Veja a cronologia das tréguas entre Israel e o Hamas nos 2 últimos dias

Atualizado em 27/07/2014 13h11

Israel e Hamas iniciaram trégua humanitária na manhã deste sábado (26). Grupos não entram em acordo sobre a extensão do cessar-fogo.

Do G1, em São Paulo

Desde o início deste sábado (26), Israel e o Hamas começam e terminam tréguas humanitárias na Faixa de Gaza. Veja a cronologia dos acontecimentos (os horários em negrito correspondem à hora em Brasília):

Sábado, 2h:  Começou uma trégua de 12 horas de duração na Faixa de Gaza. O cessar-fogo foi comunicado pelo secretário de estado americano, John Kerry, nesta sexta-feira (25).

12h: Duas horas antes do fim do cessar-fogo de 12h no sábado, Israel anuncia a extensão de mais quatro horas de trégua temporária na Faixa de Gaza, prolongando o cessar-fogo inicial até a meia-noite local (18h de Brasília) do sábado, informou a televisão israelense.

16h: Duas horas após o fim do período inicial de 12 horas de trégua entre Israel e palestinos, o braço armado do grupo islamita Hamas informou que não concordou com o prolongamento do cessar-fogo por mais 4 horas e voltou a disparar foguetes de Gaza contra Israel. As informações foram passadas pelo porta-voz do movimento islamita Hamas, Sami Abu Zuhri.

Noite de sábado: O governo de Israel informou na noite deste sábado (26) que concordou em prolongar por mais 24 horas, até a noite de domingo (27), o cessar-fogo em Gaza. Pouco depois, o Hamas afirmou que não estava de acordo com o novo período de trégua.

Madrugada de domingo: O exército israelense anunciou que suspendeu a trégua humanitária de 24 horas que estava prevista para durar até esta noite e retomará suas operações ofensivas na Faixa de Gaza. Segundo os militares, a decisão foi tomada após o Hamas e outras milícias terem disparado 25 foguetes contra Israel nas últimas dez horas.

Manhã de domingo: Após disparos em Gaza, o porta-voz do Hamas anunciou neste domingo queconcorda com mais 24 horas de trégua humanitária a partir das 14h locais (8h de Brasília).

Manhã de domingo: Em entrevista à CNN neste domingo, primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, disse que o Hamas violou o seu próprio cessar-fogo. Perguntado se Israel aceitaria a oferta de trégua, Netanyahu disse que “o Hamas não aceita o seu próprio cessar-fogo e continua a disparar contra nós, como nós falamos”, não deixando claro se aceitaria ou não a nova oferta de trégua do grupo islâmico

 

Fonte: http://g1.globo.com/mundo/noticia/2014/07/veja-cronologia-das-treguas-entre-israel-e-o-hamas-nos-2-ultimos-dias.html

Governo recua e suspende redução de cota de importação cai por terra

Informação é do secretário da Receita Federal, Carlos Alberto Barreto.

Segundo Ministério da Fazenda, cota de US$ 300 vale até junho de 2015.

Do G1, em Brasília

Posto da Receita na fronteira do Paraná com o Paraguai (Foto: Reprodução/RPC TV)Posto da Receita na fronteira do Paraná
com o Paraguai (Foto: Reprodução/RPC TV)

O governo suspendeu a redução da cota de importação por terra. Por mais um ano, será possível voltar para o país por estradas, rios e lagos com compras de até US$ 300 sem ter de pagar imposto de importação, informou o secretário da Receita Federal, Carlos Alberto Barreto, nesta terça-feira (22). A decisão foi confirmada também pela Casa Civil da Presidência da República.

A redução, de US$ 300 para US$ 150, foi publicada na segunda-feira (21) no Diário Oficial, mas, segundo Barreto, ainda não havia entrado oficialmente em vigor, pois dependia de regulamentação posterior da própria Receita Federal, o que ainda não havia acontecido.

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A nova cota de US$ 150 só vai valer quando começarem a funcionar as lojas francas ou “free shops” nas chamadas cidades “gêmeas” fronteiriças do Brasil (veja lista abaixo), segundo o secretário da Receita.

“Vamos prorrogar a vigência do que hoje existe em termos de cota (US$ 300 via terrestre) por não menos de 6 meses. Mas deve ser em torno de um ano. Depende de autorização de cada município onde vão funcionar [as lojas francas], de sistemas de preparação dos investidores”, declarou Carlos Alberto Barreto a jornalistas.

Após as declarações do secretário da Receita Federal, o Ministério da Fazenda divulgou nota à imprensa na qual confirmou que a redução da cota terrestre para US$ 150 irá vigorar somente a partir de julho de 2015 – quando deverão estar instaladas as Lojas Francas. “Como as Lojas Francas ainda não estão instaladas e demandarão um prazo para investimento e abertura, a redução da cota para compras no exterior se dará após 30 de junho de 2015”, informou o governo.

Como funciona a cota
A medida publicada na segunda-feira – e que deve entrar em vigor em 2015 – determina que as importações acima de US$ 150 serão tributadas com uma alíquota do imposto de importação de 50%. A nova cota valerá também para transporte fluvial (por rios) e lacustre (lagos).

Para o ingresso de mercadorias no país por meio de transporte aéreo, porém, a cota foi mantida inalterada em US$ 500 por pessoa, informou a Receita Federal.

‘Free shops’ nas cidades
Segundo a Receita, o limite de importação por terra, rios e lagos será reduzido porque a portaria publicada na segunda-feira também estabeleceu uma cota extra de até US$ 300 para o regime conhecido como loja franca ou “free shop”, que poderá funcionar, além dos portos e aeroportos com alfândega, também nas cidades “gêmeas” fronteiriças do Brasil.

Por meio deste regime, as pessoas que comprarem produtos nessas lojas poderão gastar até US$ 300 acima da cota de US$ 150 por pessoa.

As cidades “gêmeas” terão de publicar lei municipal autorizando o funcionamento desse comércio, informou o Fisco.

Estado Cidades “gêmeas”
Acre – Assis Brasil
– Brasiléia
– Epitaciolândia
– Santa Rosa do Purus
Amazonas – Tabatinga
Mato Grosso do Sul – Bela Vista
– Corumbá
– Mundo Novo
– Paranhos
– Ponta Porã
– Porto Murtinho
Paraná – Barracão
– Foz do Iguaçu
– Guaíra
Rondônia – Guajará-Mirim
Roraima – Bomfim
– Pacaraíma
Rio Grande do Sul – Aceguá
– Barra do Quaraí
– Chuí
– Itaqui
– Jaguarão
– Porto Xavier
– Quaraí
– Santana do Livramento
– São Borja
– Uruguaiana
Santa Catarina – Dionísio Cerqueira

A lista (ao lado) com as chamadas cidades “gêmeas” foi publicada em decreto do Ministério da Integração Nacional em março deste ano. Entram na categoria as que são cortadas pela linha de fronteira, que apresentam potencial de integração econômica e cultural, e que têm mais de 2 mil habitantes.

O secretário da Receita Federal negou que a alteração na cota de importação beneficie as empresas que atuam como lojas francas. Segundo ele, essas lojas já existem do outro lado da fronteira, fora do Brasil. “Foi o Congresso que introduziu esta norma para também beneficiar o comércio do lado brasileiro. E do lado brasileiro tanto se têm mercadorias nacionais como estrangeiras. É um modelo interessante que está sendo regulamentando”, declarou Barreto.

E onde não há loja franca?
O secretário da Receita Federal, Carlos Alberto Barreto, informou nesta terça-feira (22) que o Fisco ainda não sabe o que acontecerá nas localidades onde não existem as lojas francas.

“Não sabemos como vamos fazer. Porque tem uma regulamentação própria do Mercosul que regula tudo isso. Neste período, a gente espera amadurecer”, declarou ele.

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Emirates pede por re união de companhias áreas após desastre

Presidente da empresa disse que a comunidade área internacional “não irá tolerar ser alvo em conflitos regionais mortais que não têm nada a ver com as empresas”

Wikicommons

Avião da Emirates Airlines, companhia de Dubai, pronto para decolar

Emirates: em 2012, empresa faturou US$ 19,9 bilhões com 39,4 milhões de passageiros

Paris – Ochefe de uma das maiores empresas aéreas do mundo pediu por uma reunião global de empresas aéreas para fechar um acordo sobre uma resposta a queda de um avião da Malaysia Airlines, incluindo repensar as ameaças causadas por conflitos regionais.

Tim Clark, presidente da Emirates, de Dubai, maior empresa aérea internacional em número de passageiros, disse que reguladores domésticos em todo o mundo podem decidir se envolver mais em dar orientações para as empresas aéreas sobre onde é seguro voar.

“A comunidade aérea internacional precisa responder como uma entidade, dizendo que isso é absolutamente inaceitável e ultrajante, e que não irá tolerar ser alvo em conflitos regionais mortais que não tem nada a ver com as empresas”, disse Clark à Reuters em uma entrevista por telefone.

Ele afirmou que a Associação Internacional de Transporte Aéreo poderia chamar uma conferência internacional para ver quais as mudanças precisam ser feitas sobre a forma como a indústria lida com instabilidade regional.

Fibtehttp://exame.abril.com.br/negocios/noticias/emirates-pede-por-reuniao-de-companhias-areas-apos-desastre

Crescimento do Whatsapp faz Twitter mudar mensagens diretas

Rede social anunciou que planeja atualizar seu app para Android e iPhone para facilitar visualização do histórico e exclusão de mensagens diretas

Vanessa Daraya, de

Emmanuel Dunand/AFP

 

Twitter

Twitter busca aprimorar experiência com mensagens diretas para fazer frente ao popular WhatsApp

São Paulo – O Twitter anunciou que planeja atualizar seus aplicativos para iPhone e Android. O objetivo é que os usuários possam visualizar todo histórico de mensagens diretas no celular.

A rede social também pretende agilizar o processo de exclusão de mensagens diretas no celular. Tudo isso devido ao aumento de interesse em aplicativos de mensagens como WhatsApp.

A página de suporte do Twitter diz: “Estamos reestruturando os elementos de back-end de nosso sistema de mensagens diretas. Como resultado disso, nossos usuários podem ter problemas ao enviar algumas URLs em mensagens diretas. Pedimos desculpas pelo transtorno.”

Em abril, o Twitter introduziu notificações de mensagens pop-up no site, o que fez aumentar o número de mensagens diretas entre usuários. Por pouco tempo, a empresa também testou a opção de permitir que, por meio de mensagens diretas, usuários se comunicassem sem a necessidade de um seguir ao outro.

Os próximos meses serão de mudanças para a rede social. Também há o boato de que o Twitter também poderá permitir a comunicação direta de grupos por dispositivos móveis, uma das principais ferramentas do WhatsApp.

Fonte http://exame.abril.com.br/tecnologia/noticias/crescimento-do-whatsapp-faz-twitter-mudar-mensagens-diretas

Alemã passa um ano sem comprar nada e relata a experiência e m livro

 

Já imaginou se nosso sistema econômico atual entrasse em colapso, e de um dia para o outro você não tivesse mais como se sustentar usando dinheiro?

Foi isso que a jornalista alemã Greta Taubert, 30 anos, fez, deixando seu apartamento em Leipzig, cidade próxima de Berlim, e colocando uma mochila nas costas para ir de carona até à região de Barcelona, onde ficou durante 12 meses longe das facilidades do consumo, de lojas e sem gastar um único centavo.

