechar com incremento nos embarques destinado à UE na ordem de 10%. Exportando cerca de 25% da produção de 7,5 mil pares diários para mais de 60 países, a Democrata tem seu foco nos Estados Unidos e países da América Latina. “A Europa representa 15% do total exportado. Já representou muito mais. Só para Espanha, em 2005/2006 exportávamos 100 mil pares”, revela. Na Europa, onde o preço médio do produto exportado é US$ 40, o principal destino é a Holanda.

John Schmidt, do departamento de Exportações do Grupo Priority (marcas West Coast e Cravo&Canela), ressalta que o impacto deve ser menor, pois a empresa tem focado a inserção mais no mercado do Leste Europeu. “Cerca de 24% das nossas exportações são destinadas à Europa, mas a maioria para o Leste. Perdemos espaço nos países da UE, onde só está sendo possível retomar mercado através de private label (produzir com marca de terceiro) por questões de preço”, afirma. Segundo Schmidt, a empresa pretende “dar o desconto necessário” nas negociações, mas não irá absorver o aumento isoladamente. O preço médio dos calçados exportados para Europa é de US$ 28.

Países integrantes do bloco europeu:

Áustria, Bélgica, Dinamarca, Espanha, Finlândia, França, Grécia, Itália, Luxemburgo, Países Baixos, Portugal, Reino Unido, Irlanda, Suécia, Alemanha, Eslovênia, Eslováquia, Hungria, Polônia, Rep. Tcheca, Letônia, Estônia, Lituânia, Malta, parte greco-cipriota do Chipre, Bulgária e Romênia.

Como ficam as tarifas:

NCM 6401 (calçado injetado de borracha ou plástico)
SGP (vigente até 31/12/2013) 11,9%
Tarifa para terceiros países 17%

NCM 6402 (calçado cabedal de borracha ou plástico)
SGP (vigente até 31/12/2013) 11,9%
Tarifa para terceiros países 17%

NCM 6403 (calçado cabedal de couro natural)
SGP (vigente até 31/12/2013) 4,5%
Tarifa para terceiros países 8%

NCM 6404 (calçado cabedal de material têxtil)
SGP (vigente até 31/12/2013) 11,9%
Tarifa para terceiros países 17%

NCM 6405 (outros)
SGP (vigente até 31/12/2013) 0%
Tarifa para terceiros países 4%

Autor/Fonte: Abicalçados

FONTE: http://ww3.assintecal.org.br/integrar/noticias/detalhe/3150/brasil_perde_beneficio_para_exportar_a_ue

Participação de bens importados no consumo da indústria registra recorde

estadao.png MARCELO G. RIBEIRO/JC A valorização do câmbio nos últimos meses amenizou o ímpeto importador
A valorização do câmbio nos últimos meses amenizou o ímpeto importador

A participação de bens importados na indústria brasileira registrou recorde, acumulando 21,1% no período de 12 meses até junho. Os números foram divulgados nesta quinta-feira (15) pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). Na comparação entre os primeiros e segundo trimestres, houve aumento de 0,1 ponto percentual, mantendo sua trajetória de alta há 13 trimestres, informou a entidade.

O levantamento, chamado Coeficientes de Abertura Comercial, foi elaborado em parceria com a Fundação Centro de Estudos de Comércio Exterior (Funcex) e aponta um crescimento do coeficiente de penetração das importações em 12 setores da indústria de transformação, com destaque para os segmentos farmacêutico, químico, de informática, eletrônico e óptico.

A CNI informou ainda que a “valorização do câmbio nos últimos meses amenizou o ímpeto importador, mas o contínuo aumento do coeficiente de importação reflete a perda da competitividade da indústria nacional frente a seu concorrente estrangeiro”. Para a CNI, a alta do câmbio poderá reduzir as importações nos próximos meses, o que favoreceria a recuperação da produção industrial interna, podendo reverter essa tendência.

Outra informação divulgada pela CNI é que, além do aumento das importações no consumo doméstico de bens industriais, a participação das exportações no faturamento das empresas caiu. “O coeficiente de exportação registrou 19,2% no segundo trimestre de 2013, uma queda de 0,3 ponto percentual em relação ao primeiro trimestre deste ano. Essa é a segunda queda consecutiva. A fraca demanda externa pelas manufaturas brasileiras e a queda dos preços internacionais explicam a perda no coeficiente de exportação no segundo trimestre”, registrou a confederação.

Nove setores produtivos da indústria de transformação registraram queda no coeficiente de exportação, sendo os mais afetados os de metalurgia, de máquinas e equipamentos, de derivados de petróleo e biocombustível, de máquinas e materiais elétricos e o de têxteis.

fonte: http://jcrs.uol.com.br/site/noticia.php?codn=131986

A nova regulamentação antidumping do Brasil

Por Welber Barral, Gilvan Brogini e Renata Amaral

Em outubro começam a vigorar as novas regras relativas aos processos antidumping no Brasil. Com 15 capítulos e 201 artigos, o decreto nº 8.058, publicado em 29 de julho de 2013, substitui norma em vigor há 18 anos e, com isso, faz com que o Brasil passe a ter uma das legislações mais completas entre os Membros da Organização Mundial do Comércio (OMC). As novas regras atualizam a legislação brasileira em sintonia com o que há de mais moderno no tema, mas cria desafios importantes para as empresas brasileiras ameaçadas pela competição desleal dos produtores estrangeiros.

As medidas antidumping são utilizadas quando há discriminação de preços no comércio internacional, com preços de exportação inferiores aos preços praticados no mercado doméstico do exportador. Sua expansão, nos últimos anos, foi caracterizada pela maior utilização por países em desenvolvimento, sendo alvos constantes os exportadores asiáticos, sobretudo chineses. O Brasil, grande utilizador das medidas antidumping contra importações estrangeiras, também assiste regularmente a investigações contra suas próprias exportações. Esse contexto justifica ao país ter cuidado redobrado com a segurança jurídica na aplicação da medida.

