Banco Central atua e acentua queda do dólar

8 de agosto de 2013 | 10h36

Agência Estado

Texto atualizado às 13h00

Luciana Antonello Xavier, da Agência Estado

O dólar abriu em queda nesta quinta-feira, 8, depois de ontem fechar no maior patamar desde março de 2009, cotado a R$ 2,31.

A baixa foi acentuada depois que o Banco Central realizou leilão de dólares no mercado futuro. O dólar é negociado hoje na faixa de R$ 2,27.

A cotação da moeda renovou a mínima por volta das 11h45, quando o Banco Central anunciou um leilão de swap cambial tradicional, que equivale à venda de moeda no mercado futuro. A oferta foi de até 20 mil contratos (US$ 1 bilhão), para dois vencimentos em 1/11/2013 3 2/12/2013.

No leilão, o BC vendeu US$ 432,3 milhões em contratos de swap cambial com vencimento em 01/11/2013 e US$ 198,6 milhões para 02/12/2013, em leilão realizado há pouco. Os valores equivalem, respectivamente, a 8.700 e 4.000 contratos.

Com a ação, a cotação da moeda norte-americana ante o real continua em queda, de 1,43% por volta de 12h56, a R$ 2,277. Na mínima do dia até agora, a moeda registrou queda de 1,47%, a R$ 2,276.

Dados

O real é fortalecido hoje pela melhora na balança comercial chinesa em julho, assim como outras moedas ligadas a commodities.

A moeda dos Estados Unidos não reagiu à divulgação dos pedidos de auxílio-desemprego na semana passada, que subiram menos que o esperado, para 333 mil, de previsão de alta para 335 mil.

Na China, as exportações aumentaram 5,1% em julho, de queda de 3,1% em junho, enquanto as importações subiram 10,9%, também mostrando recuperação em relação ao recuo de 0,7% de junho. O superávit comercial ficou em US$ 17,80 bilhões em julho, de US$ 27,12 bilhões em junho, ficando abaixo das projeções de superávit de US$ 27,20 bilhões.

Ontem, o dólar acelerou no final da sessão para fechar em alta de 0,48%, a R$ 2,31, a maior cotação desde 31 março de 2009, sem que o Banco Central atuasse no mercado. O giro financeiro na clearing da BM&F no entanto, foi bastante reduzido, de US$ 1,320 bilhão, sendo US$ 1,143 bilhão em D+2. O dólar futuro para setembro fechou a R$ 2,3260, em alta de 0,54%.

Um operador de um banco em São Paulo consultado pelo Broadcast disse que o dólar deve ter menos fôlego hoje, mas que, se isso não ocorrer, o BC poderá intervir com leilões de swap cambial.

Na China, o superávit comercial desacelerou para US$ 17,80 bilhões em julho, de US$ 27,12 bilhões em junho, ficando abaixo das projeções de superávit de US$ 27,20 bilhões. As exportações aumentaram 5,1% em julho, de queda de 3,1% em junho, enquanto as importações subiram 10,9%, também mostrando recuperação em relação ao recuo de 0,7% de junho.

Perto das 9 horas, o euro subia a US$ 1,3358, de US$ 1,3336 no fim da tarde de ontem. O dólar avançava a 96,28 ienes, de 96,33 ienes no fim da tarde de ontem.

O dólar caía ante algumas moedas de países emergentes ligadas a commodities: dólar canadense (-0,06%); dólar australiano (-0,83%); rupia indiana (-0,50%); peso mexicano (-0,49%%); dólar neozelandês (-0,19%); rublo russo (-0,09%); lira turca (-0,46%); rand sul-africano (-0,66%).

 

fonte: http://blogs.estadao.com.br/economia-tempo-real/2013/08/08/dolar-tem-dia-de-queda-influenciado-por-melhora-no-comercio-exterior-chines/

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