A decisão de fazer o experimento aconteceu em uma tarde comum de domingo, na casa de seus avós, onde estavam todos ao redor de uma mesa farta, comendo as mais variadas iguarias. Ela então se deu conta que todos os membros da família que estavam sentados à mesa já haviam experimentado a falha de um sistema: seus pais formaram família, tinham empregos até 1989, quando o muro caiu, seus avós eram pequenos quando Hitler tentou construir o ‘Reich de 1000 anos’ (que, felizmente, 12 anos depois, acabou) e seus bisavós nasceram durante a monarquia. Ou seja, três gerações com três ideologias e experiências limite.

Ela então concluiu: “O que me tornou tão segura que este capitalismo ocidental com todas as suas perversões — hiper-consumismo, recursos finitos e desigualdades — deveria durar para sempre?”

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A reação da família foi de total desaprovação, argumentando que esta geração não está acostumada a viver com problemas existenciais, não está habituada a fazer trocas, não sabe consertar coisas, plantar e colher para ser auto-suficiente: tudo o que sabe é ir ao supermercado e comprar, o que a torna totalmente dependente. Com isso, consumimos, consumimos e consumimos.

Durante o ano que passou fora do mundo do consumo, Greta perdeu 20 quilos, seguiu uma comunidade de 30 agricultores, com a qual aprendeu a plantar seus próprios alimentos, aprendeu a caçar, pescar, construir móveis, conseguiu roupas usadas em forma de escambo, e conseguiu frutas e legumes que os supermercados consideram “feias demais” para serem vendidas. Aprendeu inclusive a preparar seu próprio xampú, desodorante, creme para o rosto e creme dental, tudo 100% orgânico.

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Uma de suas grandes descobertas e aprendizados foi saber que não há um círculo fechado de pessoas que procuram uma forma alternativa de pensar e agir: “encontrei jardineiros, “hackers”, “hippies”, homens de negócios, agricultores, anarquistas, artistas, bobos… E percebi que todos tinham o mesmo desejo de se manterem unidos e resistentes a tudo o que está acontecendo.”

Toda a experiência foi relatada no livro “Apocalipse Now“, que apesar do nome aparentemente pessimista, se trata de um novo olhar para muitas possibilidades de conseguir viver em comunidade e de como isso é essencial para nosso futuro. Mas também fica uma conclusão certeira: “Não é possível não consumirmos. Tudo o que fazemos está ligado à sociedade de consumo. Mas podemos lutar contra o lado perverso disto: o hiper-consumismo”.

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[via]

Fonte:

por Vicente Carvalho

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Consumismosingle-tag-separator.pngsociedadesingle-tag-separator.pngsustentabilidade

http://www.hypeness.com.br/2014/07/alema-passa-um-ano-sem-comprar-e-relata-experiencia-em-livro/

Banco do Brasil inaugura sua primeira agência na China

Por Valor

SÃO PAULO – O Banco do Brasil (BB) inaugurou hoje a primeira agência de um banco latino-americano na China. Desde 2004, o banco tinha um escritório de representação em Xangai. O espaço foi transformado em agência com o objetivo de ampliar o intercâmbio comercial com o país, buscar o aumento dos investimentos chineses no Brasil e, também, para dar suporte às multinacionais brasileiras no mercado chinês.

Atualmente, a China é o maior parceiro comercial do Brasil, com um fluxo comercial de US$ 83 bilhões em 2013 que pode atingir os US$ 100 bilhões nos próximos anos. São mais de 70 empresas brasileiras presentes de alguma forma na China e mais de 25 empresas chinesas operando no Brasil. Também já operam no Brasil três grandes bancos chineses (Bank of China, ICBC e CCB).

Com a nova agência, a expectativa do BB é buscar oportunidades de negócios no segmento de atacado, atendendo principalmente as demandas por produtos e serviços das empresas brasileiras com negócios com a China e as empresas chinesas com negócios com o Brasil, além dos bancos locais.

A agência BB-Xangai conta, inicialmente, com um administrador expatriado e 16 funcionários contratados na China.

(Valor)

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Balança comercial tem pior maio desde 2002

Por Vandson Lima e Lorenna Rodrigues | Valor

BRASÍLIA – (Atualizada às 18h23) A balança comercial brasileira teve superávit de US$ 712 milhões no mês de maio, valor 6,7% inferior a maio de 2013, informou hoje o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (Mdic). É o pior resultado para o mês de maio desde 2002, quando foi de US$ 384 milhões.

Foram US$ 20,752 bilhões em exportações e US$ 20,040 bilhões em importações no período. No ano, o déficit da balança acumula US$ 4,854 bilhões.

A média diária de US$ 988,2 milhões nas exportações no acumulado de maio é 4,9% inferior à média diária de US$ 1,039 bilhão dos embarques realizados em todo o mês de maio de 2013. Essa baixa é explicada pelas quedas nas vendas de semimanufaturados e manufaturados.

“Essa é uma oscilação normal, depende muito de programação de embarque”, disse o secretário de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Daniel Godinho. Entre os semimanufaturados, houve queda de 45,9% nas exportações de alumínio em bruto, 25,8% em açúcar em bruto e 21,5% em óleo de soja em bruto.

Já no grupo dos manufaturados, houve queda nas vendas principalmente de açúcar refinado (46,6%), automóveis de passageiros (37,1%) e autopeças (29,3%). Houve queda também nas exportações de produtos básicos (1,0%).

As importações registraram queda de 4,8% sobre maio de 2013, pela média diária.

Na contramão da importação total, os desembarques de intermediários e bens de consumo não duráveis tiveram alta: o de intermediários cresceu 2,5% e o de não duráveis, 7,7%. A importação ainda crescente de intermediários em maio chama a atenção num ambiente em que a produção industrial ou a exportação de manufaturados não dá sinais de reação.

As categorias de uso que pressionaram as importações para baixo em maio foram bens de capital, com recuo de 7,1%, além de automóveis (-12,9%) e combustíveis e lubrificantes (-22,8%).

A corrente de comércio no período alcançou US$ 40,792 bilhões, queda de 4,9% sobre o mesmo período de 2013.

Na quinta semana de maio, a balança registrou superávit de US$ 1,057 bilhão, resultado de exportações de US$ 5,024 bilhões e importações de US$ 3,967 bilhões.

(Vandson Lima e Lorenna Rodrigues | Valor)

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Bonanza: índios disp aram flechas contra PM a cavalo em prote sto contra a Copa

O que está acontecendo, heim?

Parece imagem de filme “antigo, por sinal….”

Um turista estrangeiro que desembarcou em Brasília e resolveu ver de perto a taça oficial da Copa do Mundo, exposta no Estádio Nacional nesta terça-feira, foi surpreendido com cenas de faroeste. Índios que realizavam um ato no Congresso Nacional pela demarcação de terras protegidas se juntaram a manifestantes que marchavam contra a realização da Copa e entraram em confronto com a Polícia Militar do Distrito Federal. Durante a confusão, imagens de emissoras de televisão mostraram índios disparando flechas contra policiais a cavalo – a assessoria da PM confirmou que um policial foi atingido na perna por uma flecha.

Para proteger as instalações do estádio, a PM interditou o trânsito nas principais vias do Plano Piloto de Brasília e destacou 500 homens, incluindo a Tropa de Choque e o Batalhão da Cavalaria. Baderneiros atacaram dois carros da polícia e tentaram furar os bloqueios. A PM respondeu com bombas de efeito moral.

A ação da PM dispersou os manifestantes. Às 19h, as vias foram totalmente liberadas para o tráfego.

Segundo a PM, um índio que disparou flechas contra policiais foi apreendido – ele permanecerá retido na delegacia até que um funcionário da Funai assine um termo de responsabilidade para liberá-lo.

Bonanza foi uma série de faroeste de sucesso nos 1960 e 1970, protagonizada pelo patriarca Ben Cartwright (Lorne Greene), que ao lado dos três filhos – Adam, Little Joe e Hoss – lutava para manter os inimigos longe de seu rancho durante a guerra civil americana . O seriado teve vida longa, ficou mais de dez anos no ar nos Estados Unidos e teve duas indicações ao Globo de Ouro.

Fonte: http://veja.abril.com.br/noticia/brasil/bonanza-indios-disparam-flechas-contra-pm-em-protesto-contra-a-copa-no-df

Rio Grande prepara resposta a porto uruguaio

Complexo gaúcho pretende aumentar o calado se projeto de terminal em Rocha, no país vizinho, sair do papel

Jefferson Klein

MARCO QUINTANA/JCNo ano passado, foram movimentadas cerca de 33,2 milhões de toneladas em cargas no terminal
No ano passado, foram movimentadas cerca de 33,2 milhões de toneladas em cargas no terminal

O porto do Rio Grande está tomando precauções, caso venha a se confirmar a concretização de um novo concorrente com a instalação de uma estrutura portuária no departamento uruguaio de Rocha. O superintendente do porto gaúcho, Dirceu Lopes, informa que o governo federal, preocupado com a celeuma gerada, solicitou os estudos disponíveis, como ambientais e modelagem virtual, para montar um projeto conceitual quanto ao aumento do calado do complexo rio-grandino para 22 metros.

Por enquanto, o dirigente afirma que o aprofundamento não é necessário. “Mas, se precisar, temos que estar preparados”, enfatiza o superintendente. A ação também implicaria melhorias na acostagem. Lopes aproveitou a sua palestra realizada ontem em Porto Alegre, no Congresso Internacional Navegar 2014, para, segundo ele, dar a “palavra final à polêmica envolvendo o Uruguai”.

De acordo com o dirigente, se o porto de Rocha for economicamente viável, alguém irá fazê-lo. Lopes acrescenta que, independentemente, se for com o apoio do Bndes ou de qualquer outra instituição financeira, o importante é o porto do Rio Grande ter competitividade em relação aos outros da região, inclusive os de Santa Catarina. Hoje, o porto gaúcho, dependendo do local, verifica profundidades de 16 a 18 metros. No entanto, dificuldades com a batimetria (medição) acabaram não permitindo a homologação do calado. No momento, trabalha-se com um calado oficial de 12,9 metros. Com a homologação, irá se adotar um parâmetro de 14,4 metros (empregam-se os 16 metros, descontando uma margem de 10%).

Durante o evento, Lopes lembrou que no ano passado foram movimentadas cerca de 33,2 milhões de toneladas em cargas no porto rio-grandino, como soja, fertilizantes, arroz, combustíveis, entre outras. Em 2012, o desempenho foi de aproximadamente 27,7 milhões. Conforme o superintendente, a expectativa para 2014 é de alcançar algo em torno de 35 milhões de toneladas transportadas. Uma das metas é atrair cargas que atualmente são deslocadas por caminhões dentro do Brasil para o sistema de cabotagem. Entre 2013 a 2016, a perspectiva é de que R$ 516 milhões sejam investidos no porto pela iniciativa privada. Já o aporte de recursos públicos, entre 2013 e 2023, deve atingir R$ 1,3 bilhão em empreendimentos como dragagem, construção de cais etc.

Além disso, outros R$ 5,8 bilhões poderão ser investidos em projetos de expansão. Uma possibilidade é o uso da ilha do Terrapleno, que pode garantir mais 18 berços ao porto. Outra ideia é estabelecer um terminal multicargas, aproveitando o pátio destinado aos automóveis, para trabalhar também com outras mercadorias.