Novas regras exigem mais dedicação na formulação dos pedidos e na organização de informações

Nesse sentido, a nova regulamentação configura avanço importante. O novo decreto cuida desde a correção de questões mais simples – como a competência da Câmara de Comércio Exterior (Camex) para as decisões mais importantes do processo – até o estabelecimento de critérios e parâmetros mais detalhados envolvendo dumping, dano e nexo causal. Além disso, incorpora, no mesmo diploma legal, uma série de temas que já vinham sendo tratados por outras normas, tais como: definição do status de economia de mercado; cobrança retroativa do direito definitivo; e anticircunvenção. E, ainda, inova ao tratar de assuntos como revisão de restituição, avaliação de escopo e redeterminação.

O principal aspecto a se destacar, contudo, são as disciplinas envolvendo prazos e procedimentos. Com efeito, as obrigações a esse respeito tornaram-se mais rígidas para todos os envolvidos – peticionários, governo, importadores, produtores e exportadores estrangeiros. Destaque-se, inicialmente, que o prazo de dez meses para conclusão da investigação passa a ser a regra. Além disso, o Departamento de Defesa Comercial (Decom) passa a ter apenas quinze dias para análise inicial da petição, prazo contado a partir do protocolo. E, se não houver necessidade de informações complementares, o departamento tem mais quinze dias para decidir se a investigação será ou não iniciada.

Esse aspecto tem implicação significativa para a indústria doméstica peticionária. Com efeito, o novo decreto determina que apenas ocorrerá pedido de complementação da petição para sanar aspectos pouco expressivos, até porque o prazo para complementar eventuais deficiências será de cinco dias. A consequência imediata é que petições que demandem ajustes significativos serão indeferidas. Ainda que não seja possível mensurar o que é "pouco expressivo" ou "significativo", fato é que, com a vigência do novo decreto, a indústria doméstica deve apresentar petições praticamente perfeitas – e, acrescente-se, elaboradas em um prazo de quatro meses que se inicia a partir do término do período que o peticionário considera apropriado para fins de avaliação do dumping e do dano. A ideia, portanto, é que o trabalho prévio à abertura da investigação seja intensificado por parte do peticionário.

Outra novidade do novo decreto está no fato de que, aberta a investigação, a determinação preliminar passa a ser obrigatória – e deverá ser feita em até 120 dias. Como consequência, a aplicação de medida provisória deve tornar-se algo comum nas investigações, ao contrário do que ocorre atualmente.

Toni Pires/Folhapress / Toni Pires/Folhapress

Já a avaliação de escopo, inovação do novo decreto, refere-se ao pedido para que o Decom determine se um produto está sujeito a uma medida antidumping em vigor, o que deve minimizar problemas enfrentados por operadores do comércio exterior com a Receita Federal quando do despacho aduaneiro. Da mesma forma, em termos de inovação, o novo decreto cuida da redeterminação, o que permite a discussão sobre eventual mudança na forma de aplicação do direito antidumping (alíquotas ad valorem ou específica) e, também, sobre majoração desse direito no caso de ele ter sido absorvido pelos exportadores estrangeiros.

A nova regulamentação também prevê a revisão de restituição. Esta modalidade de revisão assemelha-se às revisões administrativas feitas nos Estados Unidos. A partir de um período-base (em geral, de um ano), contado a partir da vigência do direito antidumping, qualquer importador poderá solicitar restituição de direitos recolhidos caso demonstre que a margem de dumping apurada para aquele período-base é inferior ao direito vigente. Assim, caso o Decom faça determinação positiva a respeito, a Receita Federal será notificada para efetuar a restituição. Importante destacar, neste aspecto, que a revisão de restituição não se presta à modificação do direito vigente, mas apenas para restituição de valores teoricamente pagos em excesso.

Em suma, o novo decreto reflete a experiência brasileira em medidas antidumping, ao longo de duas décadas, período em que o país tornou-se um dos principais usuários dessas medidas no mundo. Suas inovações reduzem os prazos para a administração pública e para os interessados, o que deve acelerar o processo decisório, inclusive com a aplicação mais recorrente de medidas provisórias, que são muitas vezes urgentes para o setor industrial que sofre a concorrência dos importados a baixo preço. De outro lado, o novo procedimento exige mais dedicação e seriedade na formulação dos pedidos e na organização de informações e dados. Defesa comercial, no Brasil, não é mais para principiantes.

Welber Barral, Gilvan Brogini e Renata Amaral são sócios da Barral M Jorge Consultores Associados.

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Projeção para o dólar ao fim de 2013 sobe para R$ 2,28, aponta Focus

Por Ana Conceição | Valor

SÃO PAULO – Os analistas de mercado veem um dólar mais valorizado ao fim de 2013 do que estimavam uma semana antes. De acordo com o Boletim Focus, do Banco Central (BC), a mediana das estimativas para a divisa saiu de R$ 2,25 para 2,28. Em 2014, a previsão é de dólar a R$ 2,30.

Os agentes consultados pelo BC reviram suas expectativas para o déficit em conta corrente e diminuíram mais uma vez as apostas para o saldo da balança comercial.

A conta corrente deve ficar negativa em US$ 76,2 bilhões em 2013, ante previsão de déficit de US$ 76,3 bilhões na semana passada. Para 2014, a estimativa saiu de um resultado negativo de US$ 80 bilhões para US$ 79,96 bilhões.

No caso da balança comercial, a projeção de superávit em 2013 foi ligeiramente alterada, de US$ 5,09 bilhões para US$ 5 bilhões, e permaneceu em US$ 8 bilhões para o ano que vem.

Para a dívida líquida do setor público, a projeção permaneceu em 35% do PIB neste ano e passou de 34,90% para 34,85% do PIB em 2014.

