O apelido Keko virou marca de acessórios automotivos

Empresa começou em uma garagem em Caxias do Sul e hoje fatura cerca de R$ 120 milhões

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O apelido Keko virou marca de acessórios automotivos Luizinho Bebber/Especial Presidente da Keko, Leandro Mantovani não gostava da ideia de colocar o seu apelido como nome da companhia, mas, quando viu o logotipo da empresa, acabou se convencendoFoto: Luizinho Bebber / Especial

Elio Bandeira

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Correção: Das 14h04min de 17 de agosto até as 19h05min de 18 de agosto, este site informou equivocadamente que o nome do presidente da Keko é Luciano Mantovani. Na verdade, o nome correto é Leandro Mantovani. O texto já foi corrigido.

Quando era pequeno, Leandro Mantovani tinha um apelido do qual não gostava: Keko. A brincadeira acabou virando nome de uma empresa fundada por ele, pelo pai, Henri, e pelo irmão Juliano que hoje equipa veículos de sete das principais montadoras do país. Tornou-se conhecida em mais de 20 países com o sucesso na fabricação de acessórios e equipamentos para personalização para o mercado automotivo, como bagageiros, santantônios (barra de proteção), protetores, estribos e capotas.

A trajetória da Keko começou em abril de 1986, quando Henri Mantovani decidiu deixar o trabalho em uma fábrica e usar os conhecimentos em metalurgia para começar uma atividade quase artesanal na garagem de casa, em Caxias do Sul. Com o nome de Incopema, o negócio teve o incentivo de um quarto integrante: Eduardo Mantovani, irmão de Henri. Com experiência na fabricação de painéis de decoração para carros, ele sugeriu fabricar acessórios para as picapes da época, como Veraneio, D20 e F1000.

E o primeiro investimento na indústria veio de Leandro. Aos 14 anos, ele ganhara do pai uma motocicleta, mas em poucos anos acabou trocando-a por um Fusca. Foi veículo vendido para bancar o registro da empresa e a compra de tubos, matéria-prima dos produtos. Com o início da atividade, surgiu a necessidade de uma marca que a identificasse. O apelido de Leandro gerava dúvidas, mas foi o que acabou vingando.

— Desde o início, fui reticente, mas depois que meu tio me mostrou o logotipo da empresa, não tive dúvidas de que esse era o nome — afirma Leandro, hoje presidente.

Vídeo: confira a receita do presidente da Keko para o Rio Grande dar certo

A produção ganhou impulso, no início do governo Collor, com a entrada no mercado brasileiro dos carros importados e de outros modelos de picapes. Os Mantovani desenvolveram um porta-estepe que era colocado no para-choque, para atender ao crescimento dos veículos de cabine dupla. Além disso, a empresa também conquistou um cliente importante: a Marcopolo, de Caxias do Sul, para a qual passou a produzir tubos de escapamento.

O avanço para outros mercados, como o do Exterior, surgiu do interesse pelos acessórios da empresa por parte de argentinos que visitavam as praias gaúchas. Por causa disso, a primeira exportação foi ao país vizinho. Outro nicho de mercado surgiu no final da década de 1990, quando a Keko passou a produzir santantônio e engates de reboque para a Toyota, na Argentina.

— Nas primeiras reuniões com os representantes das multinacionais, tínhamos de ter tradutores, pois ninguém na empresa falava inglês. Ainda hoje faço aulas — relata Leandro.

Apesar das dificuldades do começo, em apenas nove anos o faturamento da empresa chegou a R$ 1 milhão. Em 2012, ultrapassou R$ 120 milhões, e a expectativa é de crescer cerca de 17% neste ano. A Keko mudou de sede inúmeras vezes, lembra Leandro, mas desde 2011 está instalada em uma fábrica de 22 mil metros quadrados em Flores da Cunha, com um pouco mais de 400 funcionários.

Para o futuro, o caminho é desafiador, mas não menos ambicioso: chegar a um faturamento de R$ 300 milhões. Com filial em Camaçari (BA), a Keko estuda a instalação de um centro de distribuição em São Paulo.

Perfil

Fundação: 1º de abril de 1986, em Caxias do Sul

Localização: desde 2011, em Flores da Cunha

Descrição: acessórios para personalização de veículos

Faturamento 2012: R$ 120 milhões

Projeção de faturamento para 2013: R$ 140 milhões

Número de funcionários: 430

Principais produtos: protetores frontais, estribos, santantônio, engates de reboque, bagageiros, capotas marítimas, protetores de caçamba, protetores de porta-malas, guinchos, faróis, entre outros itens

Principais clientes: Ford, General Motors, Mitsubishi, Toyota e Volkswagen

Exportação (principais países): Argentina, Austrália, México, Paraguai, Uruguai e Colômbia

ZERO HORA

http://zerohora.clicrbs.com.br/rs/economia/noticia/2013/08/o-apelido-keko-virou-marca-de-acessorios-automotivos-4238227.html

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