Empresários da navegação criticam condições de operação

Apesar de serem disparadas em um clima sem animosidade, não faltaram críticas durante o Navegar às condições oferecidas pelo porto do Rio Grande e pelos terminais graneleiros às empresas de navegação interior. Os apontamentos foram feitos pelo diretor da Navegação Aliança, Ático Scherer, e pelo coordenador da comissão de infraestrutura do Sindicato das Empresas de Transporte de Cargas e Logística no Estado do Rio Grande do Sul (Setcergs) e diretor-presidente da Navegação Taquara, Frank Woodhead.

Quando começou a ser formado o grupo para discutir o assunto no congresso, o superintendente do porto do Rio Grande, Dirceu Lopes, brincou com Woodhead que chamava os convidados: “Também vai mediar? Assim não vale”. Logo depois, quando o superintendente acomodou-se em sua cadeira, um pouco mais afastado, o diretor do Setcergs devolveu: “O Dirceu sentou longe”.

Antes disso, Woodhead havia afirmado que a produtividade do porto do Rio Grande precisa ser aprimorada. Conforme o executivo, recentemente, uma embarcação esperou oito dias para descarregar. O empresário enfatiza que os operadores de transporte enfrentam obstáculos como a falta de infraestrutura em geral e excesso de burocracia. O dirigente informa que as hidrovias gaúchas, por exemplo, verificam uma ociosidade de aproximadamente 60% quanto à movimentação de cargas. Sobre as rodovias do Estado, o empresário comenta que são apenas 12.287 quilômetros de estradas pavimentados, sendo 481 quilômetros desse total duplicado. Segundo Woodhead, é preciso repensar todo o processo logístico, para agilizar as operações. “As coisas não são tão bonitas como elas aparecem.”

Scherer é outro que faz ressalva à eficiência do porto rio-grandino e de seus terminais portuários. O diretor da Navegação Aliança cita que a operação é lenta e os equipamentos são antigos. Para resolver isso, sugere o executivo, é necessário investimentos por parte dos terminais graneleiros Termasa/Tergrasa, Bungue e Bianchini. Scherer diz que a navegação interior não é contemplada com as melhorias do porto do Rio Grande e que a implantação de um terminal de barcaça é imprescindível.

Quando tomou a palavra, Lopes afirmou que os dois empresários pareciam que tinham saído do filme Forrest Gump, como contadores de histórias. Apesar disso, o superintendente admitiu que as operações poderiam ser mais ágeis e a hidrovia melhor utilizada. Porém, frisou que essa concentração das cargas que chegam ao porto no modal rodoviário não é um privilégio do Rio Grande do Sul. “Não é tudo terra arrasada, tem um processo virtuoso lá, os operadores portuários que o digam.”

Quanto a um fato pontual, Woodhead ressaltou que um caminhão carregado com diesel marítimo tem que vir de Rio Grande (da refinaria Riograndense — antiga Ipiranga) para abastecer em Porto Alegre os navios que transitam pela hidrovia gaúcha. Lopes também afirmou que essa logística é absurda e que a superintendência avaliará essa demanda.

Problemas no porto de Estrela e no rio Gravataí afetam embarcações

Uma das preocupações das empresas de navegação é o fato de ainda não ter sido concluída a dragagem do rio Gravataí. O cenário faz com que muitas embarcações não consigam navegar naquela região com carga plena, afirma o diretor da Navegação Aliança, Ático Scherer. A dragagem, capitaneada pela Superintendência de Portos e Hidrovias (SPH), acontece entre a ponte da BR-116 (na divisa de Porto Alegre com Canoas) e o encontro do Gravataí com o Guaíba.

O diretor-superintendente da SPH, coronel Arlindo Bonete, diz que está se trabalhando na dragagem há cerca de quatro meses. Porém, uma das dificuldades é que as dragas encontram diversos materiais no leito do rio, como plásticos, pneus, lixo hospitalar, entre outros. Outro empecilho é o limite de horas para que o equipamento trabalhe, pois mais embarcações precisam passar por ali. A expectativa é de que, até outubro, seja finalizada a dragagem. No Gravataí, de acordo com dados da SPH, são movimentadas, ao ano, cerca de 3 milhões de toneladas em cargas.

Mais uma preocupação é quanto ao porto de Estrela. O diretor-presidente da Navegação Taquara, Frank Woodhead, revela que algumas empresas de navegação comparam o porto de Estrela a um esporte radical: “ou tem água demais ou água de menos, mas nunca está adequado”. A situação gera danos como a quebra de hélices.

“O porto de Estrela está abandonado”, lamenta Scherer. O executivo frisa que o acesso ao complexo e ao de Cachoeira do Sul é péssimo devido, entre outros motivos, à falta de dragagem. O empresário ressalta que os números da navegação interior vêm caindo e é importante tomar alguma atitude para que esse segmento não desapareça. Scherer compara a questão com o velho dilema: quem veio primeiro, o ovo ou a galinha? No caso da navegação interior, a dúvida é se falta carga, e por isso não são feitos investimentos em terminais e equipamentos, ou se as cargas não são atraídas, pois é necessário mais estrutura.

Apesar disso, o navio João Mallmann, que está sendo construído em Triunfo, encomendado pela Navegação Aliança, deve ser entregue até o fim de julho. A embarcação terá 101 metros de comprimento, com uma “boca” de 15,5 metros e capacidade para 4,7 mil toneladas, podendo atingir uma velocidade de até 8 nós (cada nó equivale a 1,852 quilômetros por hora). O investimento na embarcação será de R$ 22,6 milhões, financiado pelo Bndes/Finame e Badesul. Scherer adianta que a Aliança pensa em encomendar mais um navio, com características idênticas, se o mercado demandar.

Fonte: http://jcrs.uol.com.br/site/noticia.php?codn=162915

26 March, 2014 19:24

Crise na Ucrânia pode mudar panorama internacional

AFPPor Por Alain JEAN-ROBERT | AFP – sex, 21 de mar de 2014

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A crise ucraniana pode alterar a atual situação internacional, ao colocar em evidência a fragilidade da política da União Europeia (UE), a volta dos Estados Unidos ao cenário europeu e o peso geoestratégico de uma Rússia que se sente marginalizada há tempos, apontam analistas.

Ao fazer uma anexação ‘express’ da Crimeia, o presidente russo Vladimir Putin deixou os ocidentais pasmos, segundo Thomas Gomart, diretor de desenvolvimento estratégico do Instituto Francês de Relações Internacionais (IFRI).

A UE adotou, em resposta, sanções contra várias personalidades russas e pró-rusas da Ucrânia, mas seus efeitos "não estão à altura dos desafios", afirmou ainda.

A UE é vítima de sua interdependência econômica e energética com a Rússia. Mais de um quarto de suas importações de gás dependem dela. Inúmeras empresas europeias investiram maciçamente na Rússia. O capital russo contribui em muito para a prosperidade da City de Londres.

Hoje, a UE paga por esta política complacente em relação a Moscou. Prometeu diversificar seus abastecimentos energéticos, mas é uma ambição a longo prazo.

O principal problema dos europeus é conseguir sancionar de maneira eficaz a Rússia sem debilitar uma economia europeia ainda convalescente.

"Será difícil, vai requerer tempo e custará dinheiro", explica Xavier Follebouckt, um especialista em Rússia da Universidade Católica de Lovaina.

Estados Unidos na primeira linha

Os Estados Unidos se situam na primeira linha para responder às preocupações expressadas pelos antigos países do ex-bloco soviético.

Washington, que começou a abandonar nos últimos anos o continente europeu em benefício da Ásia e do Pacífico, se vê obrigado a voltar. Deslocou vários caças-bombardeiros para Polônia e Lituânia. O vice-presidente Joe Bidden visitou esta semana Varsóvia e as três Repúblicas Bálticas (Estônia, Letônia e Lituânia), todos membros da UE e da Otan.

"Os Estados Unidos estão na primeira linha", explica Bertrand Badie, especialista em relações internacionais no Instituto de Estudos Políticos de Paris (Sciences-Po).

É significativo que o presidente Barack Obama opte por anunciar sanções contra a Rússia quando os dirigentes europeus iniciavam uma cúpula de dois dias em Bruxelas a respeito da Crimeia.

Como nos tempos da Guerra Fria, Moscou escolheu sancionar primeiro os americanos. "Para Moscou, é claramente um embate com os Estados Unidos", opinou Gomart.

Os dirigentes ocidentais descartaram a opção militar diante da Rússia. Com a anexação da Crimeia, "Putin está testando até onde pode chegar", afirma Follebouckt.

Enquanto os orçamentos militares de inúmeros países membros da Otan se contraem, a Rússia anunciou um aumento de 44% de suas verbas de defesa em três anos.

A crise não está acabada

"Não estamos no final da crise", garante Follebouckt. Segundo ele, Putin não vai desistir de seu sonho de construir sua "União Euroasiática". O presidente russo nunca ocultou que, segundo ele, a desintegração da URSS foi "o maior desastre político do século passado".

A Rússia já assinou acordos alfandegários com Belarus, Cazaquistão e Armênia. "Mas sem a Ucrânia, tudo foi por água abaixo! Sem a Ucrânia, a Rússia se sente fragilizada", resumiu Follebouckt.

Solicitadas a integrar a União Euroasiática, Geórgia – cujo território está parcialmente ocupado por soldados russos desde 2008 – e Moldávia declinaram e preferiram assinar um acordo com a UE.

Putin defende seu projeto porque, se a Rússia continuar sendo o primeiro produtor mundial de petróleo e o segundo de gás natural, ficará confrontado com uma queda endêmica da natalidade e, com exceção dos hidrocarbonetos, tem uma economia frágil.

Moscou está excluída das duas grandes negociações comerciais em curso: a zona de livre comércio transatlântica entre Europa e Estados Unidos e o Acordo de Associação Transpacífico (TTP) entre a Ásia, com exceção da China, e América do Norte.

A China, que centra sua política estrangeira na defesa de sua integridade territorial, se absteve na votação do Conselho de Segurança da ONU para denunciar a ilegalidade do referendo da Crimeia.

Para Gomart, é um sinal do isolamento dos russos. Em longo prazo, "o cara a cara com a China será complicado" para Moscou, avaliou.

No entanto, também pode ser interpretado como um presente de Pequim, afirmou Badie, já que sua abstenção na votação sobre um tema tão sensível em sua política externa tem seu significado.

Mas, no embate com o Ocidente, a Rússia, membro permanente do Conselho de Segurança da ONU, tem algumas cartas. Sem ir mais longe, sem Moscou não é possível contemplar qualquer solução para o conflito que acaba de entrar em seu quarto ano na Síria, alerta Follebouckt.

fonte: http://br.noticias.yahoo.com/crise-ucr%C3%A2nia-pode-mudar-panorama-internacional-165130699.html

Cartilha da Fifa para turistas estrangeiros causa polêmica

Reportagem publicada em revista digital da entidade diz que brasileiros não são pontuais e são mal educados no trânsito

  • Fifa também alerta que não se fala espanhol no Brasil e as mulheres não fazem topless

Publicado:22/03/14 – 15h05
Atualizado:22/03/14 – 15h09

A reportagem da Fifa Weekly contando que os brasileiros não são pontuais e são mal educados no trânsito Foto: Reprodução da internet

A reportagem da Fifa Weekly contando que os brasileiros não são pontuais e são mal educados no trânsitoReprodução da internet

RIO – A frequente troca de farpas entre a Fifa e os brasileiros desde que o país foi escolhido como sede da Copa do Mundo em 2007 ganhou mais um capítulo na noite desta sexta-feira, quando a entidade divulgou a edição eletrônica da revista “Fifa Weekly” em seu site. Uma das reportagens, intitulada “Brasil para principiantes”, contém uma cartilha com dicas sobre o comportamento do brasileiro que o turista da Copa do Mundo vai encontrar a partir do dia 12 de junho, quando será dado o pontapé inicial do Mundial com a partida entre Brasil e Croácia, no estádio do Pacaembu, em São Paulo.