(Ana Conceição | Valor)


FONTE: http://www.valor.com.br/brasil/3229636/projecao-para-o-dolar-ao-fim-de-2013-sobe-para-r-228-aponta-focus?utm_source=newsletter_tarde&utm_medium=12082013&utm_term=projecao+para+o+dolar+ao+fim+de+2013+sobe+para+r+228+aponta+focus&utm_campaign=informativo&NewsNid=3228194

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BMW ‘invade’ cidade do maracujá no sul do País

Chegada da montadora alemã transforma a pequena Araquari, em Santa Catarina
10 de agosto de 2013 | 17h
João Villaverde, de O Estado de S. Paulo

ARAQUARI – Hektik. A palavra que traduz para o alemão o termo “agitação” tem representado o dia a dia do tradicionalmente pacato município de Araquari, ao norte de Santa Catarina. Lar de pouco mais de 24 mil catarinenses tranquilos, Araquari é hoje conhecida como “a cidade do maracujá”. A partir deste segundo semestre, porém, mudará de patamar e passará a ser “a sede da BMW”.

Uma das maiores montadoras do mundo, a BMW escolheu Araquari para levantar sua primeira unidade de produção de veículos na América Latina. A multinacional e a cidade estão pulando etapas para que, a partir de setembro de 2014, os carros da marca sejam vendidos no País com o selo “made in Brazil”.

O terreno de 500 mil metros quadrados que receberá a fábrica tem hoje mais de 200 operários de construção civil trabalhando 24 horas por dia para colocar de pé a fábrica. Mesmo sem ainda produzir um único veículo no País, a BMW já acertou até a sua primeira concessionária, que deverá ser inaugurada em Joinville ainda este ano.

Não é apenas a indústria automobilística que se agita. Araquari sequer tem metalúrgicos, uma vez que os trabalhadores do município ainda serão qualificados para a função, mas a cidade já conta, desde a semana passada, com um sindicato de metalúrgicos filiado à Força Sindical.

Até o início de julho, Araquari não tinha hotel, mas o casal Claudete e Rudgiero Zanella Jasper resolveu apostar e levantou o primeiro da cidade. Mesmo sem ter sido oficialmente inaugurado, o que só deve ocorrer no mês que vem, o novo hotel já causou alvoroço: com cinco andares, o edifício é o mais alto de Araquari.

Investimento. A agitação não é sem razão. O investimento de R$ 500 milhões da montadora alemã na cidade representa, de uma vez só, uma injeção de recursos que supera em 40% o total de riquezas produzidas em Araquari – o Produto Interno Bruto (PIB) da cidade é de R$ 297,3 milhões, segundo dados do IBGE.

Na cidade, o assunto único é a BMW. “Estamos ansiosos, né? A cidade não tinha nada, e agora terá uma empresa dessas. Araquari vai mudar muito”, disse Adejanilson Alves, comerciante que deseja emplacar os dois filhos, de 22 e 18 anos, como funcionários da fábrica.

Este também é o desejo de Samuel, conhecido como “Samuca”, que espera fazer do sobrinho um metalúrgico. Samuca é o único taxista de Araquari. A prefeitura iniciou há duas semanas um curso gratuito de inglês para preparar os moradores para o contato com os novos vizinhos. Todas as 400 vagas iniciais foram preenchidas. “Outros municípios têm montadoras, nós ganhamos mais do que isso”, disse o vice-prefeito Clenílton Carlos Pereira. “Ganhamos uma grife.”

Invasão. Mas a perspectiva de mudança assusta. Durante os dias em que o Estado esteve em Araquari, os moradores apontaram para o fato de que o município pode ser “por moradores de cidades maiores, como Joinville (17 km), Curitiba (115 km), Florianópolis (150 km) e até São Paulo (520 km). O prefeito João Woitexem disse que a “ocupação” será bem-vinda.

“O crescimento econômico é importante, mas ele não pode ignorar a realidade da cidade. Nós somos tranquilos, todo mundo se conhece e reconhecemos o legado sócio-cultural que herdamos de nossos pais. Isso não pode se perder com a chegada de uma multinacional”, afirmou Sueli Hreisenmnou, diretora da Fundação Cultural do município. Seu pai, Laércio Hreisenmnou, foi o único araquariense a integrar as Forças Expedicionárias Brasileiras (FEB), tendo lutado na Segunda Guerra Mundial.

Já para o prefeito Woitexem, a chegada de novos moradores deve melhorar o padrão de vida da “cidade do maracujá”. “Nós sempre seguramos o crescimento populacional, não liberamos loteamentos. Agora vamos fazer o contrário. Já estamos liberando as construções, e vamos inverter essa lógica de Araquari como cidade dormitório”, disse. A estimativa da prefeitura é que a população aumente cinco vezes nos próximos dez anos, chegando a 130 mil habitantes.

Preços. A agitação em Araquari começou no mercado imobiliário. Segundo a prefeitura, o metro quadrado de um terreno às margens das duas rodovias federais que cortam o município, as BRs 101 e 280, custava cerca de R$ 8, em média, em 2010 – hoje, o valor foi multiplicado por dez. “Os corretores de imóveis de Joinville fazem mais negócio aqui em Araquari do que lá”, disse o prefeito. Como resultado, o caixa da administração municipal saltou enormemente no período. A arrecadação saiu de R$ 18 milhões, em 2009, para estimados R$ 76 milhões, este ano.

Mesmo com esse dinheiro, a cidade que vai produzir BMWs ainda tem diversas ruas sem asfalto. A cidade do maracujá também não conta com hospitais e maternidades – as crianças nascem nas cidades vizinhas. De acordo com o vice-prefeito Clenílton Pereira, esses problemas serão resolvidos com a entrada de recursos fiscais após o início da operação da BMW, no ano que vem. Até lá, a montadora está livre de taxas municipais.

Mas nem todo mundo está contente com a chegada da BMW. De bom humor, o mecânico Fernando Braga Olivera diz que seus tempos de sucesso na cidade acabaram. Conhecido como “Fernando da BMW” por praticamente todos os araquarienses, ele é o único morador que conseguiu juntar suas economias e realizar o sonho de ter um veiculo da montadora alemã – um modelo usado, fabricado em 1994 na Alemanha.

