Após ata do Copom, mercado já fala em Selic de até 9%

Após ata do Copom, mercado já fala em Selic de até 9%

  • Documento indicou que pressão inflacionária persiste e que BC está vigilante

JOÃO SORIMA NETO (EMAIL)

Publicado:6/06/13 – 13h21
Atualizado:6/06/13 – 13h22

SÃO PAULO – A mensagem contida na ata do Comitê de Política Monetária (Copom) de que a inflação persiste mudou a expectativa de algunas analistas para a Selic, a taxa básica de juro da economia, este ano. Já há apostas de que o juro básico pode subir até 9%, ou até acima disso para conter a alta dos preços. Na semana passada, o Copom elevou a Selic de 7,5% para 8%.

A consultoria LCA está revisando sua expectativa para a Selic após a divulgação da ata do Copom. A consultoria esperava que a taxa chegasse a 8,75% até o fim do ano, mas como o documento do Copom indica que pode haver um aperto monetário mais forte, a LCA agora já aposta numa Selic de 9% ou até além disso.

No documento do Banco Central, os diretores do Copom afirmam que o cenário prospectivo para a inflação é desfavorável e que há uma tendência de elevação do índice acumulado em 12 meses, que hoje está em 6,49%, encostado no teto da meta, que é de 6,5%.

"Devido ao danos causados pela persistência do atual processo inflacionário nas decisões de consumo e investimento da população, seria apropriada a intensificação do ritmo de ajuste das condições monetárias ora em curso", diz o documento do Copom. Para os analistas, está é uma sinalização clara de que o aperto monetário será mais forte.

"Em momentos como o atual, a política monetária deve se manter especialmente vigilante, de modo a minimizar riscos de que níveis elevados de inflação como o observado nos últimos doze meses persistam no horizonte relevante para a política monetária", destaca a ata do Copom.

Para o economista da CM Capital Markets, Darwin Dib, o Banco Central deve fazer mais duas elevações na Selic, de 0,5 e de 0,25 ponto percentual, com a taxa encerrando 2013 em 8,75%, mesmo patamar esperado pelos economistas do Itaú Unibanco. No cenário do Itaú Unibanco, o economista-chefe Ilan Goldfajn estima que o IPCA em atingirá seu pico em junho, em relação os últimos 12 meses, e começa a recuar no terceiro trimestre.

"Caso esse cenário se confirme, entendemos que esta tendência levará o Copom a interromper o ciclo de alta de juros após a reunião de agosto. Desta forma, a ata de hoje é consistente com nosso cenário de ciclo total de alta 1,5 ponto percentual na taxa Selic. Esperamos uma subida adicional de 0,50 ponto percentual na próxima reunião e uma última elevação de 0,25 em agosto", aponta relatório do Itaú Unibanco.

"A ata mostra ainda elevada preocupação com o cenário para a inflação, com o balanço de riscos mostrando piora. Justamente por isso, nossa leitura é que o ritmo de 0,5 ponto percentual da última reunião poderá ser mantido na próxima reunião”, afirma relatório da Votorantim Corretora assinado pelos economistas Roberto Padovani, Eduardo Silveira, Guilherme Maia e Gabriela Szini.

A Votorantim Corretora estima que a Selic irá encerrar o ano em 8,75%,

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fonte: http://oglobo.globo.com/economia/apos-ata-do-copom-mercado-ja-fala-em-selic-de-ate-9-8609831

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