Na cartilha com “dez conselhos importantes para evitar mal-entendidos culturais”, a Fifa afirma que os brasileiros não têm pontualidade, nem educação no trânsito.

Além disso, a Fifa alerta que nem sempre o “sim” significa sim no Brasil, que fazer fila não é o forte da população e no trânsito impera a lei do mais forte. Alertam também que o topless é proibido na praia e que os brasileiros não falam espanhol.

A reportagem gerou tanta polêmica, que a Fifa já tirou ela do ar.

Veja os itens da cartilha:

Sim nem sempre significa sim:

Brasileiros são otimistas e nunca começam uma frase com a palavra “não”. Para eles, “sim” significa na realidade “talvez”, então, se alguém disser “SAim, eu te ligo de volta”, não espere que o telefone vá tocar nos próximos cinco minutos.

Horário flexível:

A pontualidade não é uma ciência exata no Brasil. Quando marcar um encontro com alguém, ninguém espera que você estará no lugar combinado na hora exata. O normal é contar com uns 15 minutos de atraso.

Contato físico:

Os homens e mulheres brasileiros não estão familiarizados com o costume da Europa de manter distância como norma de cortesia e conduta. Eles falam com as mãos e não hesitam em tocar nas pessoas com quem estão conversando. Numa boate, isso pode facilmente se transformar num beijo, mas isso não deve ser mal interpretado. Um beijo no Brasil é uma forma de comunicação não-verbal e não um convite para algo mais.

Fila:

Ficar pacientemente numa fila não está no DNA brasileiro. Numa escada rolante, por exemplo, o modelo britânico de formar uma fila de um lado não existe. Os brasileiros preferem cultivar o caos e, por vezes, alguém se arranja para chegar na frente.

Moderação:

Se você for a uma churrascaria que oferece tudo o que você pode comer e for com muita sede ao pote lembre-se de duas coisas: não coma nada por pelo menos 12 horas antes e coma em pequenas quantidades porque asa melhores carnes chegam no final.

Sobrevivendo no trânsito:

Nas ruas, os pedestres são ignorados e mesmo nas faixas os motoristas não param para eles voluntariamente. O direito de ir e vir entre os motoristas simplesmente definido pela preferência do veículo maior.

Não há topless:

A imagem de mulheres com pouca roupa é comum no carnaval, mas isso não é o que você verá no Brasil no dia a dia. É certo que os biquínis brasileiros são menores que os europeus, mas as brasileiras nunca os tiram na praia, onde fazer topless é proibido e pode resultar em multa.

Experimente o açaí:

Os frutos da Amazônia fazem maravilhas: previnem rugas e têm o mesmo efeito de uma bebida energética. Algumas mordidas no intervalo podem ajudar até o mais cansado dos jogadores de futebol a recuperar a energia.

Espanhol não:

Os turistas que tentarem se comunicar em espanhol no Brasil terão a sensação de estarem falando com as paredes. A língua nacional do país e o português brasileiro, uma variante do português. E se você falar que Buenos Aires é a capital do Brasil, corre o risco de ser deportado.

Seja paciente:

No Brasil, as coisas são comumente feitas no último minuto. Então, todos os turistas devem ter paciência. Tudo ficará pronto a tempo. Isso vale, inclusive, para os estádios. A filosofia dos brasileiros na vida pode ser resumida com a seguinte frase: “relaxa e aproveita”.

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/esportes/copa-2014/cartilha-da-fifa-para-turistas-estrangeiros-causa-polemica-11956639#ixzz2x6skp9cy
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Confecção é acusada de usar peruanos em condição análoga à escravidão

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Dario Pignatelli/Bloomberg

SÃO PAULO – O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) interditou na tarde de ontem, sexta-feira, uma confecção no bairro Cangaíba, zona leste de São Paulo, após constatar que ao menos 17 peruanos trabalhavam em condições análogas à escravidão.

Os imigrantes faziam jornadas acima de 14 horas, sem descanso semanal, com vigilância ostensiva por câmeras e tinham os documentos retidos pelos donos da oficina, que também eram peruanos, segundo o Ministério.

A denúncia foi feita pelo Consulado do Peru em São Paulo à Secretaria de Justiça e Defesa da Cidadania, após um funcionário que fugira da empresa SNP Moruco ME relatar agressões no local.

Segundo o chefe da Seção de Fiscalização do Trabalho do MTE, Marco Antônio Melchior, os peruanos tinham entre 18 e 30 anos e ganhavam R$ 2,30 por cada peça confeccionada. “É um valor ínfimo, já que vimos aqui que as peças valem ao menos R$ 100 nas lojas”, disse Melchior.

Todos estavam com a documentação irregular e moravam em uma casa ao lado da confecção. Alguns haviam chegado ao local há pelo menos três meses com a passagem paga pelos donos da oficina.

“O mais grave é que eles tiveram os documentos retidos, o que caracteriza a proibição do direito de ir e vir”, afirmou Melchior. “Também constatamos jornadas excessivas de trabalho com a condição de servidão por dívida, já que os donos custearam a vinda deles para São Paulo e eles ficaram devendo esse dinheiro”.

A reportagem acompanhou parte da operação e conversou com alguns dos trabalhadores que não quiseram se identificar. Duas jovens, de 20 e 19 anos, disseram que foram aliciadas ainda no Peru para trabalharem no local.

“As condições não são boas, mas eu preciso do dinheiro”, disse uma peruana de 19 anos. “A gente não pode sair, só trabalhar”, disse outra de 20 anos.

Segundo Fabiana Severo, da Defensoria Pública Federal, os estrangeiros que são encontrados nessa situação, por medo, raramente fazem denúncia.

Gumercindo Gierba, um dos donos da SNP Moruco ME, negou que haja trabalho escravo no local. Disse às autoridades que os trabalhadores foram contratados em São Paulo, após baterem na porta da confecção pedindo emprego.

Marcas

De acordo com Melchior, as marcas Schutz, Unique Chic, Hit e Forma Fashion estavam nas etiquetas das peças confeccionadas pelos peruanos. Elas serão acionadas pelo órgão.

O diretor da marca Unique Chic, Matheo Kim, disse à reportagem que trabalha honestamente e na legalidade. Afirma que a empresa interditada, que presta serviços à marca, garantiu com documentos que todos os funcionários da confecção trabalhavam conforme a lei.

Com loja na rua Oscar Freire, região nobre de São Paulo, a Schutz não respondeu até o fechamento desta edição.

A reportagem tentou contato com a Fama Fashion por telefone e redes sociais, sem êxito. A Hit não foi localizada.

Os peruanos foram encaminhados ao Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP) para registro de depoimento. Na próxima semana, serão convocados para acerto trabalhista com a confecção e será decidido se eles voltarão ao Peru ou se a situação será regularizada para que permaneçam no país.

A operação realizada ontem foi articulada pelo Ministério Público do Trabalho, Ministério do Trabalho e Emprego, Defensoria Pública Federal, Secretaria da Justiça e Defesa da Cidadania, Consulado do Peru e Polícia Civil.

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Queda na exportação causa déficit comercial de US$ 22,98 bi à China

PEQUIM –

A China registrou um déficit na balança comercial de US$ 22,98 bilhões em fevereiro, enquanto o mercado aguardava um superávit de US$ 11,90 bilhões. Os dados foram divulgados pelo governo chinês neste sábado. Em janeiro havia sido registrado um superávit de US$ 31,86 bilhões

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Balança comercial registra déficit de US$ 2,1 bilhões em fevereiro

Atualizado em 06/03/2014 15h42

Resultado é o pior da série histórica para meses de fevereiro.
Exportações somaram US$ 15,9 bilhões e, importações, US$ 18 bilhões.

Do G1, em Brasília

A balança comercial brasileira registrou déficit de US$ 2,1 bilhões em fevereiro, o pior resultado para o mês na série histórica, que começa em 1994, informou nesta quinta-feira (6) o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (Mdic).

No mês passado, o Brasil exportou um total de US$ 15,9 bilhões e importou US$ 18 bilhões – a diferença entre os dois valores, de US$ 2,1 bilhões, é o déficit registrado no intervalo.

Esse déficit supera o verificado em fevereiro do ano passado, que foi de US$ 1,27 bilhão. Mas é menor que o déficit de janeiro de 2014, que atingiu US$ 4 bilhões.

No acumulado do ano, o déficit na balança comercial (exportações menos as importações) já é de US$ 6,18 bilhões, superando os US$ 5,3 bilhões de déficit registrados no primeiro bimestre de 2013.

De acordo com o Mdic, entre os fatores que contribuíram para o déficit de US$ 2,1 bilhões no mês passado está o aumento de 7,9% nas importações de combustíveis e lubrificantes, além de bens de consumo (+2%).

“No grupo dos combustíveis e lubrificantes, o crescimento ocorreu principalmente pelo aumento dos preços e das quantidades embarcadas de petróleo, óleos combustíveis e nafta. No seguimento bens de consumo, os principais aumentos foram observados nas importações de maquinas de uso doméstico, bebidas e tabacos, objetos de adorno, automóveis de passageiros e produtos de toucador”, diz nota do ministério.

Fonte: http://g1.globo.com/economia/noticia/2014/03/balanca-comercial-registra-deficit-de-us-21-bilhoes-em-fevereiro.html

Serviço Comex-Responde

Estatística e Apoio à Exportação

Foi publicada, no último dia 3 de outubro, no Diário Oficial da União, a Resolução n° 78 da Câmara de Comércio Exterior (Camex) que institui o Serviço Brasileiro de Informações de Comércio Exterior (Comex-Responde), que atende a dúvidas sobre diversos temas da área, como normas e estatísticas de exportação e importação, acordos comerciais, oportunidades comerciais, propriedade intelectual, logística e transportes, entre outros.

O objetivo da norma é assegurar a prestação de informações por parte dos órgãos da administração pública federal responsáveis por regulamentar e controlar as operações de comércio exterior. Esses órgãos deverão manter atualizados os dados sobre os assuntos de suas áreas de competência e disponibilizar um serviço de solução de dúvidas em seus sítios eletrônicos, além de providenciar esclarecimentos às dúvidas apresentadas.

A prestação das informações no Comex-Responde é gratuita e a consulta é realizada de forma clara e objetiva. Cabe ressaltar, no entanto, que não será objeto de resposta do serviço solicitações de providências e consultas relativas a processos e requerimentos individuais. O serviço está ainda de acordo com as propostas do Grupo Negociador de Facilitação de Comércio (GNFC) da Organização Mundial do Comércio (OMC).

Para mais informações acessar:

Resolução Camex n. 78/2013

Portal Brasileiro de Comércio Exterior (www.comexbrasil.gov.br)

Serviço Comex-Responde

Acesse diretamente no link: http://comexresponde.comexbrasil.gov.br/

Walmart vai fechar lojas com baixo desempenho no Brasil e na China

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Por Adriana Meyge | Valor

SÃO PAULO – A companhia vai fechar lojas com baixo desempenho no Brasil e na China, afirmou o presidente do Walmart International, Doug McMillon, nesta terça-feira.

O fechamento de lojas terá um impacto positivo no lucro operacional da companhia no ano fiscal de 2015, de 0,2 ponto percentual no Brasil e de 0,3 ponto percentual na China.