FONTE: http://economia.estadao.com.br/noticias/economia-geral,bmw-invade-cidade-do-maracuja-no-sul-do-pais,161606,0.htm

Jornal dos EUA chama Brasil de país da pizza de queijo de quase US$ 30

Edição do dia 07/08/2013

08/08/2013 00h40 – Atualizado em 08/08/2013 00h41

 Renata Ribeiro / Roberto Kovalick / Marcio Gomes / Alan SeverianoSão Paulo, SP / Londres, Inglaterra / Tóquio, Japão / Nova York, EUA
O país da pizza de queijo de quase US$ 30. Foi assim que o jornal The New York Times se referiu ao Brasil em uma edição recente. O jornalista foi apurar os preços do prato em uma pizzaria de São Paulo. A pizza a marguerita, preparada com mussarela, tomate e manjericão, sai por R$ 59. Tamanho espanto, que fez valer uma reportagem, provoca a pergunta: quanto custa uma pizza de queijo nas principais capitais do mundo?

A pizzaria é uma fatia da Itália encravada no centro de Londres, na Inglaterra. O forno à lenha foi construído exatamente como o da matriz da rede, em Milão. A pizza é do tipo napolitana, com a massa fininha e muito ingrediente por cima. A pizza é individual, mas, dependendo da fome, alimenta duas pessoas. Em uma cidade cara como Londres, o preço é bem razoável. A pizza custa £ 7,50, o que representa cerca de US$ 11,50 ou R$ 26. Não é uma pechincha, mas, pela qualidade, não dá para reclamar do preço.

Em Tóquio, no Japão, há pizzaria em um bairro nobre da cidade. O bairro de Roppongi reúne a maioria dos estrangeiros que vivem na capital japonesa. O lugar também é o destino certo se o assunto é vida noturna. O senhor Iamaguchi prepara a massa e faz as contas. O custo da pizza reflete o que é viver numa das cidades mais caras do mundo.

A pizzaria oferece pizzas no padrão japonês, com quatro fatias, e no padrão brasileiro, com oito fatias. Uma delas custa 1,5 mil ienes, o equivalente a US$ 15. Para fazer a outra pizza, a pedido da equipe de reportagem, o pizzaiolo cobrou 1,7 mil ienes, cerca de US$ 17.

Se pizza é sinônimo de praticidade, está explicado o sucesso do prato nos Estados Unidos. Os americanos incorporaram a pizza ao cardápio e os imigrantes italianos espalharam pizzarias por toda Nova York. Em uma rua da cidade, tem uma na frente da outra.

Em uma das pizzarias, a versão da marguerita leva mussarela de búfala. Tem garfo e faca na mesa, mas os nova-iorquinos comem a pizza com a mão. O sabor é ótimo, mas a pizza sempre fica mais salgada no final. Com a gorjeta, o preço vai valor de US$ 29,64.

Ao fazer a comparação entre restaurantes de mesmo padrão, a pizza de queijo mais cara está justamente em Nova York, a cidade do jornal que levantou a questão. Com dólar cotado a R$ 2,26, são R$ 67. Depois, vem a pizza brasileira, que sai por R$ 59, com 10% já inclusos. Em Tóquio, o cliente paga R$ 38,42. Em Londres, a pizza custa R$ 24,90.

Mas a comparação não leva em conta o salário dos cidadãos das quatro capitais, que é justamente quem paga toda a conta. “Em comparação com Nova Yok, Londres e Tóquio, nós temos uma renda obviamente menor. Então, isso significa que nós temos que trabalhar muito mais horas do que quem mora nessas cidades para pagar pela mesma pizza”, diz a economista Thaís Zara.

Muitos clientes não entendem por que pagam tão caro para comer uma pizza fora de casa. Se alguém está lucrando demais com o preço da pizza no Brasil, esta pessoa não é o dono da pizzaria. Além dos pesados custos fixos, em São Paulo o pizzaiolo tem um gasto extra que não existe em outras grandes cidades do mundo.

“A gente gasta mais ou menos 1% da nossa receita com segurança, que é uma coisa que teoricamente você não precisaria gastar. Esse 1% teoricamente deveria ser parte do lucro do empresário, que você abre mão para poder dar segurança para o seu cliente”, diz o dono de pizzaria Alexandre Tadeu Bacelar.

Para a economista, o que explica o alto custo Brasil são os impostos. “Nós temos uma elevada carga tributária que incide em todas as etapas da preparação desse alimento fora do domicílio”, diz Thaís.

Está no Brasil a mais pesada carga tributária sobre o PIB (36,02%). O número é mais alto que na Inglaterra (35,50%), no Japão (27,60%) e nos Estados Unidos (25,10%). Essa é a conclusão a que chega a reportagem do New York Times. O texto fala da necessidade de uma reforma tributária. Mas no Brasil, a discussão de mexer na forma de cobrar impostos, até agora, sempre acabou do mesmo jeito.

 

FONTE: http://g1.globo.com/jornal-da-globo/noticia/2013/08/jornal-dos-eua-chama-brasil-de-pais-da-pizza-de-queijo-de-quase-us-30.html

Daniel Godinho assume a Secretaria de Comércio Exterior

Por Thiago Resende | Valor

BRASÍLIA  –  A partir desta quinta-feira, dia 8 de agosto, Daniel Godinho assume a Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC). Ele substitui Tatiana Lacerda Prazeres, cuja saída foi formalizada no “Diário Oficial da União”.

Divulgação MDICO novo secretário da Secex, Daniel Godinho

 

Godinho é servidor público de carreira de Analista de Comércio Exterior desde 2003. A partir de 2011, exerceu o cargo de diretor do Departamento de Negociações Internacionais (Deint). Entre 2009 e 2010, foi assessor da Câmara de Comércio Exterior (Camex).

Godinho assumia a função de secretário substituto da Secex, na ausência de Tatiana. Segundo currículo enviado pelo Mdic, o novo secretário é formado em Direito pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e em Relações Internacionais pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC-MG). É mestre em Direito Internacional e Economia pelo World Trade Institute, centro ligado às Universidades de Berna, Fribourg e Neuchâtel, na Suíça. Teve ainda experiência profissional no Centro de Comércio Internacional (ITC, na sigla em inglês), em Genebra.