O executivo disse que o Walmart International — que reúne as operações fora dos Estados Unidos — precisa melhorar o retorno que obtém sobre os investimentos. “Nosso objetivo é ser o melhor da classe em todos os mercados”, afirma. Os países que mais precisam melhorar são Brasil, China e Japão. Segundo ele, a companhia já alcançou a meta no México e no Canadá.

McMillon disse que a rede fez melhorias operacionais no Brasil, mas que ainda tem muito a fazer. As redes Maxxi e o clube de compras Sam’s Club ainda não têm o desempenho que a companhia espera no país. A estrutura de custo do Walmart é muito alta no Brasil, afirmou.

McMillon disse que, no primeiro semestre, o Walmart ganhou participação de mercado em diversos países — Argentina, Brasil, Chile, México, China, África do Sul e Canadá. No entanto, a varejista cresceu menos no Reino Unido e registrou uma queda maior do que a média do varejo no Japão.

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Antidumping: Brasil sobretaxa aços laminados a frio de seis países

Por Mônica Izaguirre | Valor

BRASÍLIA – O governo brasileiro vai sobretaxar por até cinco anos as importações de produtos planos de aço inoxidável laminados a frio provenientes de diversos países. Adotada como direito antidumping por resolução da Câmara de Comércio Exterior (Camex), a medida se aplica às compras procedentes de Alemanha, China, Coreia do Sul, Finlândia, Taipé Chinês e Vietnã.

A decisão foi publicada no “Diário Oficial da União” desta sexta-feira e resulta de investigação antidumping aberta em abril de 2012 por solicitação da Aperam Inox América do Sul.

A sobretaxa determinada pela Camex varia de US$ 235,59 a US$ 1.076,86 por tonelada importada, dependendo do país de procedência e do fabricante/exportador.

O objeto da medida antidumping são especificamente os produtos planos de aços inoxidáveis austeníticos tipo 304 (304, 304L e 304H) e de aços inoxidáveis ferríticos tipo 430, laminados a frio, com espessura igual ou superior a 0,35mm, mas inferior a 4,75mm, informa a Camex no texto da resolução.

O valor mais alto aplica-se ao aço da maioria dos fabricantes da Finlândia. O mais baixo refere-se a um fabricante chinês.

Para as demais importações procedentes da China, a sobretaxa é de US$ 853,46 por tonelada. Para produtos vindos da Alemanha e Coreia do Sul, a tributação adicional por tonelada chega, respectivamente, a US$ 952,90 e US$ 940,47, e para os provenientes do Taipé Chinês e Vietnã, a US$ 705,61.

A Camex tomou sua decisão depois que a investigação apontou que os produtos estavam sendo vendidos ao Brasil por preço de exportação abaixo do normal, ou seja, inferior ao praticado pelos fabricantes nas vendas internas dos países de origem. Isso caracteriza o dumping, uma prática desleal de comércio.

(Mônica Izaguirre | Valor)

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Balança comercial tem pior resultado até setembro em 15 anos Em setembro, saldo comercial melhorou com superá vit de US$ 2,14 bilhões.

Nos nove primeiros meses do ano, porém, houve déficit de US$ 1,62 bilhão.

Alexandro MartelloDo G1, em Brasília

220 comentários

A balança comercial brasileira registrou um déficit (importações maiores que vendas externas) de US$ 1,62 bilhão de janeiro a setembro deste ano, o pior valor para este período desde 1998 – quando foi apurado um resultado negativo de US$ 3,6 bilhões. Os números foram divulgados nesta terça-feira (1º) pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC). Nos nove primeiros meses do ano passado, a balança registrou um superávit de US$ 15,7 bilhões.

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De janeiro a setembro de 2013, as exportações somaram US$ 177,65 bilhões, com média diária de US$ 939 milhões e queda de 1,6% frente a igual período do ano passado, ao mesmo tempo que as importações totalizaram US$ 179,27 bilhões – com média de US$ 948 milhões por dia útil e alta de 8,7% sobre igual período de 2012.

Melhora em setembro
Apesar de os números oficiais mostrarem um fraco resultado na parcial do ano, eles também mostraram uma recuperação em setembro, quando foi registrado um superávit (exportações menos importações) de US$ 2,14 bilhões na balança comercial brasileira.

Trata-se do segundo melhor resultado mensal deste ano, perdendo apenas para junho (+US$ 2,3 bilhões). Mesmo assim, foi o pior mês de setembro desde 2010 – quando foi registrado um superávit de US$ 1,07 bilhão. Em setembro de 2012, o superávit da balança somou US$ 2,55 bilhões.

No mês passado, as exportações somaram US$ 20,99 bilhões, com queda de 5% frente a setembro de 2012, enquanto as compras do exterior totalizaram US$ 18,84 bilhões – com recuo de 2,2% sobre setembro do ano passado.

Razões para o fraco resultado
O fraco desempenho da balança comercial neste ano acontece em meio à crise financeira internacional, que tem gerado queda do comércio mundial, e, segundo o governo federal, também está relacionado com o atraso na contabilização da importação de combustíveis e derivados.

O atraso na contabilização das importações de combustíveis aconteceu porque, em julho de 2012, a Receita Federal editou a instrução normativa 1.282, que concedeu um prazo de até 50 dias para registro das importações de combustíveis e derivados feitas pela Petrobras.

Normalmente, as empresas têm 20 dias para fazer o registro. Cerca de US$ 4,5 bilhões em importações de petróleo e derivados que aconteceram, de fato, em 2012 foram contabilizadas somente neste ano.

Ano de 2012 e expectativa para 2013
Em todo o ano de 2012, o superávit da balança comercial brasileira somou US$ 19,43 bilhões, o menor saldo positivo em dez anos. Com isso, o superávit da balança comercial registrou queda de 34,7% em relação ao ano de 2011, quando o superávit totalizou US$ 29,79 bilhões.

Para 2013, ano que ainda será influenciado pelos efeitos da crise financeira internacional e pela concorrência acirrada pelos mercados que ainda registram crescimento econômico – como é o caso do Brasil –, os economistas dos bancos, assim como a autoridade monetária, acreditam que o valor do superávit da balança comercial (exportações menos importações) registrará forte queda, atingindo US$ 2 bilhões. Se confirmado, será o pior resultado em 13 anos.

Fonte: http://g1.globo.com/economia/noticia/2013/10/balanca-comercial-tem-pior-resultado-ate-setembro-em-15-anos.html

Venda de veículos novos sobe 7,6% em setembro, indica Anfavea

04/10/2013

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Por Eduardo Laguna | Valor

SÃO PAULO – As vendas de veículos novos no Brasil alcançaram 309,9 mil unidades no mês passado, marcando uma alta de 7,6% em relação ao volume de um ano antes. Na comparação com agosto, que teve um dia útil a mais de venda, o resultado de setembro foi inferior em 5,9%, informou a Anfavea, entidade que abriga as montadoras instaladas no país, nesta sexta-feira.

Koji Sasahara/AP

O resultado reduz para 0,3% a queda dos emplacamentos no acumulado do ano, que estava em 1,2% no fechamento de agosto. No total, 2,78 milhões de veículos – entre automóveis, utilitários leves, caminhões e ônibus – foram licenciados entre janeiro e setembro.

As previsões da Anfavea, que foram revistas no mês passado, apontam para um crescimento de 1% a 2% do mercado automotivo neste ano.

Quando se consideram apenas os carros de passeio e os utilitários leves, foram licenciadas 294,4 mil unidades no mês passado, uma alta de 6% ante o resultado de um ano antes. Na comparação com agosto, as vendas nesse segmento – beneficiado por descontos no IPI – mostraram queda de 5,9%.

Diferenças de calendário ajudam a explicar a disparidade nos resultados. Enquanto setembro deste ano teve dois dias úteis de venda a mais em relação ao mesmo mês de 2012, na comparação com agosto, houve um dia útil a menos. Além disso, houve um abrandamento na base de comparação anual, já que setembro do ano passado foi marcado por uma “ressaca” do mercado após a marca histórica de mais de 405 mil carros vendidos no mês anterior.

O balanço da Anfavea mostra ainda que o setor de caminhões registrou crescimento de 48,9% em relação aos volumes de setembro de 2012, um ano bastante negativo para essa indústria. Na comparação com agosto, contudo, houve queda de 3,9% nas vendas, que somaram 12,7 mil caminhões no mês passado.

Em setembro, também houve um crescimento de 46% nas vendas de ônibus, comparativamente ao mesmo mês de 2012. Em relação a agosto, porém, esse segmento registrou queda de 5,7%, com 2,7 mil unidades emplacadas.

Os importados responderam por 19,1% de todos os veículos vendidos em setembro, acima dos 18,9% do mês anterior.

(Eduardo Laguna | Valor)

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Leilão dos aeroportos do Galeão e Confins deve arrecadar ao menos R$ 5,9 bilhões

Concessão à iniciativa privada04/10/2013 | 10h39

Agência Nacional de Aviação Civil publicou o edital e contratos de concessão para os dois terminais. Leilão está previsto para 22 de novembro

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Leilão dos aeroportos do Galeão e Confins deve arrecadar ao menos R$ 5,9 bilhões Infaero/Divulgação Para o Galeão, lance mínimo é de R$ 4,828 bilhões pelo prazo de 25 anosFoto: Infaero / Divulgação

As concessões dos aeroportos Antônio Carlos Jobim (Galeão), no Rio de Janeiro, eTancredo Neves (Confins), em Minas Gerais, devem arrecadar, no mínimo, R$ 5,9 bilhões, se os dois terminais forem repassados à inciativa privada. Nesta sexta-feira, dia 4, a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) publicou o edital e contratos de concessão para os dois terminais, que têm leilão previsto para 22 de novembro.

Para o Galeão, o lance mínimo é de R$ 4,828 bilhões pelo prazo de concessão de 25 anos, prorrogável por até cinco anos. Em Confins, o lance mínimo é de R$ 1,096 bilhão pelo prazo de concessão de 30 anos, também prorrogável por até cinco anos. Segundo a Anac, os dois aeroportos correspondem pela movimentação de 14% dos passageiros do país e 10% da carga.

De acordo com o previsto na minuta do edital, vencerá o leilão quem der o maior valor de contribuição ao sistema aeroportuário e poderão disputar os consórcios de empresas integrados por, pelo menos, um operador aeroportuário com experiência superior a 22 milhões de passageiros por ano para o Galeão e de 12 milhões de passageiros por ano para Confins.

Os operadores deverão ter no mínimo 25% de participação no consórcio, exigência que poderá ser atendida por até dois operadores aeroportuários. O atual modelo mantém a Infraero como sócia minoritária (com 49% de participação) e a iniciativa privada como majoritária, com 51%. Empresas aéreas poderão participar do leilão desde que a soma da participação no consórcio privado não ultrapasse 4%.

Os vencedores das concessões anteriores (Guarulhos, Viracopos e Brasília) poderão participar do certame até o limite máximo de 14,99%, sem participação no controle. Já as tarifas atuais de embarque doméstico, segundo o edital publicado pela Anac, serão pagas pelos usuários e mantidas em R$ 21,57 até a transferência das operações para a concessionária. Após esse período, as tarifas ficam com o teto de R$ 21,13 para o embarque doméstico e R$ 7,16 para conexão.