(Thiago Resende | Valor)

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Produção industrial sobe em 10 de 14 regiões em junho, aponta IBGE Compartilhar:

Por Ana Conceição | Valor

SÃO PAULO  –  (Atualizada às 12h15) A produção da indústria brasileira aumentou em junho, ante maio, em dez dos 14 locais pesquisados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que divulgou nesta quinta-feira sua Pesquisa Industrial Mensal – Produção Física Regional.

Os maiores aumentos foram registrados no Pará (5,9%), Rio Grande do Sul (3,9%), Bahia (3,1%), Santa Catarina (2,9%), São Paulo (2,9%) e Rio de Janeiro (2,3%). Região Nordeste (1,8%), Ceará (1,7%), Pernambuco (1,5%) e Espírito Santo (1,2%) completaram o conjunto de locais com taxas positivas, mas que foram menos intensas do que a média nacional no mês de junho (1,9%).

A indústria do Paraná, com queda de 3,0%, mostrou o recuo mais acentuado, eliminando parte da expansão de 7,4% acumulada entre os meses de março e maio. Os demais resultados negativos foram observados em Goiás (queda de 2,3%), Amazonas (baixa de 2,2%) e Minas Gerais (diminuição de 0,8%).

Comparação anual

Na comparação com junho do ano passado, a produção da indústria nacional aumentou 3,1% e registrou expansão em nove dos 14 locais pesquisados.

Nessa comparação, as taxas positivas mais intensas foram observadas no Rio Grande do Sul (11,8%) e na Bahia (9,9%), impulsionados pelo comportamento positivo dos setores de máquinas e equipamentos (silos metálicos, fornos industriais não-elétricos, máquinas para colheita e aparelhos de ar-condicionado para uso central), refino de petróleo e produção de álcool (gasolina automotiva e óleo diesel) e veículos automotores (automóveis), no primeiro local, e de refino de petróleo e produção de álcool (óleo diesel, gasolina automotiva, álcool e querosenes de aviação), produtos químicos (resinas termoplásticas) e metalurgia básica (barras, perfis e vergalhões de cobre), no segundo.

Rio de Janeiro (5,2%), região Nordeste (4,5%), Paraná (4,4%), Pernambuco (3,6%), São Paulo (3,1%), Ceará (2,4%) e Goiás (2,4%) completaram o conjunto de locais que assinalaram taxas positivas nesse mês.

Pará (queda de 7,0%) e Espírito Santo (baixa de 6,0%) apontaram os resultados negativos mais intensos no índice mensal, pressionados pelos recuos em metalurgia básica (óxido de alumínio) na indústria paraense, e alimentos e bebidas (produtos embutidos ou de salamaria e bombons) e metalurgia básica (lingotes, blocos, tarugos ou placas de aços ao carbono), no setor industrial capixaba. As demais taxas negativas foram verificadas em Minas Gerais (1,4%), Amazonas (0,6%) e Santa Catarina (0,2%).

Conjuntura ruim

Apesar de a produção industrial ter crescido em dez dos 14 locais investigados pelo IBGE tanto entre maio e junho quanto no acumulado do ano, o setor permanece afetado por uma conjuntura que desfavorece as exportações brasileiras e facilita as importações. A avaliação é do economista do instituto, Rodrigo Lobo.

“Todos os fatores que prejudicavam a produção industrial brasileira no ano passado, como o comércio internacional restrito, devido à crise internacional, permanecem. A produção industrial nas regiões brasileiras tem crescido em razão da baixa base de comparação. A recente desvalorização do real, que aumentaria a competitividade dos produtos brasileiros, ainda não influencia de forma significativa o setor”, diz o especialista.

Na passagem de maio para junho, na série livre de influências sazonais, o Pará teve o maior aumento de produção entre as 14 regiões observadas pelo instituto, ao crescer 5,9%. No mesmo período, destaque para as altas nas produções de Rio Grande do Sul (3,9%), Bahia (3,1%) e Santa Catarina (2,9%). Esses resultados ficam bem acima da média nacional, que foi de alta de 1,9%.

“A produção paraense refletiu os resultados positivos da extrativa e de metalurgia básica, que representam cerca de 80% da indústria local. Na Bahia, houve aumento do refino de petróleo e na fabricação de produtos químicos. Já nos Estados do Sul com alta na produção houve influência do aumento na produção de máquinas e equipamentos”, afirma Lobo.

A indústria de São Paulo, a maior e mais diversificada do país, com peso de 36% na estrutura nacional, cresceu 2,9% em junho na comparação com maio, descontando-se os efeitos sazonais.

“Certamente, os segmentos que mais pesaram para o resultado de São Paulo foram o farmacêutico e o de máquinas e equipamentos. De maneira geral, a indústria de São Paulo, por ser diversificada, mostrou muito dinamismo em junho”, disse o economista.

(Ana Conceição | Valor)

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fonte: http://www.valor.com.br/brasil/3226446/producao-industrial-sobe-em-10-de-14-regioes-em-junho-aponta-ibge

Banco Central atua e acentua queda do dólar

8 de agosto de 2013 | 10h36

Agência Estado

Texto atualizado às 13h00

Luciana Antonello Xavier, da Agência Estado

O dólar abriu em queda nesta quinta-feira, 8, depois de ontem fechar no maior patamar desde março de 2009, cotado a R$ 2,31.

A baixa foi acentuada depois que o Banco Central realizou leilão de dólares no mercado futuro. O dólar é negociado hoje na faixa de R$ 2,27.

A cotação da moeda renovou a mínima por volta das 11h45, quando o Banco Central anunciou um leilão de swap cambial tradicional, que equivale à venda de moeda no mercado futuro. A oferta foi de até 20 mil contratos (US$ 1 bilhão), para dois vencimentos em 1/11/2013 3 2/12/2013.

No leilão, o BC vendeu US$ 432,3 milhões em contratos de swap cambial com vencimento em 01/11/2013 e US$ 198,6 milhões para 02/12/2013, em leilão realizado há pouco. Os valores equivalem, respectivamente, a 8.700 e 4.000 contratos.