O resultado do leilão será homologado pela Anac e haverá um período de transição nos primeiros 120 dias, no qual a Infraero permanece na administração. Depois haverá um período de três meses, prorrogável por mais três meses, no qual a concessionária administrará o aeroporto em conjunto com a Infraero.

fonte: http://zerohora.clicrbs.com.br/rs/economia/noticia/2013/10/leilao-dos-aeroportos-do-galeao-e-confins-deve-arrecadar-ao-menos-r-5-9-bilhoes-4290396.html

Empresa gaúcha que domou a concorrência chinesa

Fábrica de produtos escolares de madeira, em Santa Cruz do Sul, transformou-se em uma das líderes do setor de brinquedos do país

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Empresa gaúcha que domou a concorrência chinesa Anderson Lima/Especial Flávio Haas (E) e João Carlos Ebert, diretores da Xalingo, afirmam que credibilidade e eficiência são qualidades importantes para manter clientes e consumidoresFoto: Anderson Lima / Especial

Vanessa Kannenberg

vanessa.kannenberg

Empresa de origem familiar, mas com gestão profissional. Essa é hoje a Xalingo SA Indústria e Comércio, fundada em 1947, em Santa Cruz do Sul, no Vale do Rio Pardo, para suprir o mercado escolar, com produtos manufaturados de madeira. Ao longo dos anos, a brincadeira iniciada pelos irmãos Xavier e Lindolfo Braunger correu riscos. Ao completar 65 anos neste ano, a empresa garante a posição de líder gaúcha e está entre as sete maiores do país em produtos pedagógicos e de lazer para crianças.

Chegar a essa idade exigiu vencer vários desafios. O mais difícil foi o começo da década de 1990, período de abertura do mercado brasileiro sem política industrial definida e de redução da inflação.

— Fomos pegos de surpresa. Não estávamos prontos para a invasão dos importados, especialmente os da China — lembra o diretor administrativo financeiro, Flávio Haas.

Na época, a Xalingo entrou em crise, perdendo mais da metade do mercado de brinquedos. Para que a empresa sobrevivesse, Haas aponta dois fatores fundamentais:

— Credibilidade e eficiência. Com essas duas qualidades, conseguimos manter nossos clientes e consumidores. Mas foi preciso investir na reestruturação da empresa.

O que era um inimigo foi transformado em aliado. Hoje a Xalingo exporta 3% da produção para 17 países e importa 15% dos itens da China. A compra de artigos chineses possibilita a inclusão de produtos novos no catálogo e ainda permite à empresa testar produtos. Conforme a receptividade do consumidor, a Xalingo decide pela fabricação própria.

Também na época da invasão chinesa, o Brasil viveu uma brutal queda da inflação. Isso permitiu, depois de muitos anos, que o consumidor tivesse parâmetro de preços e pudesse exercitar uma prática hoje muito comum: a comparação de preços. Com isso, foi necessário que a Xalingo modernizasse o parque industrial para garantir produtos competitivos no mercado.

Atualmente, entre os mais de 650 itens ligados ao mundo infantil, a empresa se destaca com triciclos, rodados, playground, jogos e brinquedos, material escolar, esporte e lazer. E um diferencial da empresa que exige investimento, segundo o diretor de operações, é o licenciamento de produtos.

A Xalingo usa em seus produtos personagens da Disney, da Turma da Mônica e da Moranguinho, entre outros. A partir do próximo ano, a empresa conseguiu autorização da Globo Marcas para agregar o mascote da Copa do Mundo de 2014, o Fuleco, nos produtos voltados ao esporte e lazer.

— Isso nos favorece em relação ao consumidor, que se identifica com as marcas. E nos orgulhamos de fazer isso legalmente e com transparência — diz João Carlos Ebert.

A primeira expansão da fábrica ocorreu em 1961. A adesão de um novo sócio, Ingo Ebert, dois anos antes levou à mudança do nome. A então Xavier e Braunger e Cia Ltda tornou-se Xalingo, unindo parte dos nomes de cada um dos três sócios — Xavier, Lindolfo e Ingo.

Em 1967, com a aquisição da primeira máquina injetora, a empresa passou a trabalhar com itens de plástico.

— Temos orgulho de ser uma empresa familiar. No entanto, entendemos que é preciso profissionalismo na gestão. Quem permanece na empresa é porque tem capacidade — justifica João Carlos Ebert, filho de um dos sócios fundadores e atual diretor de operações da Xalingo.

Desde 1998, os diretores identificaram um mercado promissor e criaram a Xalingo Soluções, focada em clientes da área agrícola. Atualmente, a linha de agronegócio conta com mais de 350 produtos.

Uma das dificuldades da empresa de Santa Cruz do Sul é a distância do maior mercado consumidor, São Paulo. Mas os 1,3 mil quilômetros que separam da capital paulista são superados com agilidade na produção. É de três dias, em média, o tempo entre a formalização e o atendimento do pedido do cliente. Algo considerado difícil e satisfatório pelo mercado, segundo Ebert e Haas, o que possibilita competir com fábricas paulistas. Mas a Xalingo tem planos de instalar um centro de distribuição em São Paulo — para ganhar tempo e dinheiro.

A estimativa da empresa é de que de 4% a 5% do faturamento anual seja usado em investimentos. A regra foi superada nos dois últimos anos, quando foram comprados pavilhões desativados de uma fumageira por cerca de

R$ 16 milhões, com apoio do Fundo de Operação Empresa (Fundopem) do governo do Estado.

— No mercado de brinquedos, em constante evolução, um dos quesitos básicos é a inovação — resume o diretor Flávio Haas.

Perfil

> A empresa produz cerca de 650 produtos pedagógicos e de lazer, focados no mundo infantil, e outros 350 voltados ao agronegócio.

> Neste ano, deve faturar R$ 90 milhões, cerca de 7% a mais do que no ano passado, quando obteve receita de R$ 84 milhões.

> Sede e parque industrial ficam em Santa Cruz do Sul, no Vale do Rio Pardo.

> Tem cerca de 380 funcionários fixos, mas chega a 560 colaboradores entre junho e novembro, época considerada como safra do setor de brinquedos.

fonte:http://zerohora.clicrbs.com.br/rs/economia/noticia/2012/12/empresa-gaucha-que-domou-a-concorrencia-chinesa-3969326.html

Lições para o Rio Grande dar certo

Veja dicas dos empresários para empreender com sucesso

No especial do Rio Grande que dá certo, confira a receita dada pelos gaúchos

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Veja dicas dos empresários para empreender com sucesso Arte ZH/Zero Hora Foto: Arte ZH / Zero Hora

Por todo o Estado, existem empresas bem-sucedidas, que fazem a diferença. A maioria começou do nada, por iniciativa de famílias ou de gente que decidiu deixar o emprego ou a profissão em que se formou na universidade, e tocar o próprio negócio. Há um ano, a série O Rio Grande que Dá Certo conta histórias de empresas gaúchas que enfrentam o desafio diário de crescer e inovar. Para garantir uma trajetória vitoriosa, há vários caminhos, da opção radical pelo mercado local à expansão dos negócios em outros continentes.

De setembro de 2012 até este domingo, 49 negócios nascidos em solo gaúcho, além de quatro empresas vencedoras do Prêmio Nacional de Inovação no ano passado, tiveram suas histórias retratadas na série. Cada uma tem uma lição a dar a novos — e persistentes — empreendedores. Para comemorar, estão aqui reunidas as principais dicas dos homens e das mulheres que ajudam a mover o Estado.

Acredite na receita caseira

Foi na pousada Bavária, em Gramado, que Alexandre Gehlen se inspirou parafundar a rede de hotéis Intercity, uma das 10 maiores do país. Na infância, ele passava férias na Bavária e trabalhava como garçom, ajudante ou recepcionista.

Demitido com centenas de funcionários do setor calçadista, na década de 1990, Gilmar Borscheidtransformou o amaciante feito pela mãe em oportunidade e fundou a Girando Sol. Nos últimos anos, transformou um antigo galpão de 24 metros quadrados em uma fábrica de 22 mil metros quadrados e mais de 300 empregados.

Uma receita de origem uruguaia desenvolvida há anos pela família Kulpa gerou um negócio que se tornou líder no segmento de massas frescas no Estado, a Pavioli. Em uma pastelaria de Pelotas, nas décadas de 1950 e 1960, o casal Adão e Irene Kulpa começou a produzir pastéis. Deles para a massa e daí para salgadinhos fritos e preparo para lasanha, foi só provocar a gula.

Não desista de empreender

Perseverança é a palavra que define o empresário Josely Rosa. Fundador do grupoBaram, fabricante de equipamentos para a construção civil, Josely foi segurança, vendedor de loja, vitrinista e representante comercial. Nessa última função, começou a ter contato com feiras em outros Estados. Em uma delas, surgiu a ideia do negócio. Atualmente vende andaimes elétricos e equipamentos como elevadores para clientes como Petrobras, Queiroz Galvão, Odebrecht e Rossi.

Antônio Roso começou como feirante aos 17 anos. Foi ainda caminhoneiro, proprietário de um bar e de um cinema. Em 1975 passou a atuar no ramo industrial com a inauguração da Metasa. Hoje a empresa fornece para megaconstruções e está em todas as plataformas do polo naval.

Caçula de cinco irmãos, Gilberto Wallérius foi o único a investir em um negócio próprio, já que os demais trabalhavam com o pai em uma indústria de balas e chocolate. Ele fundou a corretora de seguros Wallérius, que hoje tem cinco filiais.

O dentista porto-alegrense Jayme Prawer alimentava desde a infância o desejo de morar em Gramado. Em uma viagem a Bariloche, conheceu os chocolates artesanais que começou a produzir na Serra. Contratou um chocolateiro argentino e fundou a Prawer. A primeira loja surgiu em 1976 e criou todo um segmento na região.

Seja ousado

Muitas vezes, o medo de arriscar pode impedir que um negócio prospere. Há quase três décadas, André Luiz Backes assumiu a Metalúrgica Mor — após a morte do pai — e comprou ações de outros membros da família. Jovem, queria investir, mas não via a mesma disposição nos sócios, com mais do que o dobro da idade. Hoje, com 50 anos, a empresa é líder em produtos de camping e lazer.

Olhe para o futuro

Quando se começou a se falar em cata-ventos para gerar energia elétrica, parecia uma fantasia. Em pouco mais de uma década, os 15 parques eólicos gaúchos se tornaram referência, com investimentos de R$ 6 bilhões até 2017. E as empresas que apostaram no negócio colhem frutos.

Há 31 anos, Ricardo Felizzola e Luiz Gerbase perceberam que valia a pena correr riscos no mercado de tecnologia eletrônica industrial. AAltus Sistemas de Informática, pioneira das startups gaúchas, nasceu numa incubadora universitária e hoje tem contratos milionários para automatizar de hidrelétricas a plataformas da Petrobras.

Fundada em 2003, a GetNet inseriu sua maquininha de passar cartões em um mercado dominado por concorrentes globais. Em 2011, uma nova regulamentação permitiu a entrada de empresas para processamento das bandeiras Visa e Mastercard e, com uma joint venture com o Santander, a gaúcha entrou no segmento. Em julho, o banco comprou o negócio.

Cresça com as crises

Não é simples, mas crises, como ensinam os chineses, embutem a oportunidade para investir, ousar e crescer mais.Foi assim com a Artecola. Inicialmente produzindo químicos, equipamentos de proteção e plásticos de engenharia com exclusividade para a indústria calçadista, abriu espaço para atender outros segmentos e evitar a dependência. Atualmente atende empresas de transporte, de embalagens e da construção civil.

Na Comil, que produz carrocerias de ônibus em Erechim, a crise veio quando surgiu a necessidade de mudança na gestão. Um administrador na diretoria financeira ajudou a liderar um processo de reconstrução.

O contorno de uma crise em 2007 também fez renascer a Intecnial. Depois de sofrer para atender prazos do mercado de biodiesel, reorganizou-se e hoje lidera o segmento na América do Sul.

Em meados de 2008, a Demuth, de Novo Hamburgo, estava prestes a fechar um contrato milionário com a Aracruz Celulose para a ampliação em Guaíba. A crise econômica abortou o negócio, a empresa freou investimentos e levou dois anos para se recuperar. Este ano, retomou o contrato com a Celulose Riograndense.

O positivo desenhado ao lado do certificado de qualidade das máquinas agrícolas da Stara é símbolo da perseverança da família Stapelbroek, que esteve à beira da falência nos anos 1980. A crise multiplicou as dívidas com a construção de uma sede maior. A solução foi abrir capital e trazer novos sócios para conquistar o mercado nacional.

Valorize um diferencial

Em 1991, a Zeppelin começou fazendo comerciais para empresas gaúchas, mas logo ganhou a primeira conta nacional, a Pepsi. Com escritório em São Paulo, manteve a produção no Estado, espalhando pelo Brasil imagens e cenários daqui.

Enquanto perdia a visão, Carlos Alberto Wolke dava os primeiros passos como empresário. Ele comanda a Pináculo, cuja principal aposta é o Vocalizer, aparelho de comunicação para auxiliar outros deficientes visuais.

Crie a partir de um produto

A Camera foi a primeira gaúcha com atuação conjunta nos mercados de soja, trigo, milho e arroz, além de canola e girassol. Até meados dos anos 1980, adquiria lotes de soja dos colonos e revendia às indústrias. Passou a fornecer fertilizantes e receber grãos em troca. Foi o primeiro passo para a diversificação, uma de suas marcas. Hoje tem negócios em biodiesel, sementes e insumos.

Com experiência em usar gordura, matéria-prima do sabão, a Fontana, de Encantado, ampliou seu mix para mais de 180 produtos. De produtos de higiene pessoal, avançou para os segmentos têxtil, farmacêutico, de oleoquímicos, cosméticos, pneus e têxtil.

Não menos surpreendente é o caminho do grupo Herval, de Dois Irmãos. Nos anos 2000, acreditando que o mesmo nome em vários negócios poderia criar problemas de identificação, as lojas nascidas da indústria passaram a se chamar taQi. Outro divisor na história da empresa ocorreu na mesma época, quando nasceu a iPlace, que vende produtos da Apple.

Vigie o que faz a concorrência

A Xalingo é a líder gaúcha e está entre as sete maiores do país em produtos pedagógicos.Nos anos 1990, época da invasão de importados, especialmente chineses, foi pega de surpresa e entrou em crise. Então, reestruturou-se. Hoje, exporta 3% da produção e importa 15% dos itens da China.

No caso da Ouro e Prata, a solução para vencer a concorrência foi comprá-la. Primeiro, foi uma empresa do Noroeste. Depois, a Rainha da Fronteira, com rotas na Fronteira Oeste. Em 2006, adicionou a Tapajós (PA). Com cerca de 40 ônibus e 13 barcos no Norte, tem uma das linhas rodoviárias mais longas no país: Porto Alegre-Santarém (PA).

Invista em projetos sociais

A Opus, empresa criada em 1976, na Capital, com o objetivo de produzir shows locais,nunca abandonou o foco inicial: proporcionar cultura e entretenimento aos gaúchos. Em três décadas, alçou novos voos e passou a administrar teatros dentro e fora do Estado. Todas as casas de espetáculos foram construídas com dinheiro de investidores, sem incentivos fiscais ou recursos públicos. Isso é fundamental para que a programação cumpra seu papel social, mas também permita que os locais possam receber eventos privados, como formaturas e festas. A Opus investe em projetos sociais e, em 2012, foram sete eventos.

Aposte em uma marca forte

A marca ajudou a popularizar a Tintas Renner, da Renner Herrmann. Ao adotar o nome da família (em alemão, Renner tem grafia parecida com a palavra "corredor") associou a imagem do cavalo branco, que se tornou referência no segmento.

Uma brincadeira virou nome da empresa fundada por Leandro Mantovani, que hoje equipa veículos de sete das principais montadoras do país. A Keko, apelido de infância que Leandro não gostava, tornou-se conhecida em mais de 20 países. Nascida da fusão dos nomes Panitz e Velgos, a rede de farmácias Panvel deu um salto ao apostar em produtos de marca própria, que se tornaram referência no segmento em todo o país.

Quando a Florestal Alimentos adquiriu a doces Boavistense, optou por manter as duas marcas. Segundo a empresa, em cada uma das unidades, os funcionários fazem competição que estimula o crescimento.

Inove sem medo

Com 35 anos de atuação no setor de tecnologia, o grupo Digicon começou usando vestiários emprestados e hoje tem centro de distribuição na Alemanha e exporta caixas eletrônicos até para a Ásia. O grupo procura inovar na linha de produção, de produtos para máquinas usadas em fábricas, mas tem gestão financeira conservadora.

Quatro empresas gaúchas (Maquetec do Brasil, TCA Informática, Marina Borrachas, Higra Industrial) também se destacam quando o assunto é capacidade de inventar. Foram vencedoras do prêmio CNI de Inovação em 2012. Criar garante redução de custos e ganho de produtividade.

Inovação também está no DNA da Docile, de Lajeado. Maior produtora de pastilhas da América Latina e a segunda no segmento de balas de goma no Brasil, a empresa está sempre se reinventado, especialmente na linha de produção. Suas embalagens com doces em formatos divertidos — corações, ursos, bocas de vampiro e frutas — inundaram supermercados e popularizaram um tipo de doce que, até há pouco, só era importado.

— Saber inovar é perpetuar a marca — explica o diretor comercial, Alexandre Heineck.

Encontre o seu espaço

Em um mercado acirrado como o gastronômico, a Petiskeira continua firme na disputa. A empresa foi inaugurada em 1984.

— Na época, havia apenas dois tipos de opções de alimentação no shopping: os fast foods e um restaurante de uma rede de outro Estado, com preço alto. Existia um nicho não explorado para refeições de qualidade, com preço acessível, e servidas de forma rápida — recorda Ângelo Meneghetti, diretor e um dos sócios.

Também num mercado administrado em grande parte por multinacionais, o Grupo Prato Feito conquistou o posto de campeã entre as empresas exclusivamente gaúchas no segmento de refeições coletivas.

Valorize e treine seu time

A Pompeia, que começou em Camaquã e se consolidou como referência no varejo, faz questão da proximidade com os funcionários. Abriu uma escola de moda para formar consultoras e firmou parceria com a ESPM para qualificar as gerências.

Nas Tintas Killing, a receita do sucesso veio a partir de uma teoria do fundador: "o chefe de família sempre tem de estar bem alimentado".

— Pensando assim, ele foi o primeiro empresário da região a montar refeitório dentro da fábrica — lembra Milton Killing, 53 anos.

O foco da empresa de ônibus Embaixador, permanece no sul do Estado. Uma das prioridades é o investimento em pessoas. A empresa custeia 100% da universidade de funcionários e ainda 50% da dos filhos deles.

Use a experiência para abrir o próprio negócio

Em uma das paredes da direção da Bomber Speakers, em Cachoeirinha, está emoldurado um documento de 1993 com uma compra de 9,6 milhões de cruzeiros reais em equipamentos para produção de alto-falantes. O vendedor era a Bosch, e o comprador, Gustavo Lermen, que depois de anos atuando em uma fábrica do setor, decidira abrir sua própria. Com o dinheiro arrecadado na família, fez da Bomber uma referência.

Mantenha o time que está ganhando

Assim como a personagem cercada por rosas que simboliza a Alma de Flores, a Memphis pouco precisou mudar. E assegura crescimento em um mercado dominado por multinacionais. Além de apostar em nichos diferentes, investe em elevar a produtividade e melhorar processos nas fábricas.

Na Fruki também é assim. Uma foto em que David Beckham aparecia com um guaraná Fruki em mãos rodou o mundo. Mas a empresa, com quase nove décadas de história, segue vendendo seus produtos exclusivamente no Rio Grande do Sul. Por opção.

Planeje e execute

A Cosuel administra o maior abatedouro de suínos do Estado e usa a marca Dália. Entre 1970 e 1980, a falta de estratégia gerou uma crise. Foi feita uma redefinição de foco, opção por se manter em dois setores — suinocultura e laticínios —, qualificação dos empregados e adesão ao Programa Gaúcho da Qualidade e Produtividade (PGQP), que levou à gestão com planejamento e metas.

Em 2007, o grupo SLC tornou-se uma das primeiras empresas agrícolas a abrir capital e oferecer ações na bolsa. A estratégia tinha um objetivo definido: captar recursos de investidores para comprar novas terras e aumentar a área plantada.

Aproveite as oportunidades

Para uma empresa da Serra, a Copa do Mundo chegou antes mesmo de a bola rolar. É da vinícola Lidio Carraro o vinho oficial do Mundial.

O evento também trará resultados à Imply, de Santa Cruz do Sul, que fornecerá placares eletrônicos para as arenas.

Em agosto deste ano, a Triel-HT, de Erechim, venceu uma licitação do governo para fabricar 58 viaturas especiais:

— Com Copa do Mundo e Olimpíada, o governo investirá na segurança dos aeroportos — comenta Airton Dalla Rosa, que administra a empresa.

Dependa só da qualidade

É a qualidade que diferencia a cachaça da Weber Haus, produzida em Ivoti. Um dos fatores para o crescimento da marca foi a presença em feiras internacionais. A bebida chegou aos mercados do mundo e, também, a um consumidor famoso: o ator Arnold Schwarzenegger ganhou uma caixa da Weber Haus Black quando esteve no Rio, ano passado.

— Queremos ser lembrados como uma marca de qualidade. Por isso, aliamos tecnologia ao nosso processo artesanal de produção — afirma Evandro Weber, diretor da empresa.

Na indústria de alimentos Naturale, marca da Nat Cereais, também é assim. Desde o primeiro negócio, a empresa obteve destaque graças à qualidade e ao preço mais baixo em relação às tradicionais. Além de fabricar itens da marca Naturale, também produz para marcas próprias de supermercados.

Com o passar dos anos, a Conservas Oderich passou a olhar de perto o gosto de consumidores mais exigentes. Para atendê-los, garantindo mais qualidade a produtos como a salsicha enlatada, optou por uma linha de produção mais enxuta.

Explore o mundo

A Venax, de Venâncio Aires, tem trajetória inversa à da maioria. Duas vezes: nasceu a partir da compra de uma massa falida e, em vez de voltar a vender no mercado interno e depois ultrapassar fronteiras, destinou 90% da produção para fora do país no retorno da marca. Hoje, as exportações são 30% do total. Seus fogões chegam a 11 países.

Dê atenção ao cliente

A primeira loja da grife Jorge Bischoff começou de salto alto, na Rua Padre Chagas, na Capital. A intenção era justamente associar a marca a uma das ruas mais interessantes da Capital.

— Desde o início, o objetivo principal era agradar aos clientes mais exigentes, especialmente às mulheres. Sempre miramos alto — explica o dono Jorge, que empresta o nome à marca.