Com a ação, a cotação da moeda norte-americana ante o real continua em queda, de 1,43% por volta de 12h56, a R$ 2,277. Na mínima do dia até agora, a moeda registrou queda de 1,47%, a R$ 2,276.

Dados

O real é fortalecido hoje pela melhora na balança comercial chinesa em julho, assim como outras moedas ligadas a commodities.

A moeda dos Estados Unidos não reagiu à divulgação dos pedidos de auxílio-desemprego na semana passada, que subiram menos que o esperado, para 333 mil, de previsão de alta para 335 mil.

Na China, as exportações aumentaram 5,1% em julho, de queda de 3,1% em junho, enquanto as importações subiram 10,9%, também mostrando recuperação em relação ao recuo de 0,7% de junho. O superávit comercial ficou em US$ 17,80 bilhões em julho, de US$ 27,12 bilhões em junho, ficando abaixo das projeções de superávit de US$ 27,20 bilhões.

Ontem, o dólar acelerou no final da sessão para fechar em alta de 0,48%, a R$ 2,31, a maior cotação desde 31 março de 2009, sem que o Banco Central atuasse no mercado. O giro financeiro na clearing da BM&F no entanto, foi bastante reduzido, de US$ 1,320 bilhão, sendo US$ 1,143 bilhão em D+2. O dólar futuro para setembro fechou a R$ 2,3260, em alta de 0,54%.

Um operador de um banco em São Paulo consultado pelo Broadcast disse que o dólar deve ter menos fôlego hoje, mas que, se isso não ocorrer, o BC poderá intervir com leilões de swap cambial.

Na China, o superávit comercial desacelerou para US$ 17,80 bilhões em julho, de US$ 27,12 bilhões em junho, ficando abaixo das projeções de superávit de US$ 27,20 bilhões. As exportações aumentaram 5,1% em julho, de queda de 3,1% em junho, enquanto as importações subiram 10,9%, também mostrando recuperação em relação ao recuo de 0,7% de junho.

Perto das 9 horas, o euro subia a US$ 1,3358, de US$ 1,3336 no fim da tarde de ontem. O dólar avançava a 96,28 ienes, de 96,33 ienes no fim da tarde de ontem.

O dólar caía ante algumas moedas de países emergentes ligadas a commodities: dólar canadense (-0,06%); dólar australiano (-0,83%); rupia indiana (-0,50%); peso mexicano (-0,49%%); dólar neozelandês (-0,19%); rublo russo (-0,09%); lira turca (-0,46%); rand sul-africano (-0,66%).

 

fonte: http://blogs.estadao.com.br/economia-tempo-real/2013/08/08/dolar-tem-dia-de-queda-influenciado-por-melhora-no-comercio-exterior-chines/

Setor pet deve crescer 8,1% no Brasil em 2013

Faturamento interno com comidas, serviços, cuidados para animais e serviços veterinários tem previsão de RS 15,4 bilhões
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Setor pet deve crescer 8,1% no Brasil em 2013  Mauro Vieira/Agencia RBS

Para 2013, a projeção do mercado pet mundial já chega a US$ 102 bilhõesFoto: Mauro Vieira / Agencia RBS

A Associação Brasileira da Indústria de Produtos para Animais de Estimação(Abinpet) projeta para 2013 um faturamento interno de R$ 15,4 bilhões, crescimento de 8,1% sobre 2012, que fechou com R$ 14,2 bilhões. O montante, de acordo com projeções, pode significar 0,34% do PIB 2013 do país. Em 2012, a indústria de produtos para animais de estimação chegou a ocupar 0,32% do PIB nacional, número superior àqueles das geladeiras e freezers (0,14%), componentes elétricos e eletrônicos (0,23%) e automação industrial (0,09%).

Para 2013, a projeção do mercado pet mundial já chega a US$ 102 bilhões, sendo que o Brasil representa 8% desse montante, dividindo a segunda posição mundial com o Japão, atrás dos Estados Unidos. O crescimento do setor e o aumento do número de pessoas com animais de estimação em casa são resultado de hábitos positivos da população brasileira. Por conta disso, a Abinpet mantém o Grupo de Estudos Interação Humano e Animal (GE-INTERHA) para fomentar pesquisas que demonstrem a importância dos animais de estimação para a qualidade de vida das pessoas.

As informações da entidade são apuradas diretamente com os integrantes do setor, por meio do Painel Pet, banco de dados que existe desde 1980. Com essa ferramenta, é possível ter estatísticas e elaborar pesquisas complementares efetivas.

fonte: http://zerohora.clicrbs.com.br/rs/economia/noticia/2013/08/setor-pet-deve-crescer-8-1-no-brasil-em-2013-4227335.html

Celulose Riograndense lança pedra fundamental para ampliação em Guaíba

ALINA SOUZA/ESPECIAL PALÁCIO PIRATINI/JC

O governador Tarso Genro, que foi a Guaíba de Catamarã, participou da cerimônia
O governador Tarso Genro, que foi a Guaíba de Catamarã, participou da cerimônia

Foi lançada, na manhã desta quinta-feira (8), a pedra fundamental para as obras de expansão da CMPC Celulose Riograndense, em Guaíba. O aporte financeiro é de R$ 5 bilhões na ampliação das atividades, com a produção de 1,8 milhão de toneladas por ano. Trata-se do maior investimento privado da história do Rio Grande do Sul.

O governador do Estado, Tarso Genro, participou da cerimônia. Tarso e um grupo de jornalistas se deslocaram até a sede da empresa por Catamarã, a embarcação que faz o transporte hidroviário entre a Capital e o município de Guaíba.

 

Fonte: http://jcrs.uol.com.br/site/noticia.php?codn=131441

Houve, ainda, no local, a formatura de alunos de cursos realizados por programas governamentais, como o Pacto Gaúcho pela Educação e Pronatec. O projeto de expansão inclui a implementação da nova linha de produção de celulose junto à unidade já existente em Guaíba. A Celulose Riograndense, que resultou da fusão entre a Aracruz Celulose e o grupo chileno CMPC, deve gerar 4,1 mil vagas de forma direta e até 20 mil empregos indiretament

I Congresso de Negócios Internacionais FEEVALE

Participem, será em 10 e 11 de Setembro !