FONTE: http://zerohora.clicrbs.com.br/rs/economia/noticia/2013/09/veja-dicas-dos-empresarios-para-empreender-com-sucesso-4283785.html

“The Economist”: sem reformas, Dilma afugentou investidores

26/09/2013 às 15h0314

Por Valor

RIO DE JANEIRO – O Brasil, que estava “prestes a decolar” em capa da revista britânica The Economist em 2009, tomou um tombo e voltou ao chão, analisa, agora, a publicação, que voltou a dedicar uma capa à economia brasileira em sua edição lançada nesta quinta-feira, 26.

Em reportagem especial de 14 páginas dedicadas ao país, a Economist destaca que, depois de crescer 7,5% em 2010 — em plena crise mundial pós-quebra do Lehman Brothers — e ser escolhido sede da Copa do Mundo de 2014 e das Olimpíadas de 2016, o país cresceu só 0,9% no ano passado.

A publicação lembra, ainda, as manifestações em junho, quando “centenas de milhares tomaram as ruas nos maiores protestos de uma geração, reclamando da alta no custo de vida, serviços públicos ruins e da ganância e corrupção dos políticos”.

Na visão da revista, muitos agora perderam a fé na decolagem brasileira e diagnosticam apenas mais um “voo de galinha” — ou “chicken flight”, como publicou a Economist.

Bolsa-Família

A publicação não destaca só os momentos ruins do Brasil, também cita pontos positivos da economia brasileira, como a forte vocação exportadora de alimentos, obtida graças a “eficientes fazendeiros empreendedores”, chama o programa Bolsa-Família, do governo Lula, de “admirável”, e considera que há razões globais para a perda de força da economia brasileira, como a desaceleração dos demais emergentes, o fim da alta das commodities e do forte crescimento do crédito e do consumo.

Carga tributária

O texto, no entanto, é contundente nas críticas à presidente Dilma Rousseff. Segundo a reportagem, o Brasil fez poucas reformas durante os anos do “boom” e, além disso, o setor público é um peso muito grande para o setor privado, os gastos com previdência e aposentadoria são comparáveis aos da Europa, e as empresas enfrentam a carga tributária mais pesada do mundo.

“Impostos acrescentam 58% aos salários, e o governo tem suas prioridades de gastos invertidas”, diz a publicação.

Dilma

Por outro lado, os gastos com infraestrutura são apenas 1,5% do PIB, abaixo da média global de 3,8%, “insuficientes como um biquíni fio-dental”, compara a revista.

A publicação critica, ainda, o que chama de contabilidade criativa fiscal do governo Dilma, além do excesso de intervencionismo sobre o setor privado. “Esses problemas acumularam por gerações. Mas a sra. Rousseff tem se mostrado sem vontade ou capacidade para enfrentá-los, e criou novos problemas por interferir bem mais do que o pragmático Lula. Ela espantou investidores dos programas de infraestrutura e minou a reputação brasileira de retidão macroeconômica, ao pressionar publicamente o presidente do Banco Central a baixar juros”, diz, apontando que há, agora, a necessidade de elevar mais os juros para combater a persistente inflação.

Mapa da mina

O caminho para o Brasil voltar aos bons tempos, na opinião da Economist, é redescobrir o apetite por reformas e reformular os gastos públicos — o governo não pode recorrer ao contribuinte para conseguir dinheiro para atender as demandas dos protestos —, tornar as empresas brasileiras mais competitivas e, urgentemente, conseguir realizar uma reforma política, já que o país tem muitos partidos e, consequentemente, muitos ministérios.

“O Brasil não está condenado a fracassar; se a sra Rousseff assumir o controle do acelerador, ainda há chance de decolar novamente”, diz.

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http://www.valor.com.br/brasil/3284842/-economist-sem-reformas-dilma-afugentou-investidores?utm_source=newsletter_tarde&utm_medium=27092013&utm_term=?+economist?+sem+reformas+dilma+afugentou+investidores&utm_campaign=informativo&NewsNid=3285132#ixzz2gP8qLMhQ

The Economist : Texto original da reportagem “Has Brazil blown it?”

FONTE: http://www.economist.com/news/leaders/21586833-stagnant-economy-bloated-state-and-mass-protests-mean-dilma-rousseff-must-changeThe Economist

Brazil’s future

Has Brazil blown it?

A stagnant economy, a bloated state and mass protests mean Dilma Rousseff must change course

Sep 28th 2013 |From the print edition

FOUR years ago this newspaper put on its cover a picture of the statue of Christ the Redeemer ascending like a rocket from Rio de Janeiro’s Corcovado mountain, under the rubric “Brazil takes off”. The economy, having stabilised under Fernando Henrique Cardoso in the mid-1990s, accelerated under Luiz Inácio Lula da Silva in the early 2000s. It barely stumbled after the Lehman collapse in 2008 and in 2010 grew by 7.5%, its strongest performance in a quarter-century. To add to the magic, Brazil was awarded both next year’s football World Cup and the summer 2016 Olympics. On the strength of all that, Lula persuaded voters in the same year to choose as president his technocratic protégée, Dilma Rousseff.

Since then the country has come back down to earth with a bump. In 2012 the economy grew by 0.9%. Hundreds of thousands took to the streets in June in the biggest protests for a generation, complaining of high living costs, poor public services and the greed and corruption of politicians. Many have now lost faith in the idea that their country was headed for orbit and diagnosed just another voo de galinha (chicken flight), as they dubbed previous short-lived economic spurts.

There are excuses for the deceleration. All emerging economies have slowed. Some of the impulses behind Brazil’s previous boom—the pay-off from ending runaway inflation and opening up to trade, commodity price rises, big increases in credit and consumption—have played themselves out. And many of Lula’s policies, notably the Bolsa Família that helped lift 25m people out of poverty, were admirable.

The world’s most burdensome tax code

But Brazil has done far too little to reform its government in the boom years. It is not alone in this: India had a similar chance, and missed it. But Brazil’s public sector imposes a particularly heavy burden on its private sector, as our special reportexplains. Companies face the world’s most burdensome tax code, payroll taxes add 58% to salaries and the government has got its spending priorities upside down.

Compare pensions and infrastructure. The former are absurdly generous. The average Brazilian can look forward to a pension of 70% of final pay at 54. Despite being a young country, Brazil spends as big a share of national income on pensions as southern Europe, where the proportion of old people is three times as big. By contrast, despite the country’s continental dimensions and lousy transport links, its spending on infrastructure is as skimpy as a string bikini. It spends just 1.5% of GDP on infrastructure, compared with a global average of 3.8%, even though its stock of infrastructure is valued at just 16% of GDP, compared with 71% in other big economies. Rotten infrastructure loads unnecessary costs on businesses. In Mato Grosso a soyabean farmer spends 25% of the value of his product getting it to a port; the proportion in Iowa is 9%.

These problems have accumulated over generations. But Ms Rousseff has been unwilling or unable to tackle them, and has created new problems by interfering far more than the pragmatic Lula. She has scared investors away from infrastructure projects and undermined Brazil’s hard-won reputation for macroeconomic rectitude by publicly chivvying the Central Bank chief into slashing interest rates. As a result, rates are now having to rise more than they otherwise might to curb persistent inflation. Rather than admit to missing its fiscal targets, the government has resorted to creative accounting. Gross public debt has climbed to 60-70% of GDP, depending on the definition—and the markets do not trust Ms Rousseff.

Fortunately, Brazil has great strengths. Thanks to its efficient and entrepreneurial farmers, it is the world’s third-biggest food exporter. Even if the government has made the process slower and costlier than it needed to be, Brazil will be a big oil exporter by 2020. It has several manufacturing jewels, and is developing a world-class research base in biotechnology, genetic sciences and deep-sea oil and gas technology. The consumer brands that have grown along with the country’s expanding middle class are ready to go abroad. Despite the recent protests, it does not have the social or ethnic divisions that blight other emerging economies, such as India or Turkey.

An own goal for Dilma Fernández?

But if Brazil is to recover its vim, it needs to rediscover an appetite for reform. With taxes already taking 36% of GDP—the biggest proportion in the emerging world alongside Cristina Fernández’s chaotic Argentina—the government cannot look to taxpayers for the extra money it must spend on health care, schools and transport to satisfy the protesters. Instead, it needs to reshape public spending, especially pensions.

Second, it must make Brazilian business more competitive and encourage it to invest. The way to do that is not, as the government believes, to protect firms, but to expose them to more foreign competition while moving far more swiftly to eliminate the self-inflicted obstacles they face at home. Brazil’s import tariffs remain high and its customs procedures are a catalogue of bloody-minded obstructionism. More dynamic Latin American economies have forged networks of bilateral trade deals. Brazil has hidden behind Mercosur, a regional block that has dwindled into a leftist talking-shop, and the moribund Doha round of world-trade talks. It needs to open up.

Third, Brazil urgently needs political reform. The proliferation of parties, whose only interest is pork and patronage, builds in huge waste at every level of government. One result is a cabinet with 39 ministries. On paper, the solution is easy: a threshold for seats in Congress and other changes to make legislators more accountable to voters. But getting those who benefit from the current system to agree to change it requires more political skill than Ms Rousseff has shown.

In a year’s time Ms Rousseff faces an election in which she will seek a second four-year term. On her record so far, Brazil’s voters have little reason to give her one. But she has time to make a start on the reforms needed, by trimming red tape, merging ministries and curbing public spending. Brazil is not doomed to flop: if Ms Rousseff puts her hand on the throttle there is still a chance that it could take off again.

From the print edition: Leaders

Coca-Cola lança vídeo sobre “rato em garrafa”

Polêmica na web27/09/2013 | 10h45

Depois da polêmica e de que um rato teria sido encontrado em uma das garrafas de refrigerante da Coca-Cola, a empresa lançou um vídeo corporativo na tarde de quinta-feira para mostrar os padrões de qualidade na fabricação de seus produtos.

Apesar de não citar o caso, que se tornou viral nas redes sociais, o título do vídeo "Conheça a verdade" é um sinal de que a direção da empresa está preocupada em diminuir os danos causados à marca.

No perfil da empresa no site YouTube, onde o vídeo foi hospedado, está escrito:

"Cada garrafa de Coca-Cola passa por várias etapas de um rigoroso controle de qualidade, eliminando a possibilidade de que uma garrafa saia de nossas fábricas sem estar em perfeitas condições. E você é nosso convidado para conhecer esse processo de perto. Agende uma visita a uma de nossas fábricas :-)"

Em menos de 24 horas, o vídeo já tinha quase 70 mil visualizações.

ENTENDA O CASO:

Há 10 anos, o goiano Wilson Batista de Rezende entrou com processo na Justiça contra a Coca Cola.

Ele pediu, na época, indenização de R$ 10 mil, com base no relato de que teria consumido refrigerante contaminado e com restos de rato.

Neste mês, o caso voltou a ter visibilidade porque a TV Record relatou o caso de Wilson.

Conforme o relato do consumidor, ao tomar um gole de Coca Cola de uma das garrafas que havia acabado de comprar, sentiu a boca e garganta queimando.

Nas respostas que a Coca Cola tem dado aos comentários sobre o caso, considera "praticamente nula" a possibilidade de que um pedaço de rato passe pelo sistema de engarrafamento da bebida. Também observa que, das seis garrafas que o consumidor alega que continham pedaços de rato, apenas duas teriam sido entregues para perícia, já abertas. Analisadas no laboratório da empresa, nenhum corpo estranho tivesse sido detectado. A empresa trata o caso como "hoax" (golpe, fraude), de forma diferente de casos em que de fato ocorreram contaminações de processos produtivos.

http://zerohora.clicrbs.com.br/rs/economia/noticia/2013/09/coca-cola-lanca-video-sobre-rato-em-garrafa-4283180.html