Programação em: http://www.feevale.br/ensino/cursos-e-eventos/i-congresso-de-negocios-internacionais

Apresentação

O I Congresso de Negócios Internacionais Feevale tem o objetivo de apresentar temas relevantes para práticas de gestão internacional, sendo de extrema importância que acadêmicos e profissionais de Comércio Exterior compartilhem conhecimentos que possibilitem a reflexão sobre atualidades e também a respeito das tendências de mercado relacionadas ao ambiente de Negócios Internacionais.

Público-alvo

Acadêmicos da Feevale e de outras universidades, empresários e comunidade em geral

Identificação

  • Período: 10 e 11 de setembro de 2013
  • Horário: 18h às 22h
  • Carga horária: 08h
  • Inscrição: Inscrições até o dia 04/09
  • Local: Rua coberta e Auditório do Prédio Azul | Câmpus II
  • Certificação: Será emitido com 75% de frequencia

Realização

  • Coordenação: Prof. Me. André Luciano Viana
  • Comissão Organizadora: Profª Me. Vera Denise Müller, Prof. Me. José Carlos Lehn, Profª. Me. Lisiane Silva, Jordana Biel Eich, Gustavo Sander e Daniella Moraes.
  • Promoção: Instituto de Ciências Sociais Aplicadas | ICSA| Cursos de Comércio Exterior e Administração
  • Organização: Pró-Reitoria de Extensão e Assuntos Comunitários – Proaco

Calvin e produtos da Ásia…

O Calvin tambem usa roupa asiática, hehehe.  Podemos “convidá-lo” para o I Congresso de Negócios Internacionais Feevale .  Inscrições com desconto até 28.08

O link direto, criado para o evento é  www.feevale.br/negociosinternacionais

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Governo pode fazer novos cortes de imposto de importação

Governo está passando um pente fino para identificar os produtos que podem ter tarifa reduzida para dar mais competitividade à indústria
Renata Veríssimo, do 

REUTERS/Andres Stapff

Exportações e importações: containers em porto

Imposto de Importações: medida deve ajudar a reduzir o impacto da valorização do dólar na inflação

Brasília – O governo pode reduzir o Imposto de Importação (II) para novos insumos que, atualmente, estão na chamada Lista de Exceção à Tarifa Externa Comum (Letec). Para tentar dar mais competitividade à indústria ao baratear o custo das empresas, o governo está passando um pente fino para identificar os produtos que podem ter a tarifa reduzida. Na semana passada, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, anunciou a redução nas alíquotas do imposto, a partir de outubro, para 100 produtos usados basicamente como insumo pela indústria nacional.

Além de dar competitividade à produção brasileira, a medida deve ajudar a reduzir o impacto da valorização do dólar na inflação. A revisão da Lista de Exceção à TEC deve complementar o esforço inicial do governo. Sem muito espaço para intervir na taxa de câmbio, que pode provocar uma pressão inflacionária com a valorização sentida nos últimos dias, o governo tem buscado outras saídas para mitigar o efeito cambial na inflação. A equipe econômica tem procurado ampliar a abertura do mercado brasileiro para reduzir custos.

A Lista de Exceção à TEC é formada por 100 produtos que têm a alíquota do Imposto de Importação diferente da cobrada pelos outros sócios do Mercosul nas aquisições feitas em países que não pertencem ao bloco. Na Letec, a tarifa pode ser maior ou menor do que a praticada pelo Mercosul. A ideia em estudo é reduzir a tarifa daqueles produtos que têm a alíquota mais alta que a praticada pelos parceiros do bloco.

Uma fonte do governo adverte, no entanto, que a proposta ainda está em análise e que não há garantia de que serão todos os insumos incluídos na Lista de Exceção. A revisão dos produtos ocorre periodicamente, mas, desta vez, a avaliação está sendo feita considerando o impacto da redução do imposto no custo das empresas e na inflação.

A Lista de Exceção foi a única possibilidade que sobrou para reduzir Imposto de Importação sem ferir as regras do Mercosul. Cada país tem direito a ter 100 produtos com tarifas diferenciadas dos demais parceiros do bloco. Os 100 itens que terão redução de alíquota em outubro estavam em outra lista criada temporariamente no ano passado, depois de negociação com os países do Mercosul, para tirar competitividade dos importados e proteger os fabricantes destes produtos no Brasil da concorrência internacional. Esta relação teria validade de 12 meses, podendo ser renovada por igual período. Como já divulgado por Mantega, não haverá a prorrogação para que as alíquotas do imposto voltem a cair.

Fonte: http://exame.abril.com.br/economia/noticias/governo-pode-fazer-novos-cortes-de-imposto-de-importacao

Camex reduz imposto de importação de bens de capital

Medida está em meio a esforços do governo para melhorar a competitividade e o investimento da indústria
Alberto Alerigi Jr., da 

Bloomberg

Homem monta Opel Corsa na Alemanha

Redução para 2% até 31 de dezembro de 2014 ocorre para produtos novos que não têm similares produzidos no país enquadrados na categoria “ex-tarifários”

São Paulo – A Câmara de Comércio Exterior (Camex) voltou a reduzir Imposto de Importação sobre uma série de bens de capital, segundo resolução publicada nesta segunda-feira no Diário Oficial da União.

A medida é similar a outras publicadas pela Camex desde 2012, em meio a esforços do governo para melhorar a competitividade e o investimento da indústria.

A redução do imposto para 2 por cento, até 31 de dezembro de 2014, ocorre para produtos novos que não têm similares produzidos no país enquadrados na categoria “ex-tarifários”.

Os bens envolvidos incluem alguns tipos de bombas de fluído hidráulico para sistemas de freio ABS, de equipamentos para redução de umidade de folha de papel ou celulose e de máquinas para embalar barras e tabletes de chocolate.

 

fonte: http://exame.abril.com.br/economia/noticias/camex-reduz-imposto-de-importacao-de-bens-de-capital–2

Importação: Recuo de taxa sobre insumos divide opiniões

Para dar mais competitividade à indústria, governo anunciou intenção de ampliar cortes no imposto de importação

Roberta Mello

A redução do Imposto de Importação sobre insumos utilizados pela indústria de transformação anunciada pelo governo federal gera diferentes reações nas entidades representativas dos setores mais afetados. A decisão, anunciada pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, na semana passada, põe fim àquela tomada em setembro do ano passado que elevava o tributo sobre 100 produtos importados amplamente utilizados como matéria-prima pela indústria. Desta forma, a partir de outubro deste ano, as alíquotas cairão de uma tarifa média de 25% para algo em torno de 12% a 14%.

Ontem, o governo afirmou que pode reduzir o tributo para novos insumos, em uma tentativa de dar mais competitividade à indústria ao baratear o custo das empresas. Sem muito espaço para intervir na taxa de câmbio, que pode provocar uma pressão inflacionária com a valorização sentida nos últimos dias, o governo tem buscado outras saídas para mitigar o efeito cambial na inflação.

A Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq) afirma que a redução da alíquota terá um efeito positivo sobre o desempenho da indústria nacional, contribuindo para a retomada da competitividade. “A medida contribui para reduzir custos das matérias-primas usadas pela indústria e faz com que os produtos nacionais tenham preços competitivos no mercado interno e externo”, defende o diretor executivo de Comércio Exterior da entidade, Klaus Curt.

Segundo ele, o aumento atingirá apenas 11 produtos dos cerca de 1.200 utilizados pela indústria de máquinas e equipamentos, logo, o reflexo sobre aqueles que são abarcados pela entidade será muito pequeno. No entanto, Curt garante que “a Abimaq se compromete a buscar uma solução para amparar os fabricantes que sofrerão com a entrada de produtos importados mais baratos”.

A redução de alíquota também foi bem-recebida pela Associação Brasileira da Indústria de Embalagens Plásticas Flexíveis (Abief), já que a diminuição do preço do polietileno (principal insumo utilizado pelo segmento) importado favorecerá a competição no mercado local. “Atualmente sofremos com a falta de opção de compra. Talvez esta redução de alíquota não reflita em diminuição do preço dos produtos, mas o fato de parar de crescer já será positivo para a cadeia de clientes”, afirma o presidente da Abief, Sergio Carneiro.

Ao não renovar a lista de exceção à Tarifa Externa Comum (TEC), o governo federal diz buscar baratear os produtos e evitar a pressão sobre a inflação, que atualmente opera próxima ao teto da meta de 6,5% fixada para 2013. Porém, a justificativa não é aceita por entidades como a Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados) e a Associação Brasileira de Empresas de Componentes para Couro, Calçados e Artefatos (Assintecal), que se mantêm contrárias à diminuição dos tributos que atingem insumos utilizados pelo setor.

A Abicalçados demonstra preocupação com o aumento da importação de calçados desmontados, principalmente os provenientes da China. Para o presidente executivo da associação, Heitor Klein, o imposto de 25% era um pleito dos calçadistas brasileiros para tentar barrar a importação de calçados desmontados, que aumentou quase 50% depois da adoção da tarifa antidumping contra o produto proveniente da China, em 2010. Mais do que temer os efeitos econômicos da concorrência com componentes chineses, o presidente da Assintecal, Marcelo Nicolau, destaca o perigo de frear a evolução tecnológica verificada no setor nos últimos dois anos. “Depois que houve o aumento da alíquota para importados, criamos um grupo de desenvolvimento de tecnologias no setor de calçados esportivos. Agora não sabemos se teremos condições de tocar adiante este projeto”, diz.

FONTE: http://jcrs.uol.com.br/site/noticia.php?codn=131189

China investiu US$ 24,4 bilhões em cinco anos no Brasil

Entre janeiro de 2007 e junho de 2012, o estudo identificou 60 projetos chineses com verbas no país

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O investimento da China no Brasil em busca de mercado e matérias-primas, que teve sua explosão a partir de 2010, somou US$ 24,4 bilhões nos últimos cinco anos, segundo estudo do Conselho Empresarial Brasil-China publicado nesta sexta-feira. Entre janeiro de 2007 e junho de 2012, o estudo identificou 60 projetos chineses de investimento no Brasil, de US$ 68,5 bilhões. Desses, 39 foram confirmados, de US$ 24,4 bilhões, e os 21 restantes continuam em negociação.

O ano de 2010 foi marcado pela grande expansão do investimento chinês no Brasil, com US$ 13 bilhões. Entre 2007 e 2009, os investimentos chineses somaram 600 milhões e antes tinham sido menores.

“O período 2010-2011 marcou uma nova fase na relação de investidores entre os dois países, caracterizada pela entrada significativa de Investimento Estrangeiro Direto da China ao Brasil”, disse o estudo.

A China buscou no Brasil “garantir o abastecimento de longo prazo de commodities e aplicar uma estratégia de busca de mercado no setor industrial com potêncial para estabelecer uma plataforma de exportação no Brasil orientada para a América Latina”. Os primeiros investimentos se concentraram no fornecimento de recursos naturais para atender a crescente demanda chinesa: minerais, petróleo e gás e commodities agrícolas.

Contudo, esse investimento evoluiu e o interesse do capital chinês mudou para a infraestrutura (telecomunicações e energia). Depois entraram as fabricantes de automóveis e de produtos eletrônicos chineses em busca dos consumidores brasileiros e “hoje entramos no quarto capítulo desse itinerário com a inclusão do setor de serviços”, destaca o estudo, segundo o qual três dos quatro principais bancos chineses anunciaram investimentos no Brasil.

Em 2009, a China superou os Estados Unidos, se tornando o primeiro sócio comercial do Brasil. No ano passado, o comércio bilateral alcançou US$ 75 bilhões (+104% sobre 2009), com saldo positivo para o Brasil de US$ 6,9 bilhões.

Fonte: http://zerohora.clicrbs.com.br/rs/economia/noticia/2013/08/china-investiu-us-24-4-bilhoes-em-cinco-anos-no-brasil-4221460.html

AGÊNCIA ESTADO