Florestal Alimentos avança em meio a doces e cavalos

Zero Hora

O Rio Grande que dá certo04/05/2013 | 16h01

Florestal Alimentos avança em meio a doces e cavalos

Conversa que culminou com a aquisição da empresa Boavistense começou em encontros de provas do Freio de Ouro

Florestal Alimentos avança em meio a doces e cavalos Caco Konzen/Especial O mercado externo está cada vez mais no foco dos negócios da fabricante de doces de Lajeado, que hoje vende 15% da produção para fora do Brasil, relata WeiandFoto: Caco Konzen / Especial

Júlia Otero

julia.otero

À primeira vista, cavalos e doces não parecem combinar. Mas a paixão pelos dois temas fez com que a empresa de doces Boavistense fosse adquirida por outra empresa de doces, a Florestal Alimentos SA. Uma amizade entre os diretores das duas surgiu em provas do Freio de Ouro e, em meio aos papos sobre cavalos, veio a ideia da compra:

– Eles (a Boavistense) estavam pensando em vender, e surgiu a casualidade de se encontrarem nessas provas, serem muito amigos, e a conversa evoluir para o negócio – comenta o diretor de marketing da Florestal, Maurício Weiand.

O executivo conta o episódio, mas não por inteiro: evita esclarecer por qual valor a Boavistense foi comprada.

A produção da Boavistense, que tinha fábrica em Erechim, foi incorporada à unidade da Florestal em Lajeado, às margens da BR-386, em 2004. Com o novo acréscimo, a empresa lajeadense aumentou o ritmo de crescimento. Apesar da incorporação, a marca foi mantida. Os funcionários de cada uma das empresas originais fazem uma competição interna que estimula o crescimento. O tipo de gestão mais focada e ágil no mercado foi fortalecido também, segundo Weiand, em 2010, com uma reestruturação acionária:

– A empresa ficou só com um acionista, o que facilitou a tomada de decisões, já que não era mais preciso buscar consenso – diz o diretor de marketing.

Fundada em 1936, a Florestal estreou no mercado com balas duras tradicionais. Hoje, o catálogo tem 350 itens, entre balas, pirulitos, marshmallows e até aperitivos salgados, como amendoins. A produção, que começou sendo vendida para os vizinhos, atualmente tem 15% do total direcionada ao Exterior, em mais de 70 países. E uma curiosidade: o continente africano representa boa parte das vendas externas da fabricante gaúcha.

– Isso ocorre porque o preço dos nossos produtos é acessível – avalia Weiand.

Buscando ampliar as vendas no mercado externo, a empresa participa de várias feiras internacionais de doces. A receita para o sucesso, no entanto, vai além. Weiand conta que a estratégia é prospectar o mercado com calma, visitando clientes, divulgando na internet e buscando nichos específicos.

O retorno do mercado provocou, em 1994, a produção de balas diet e light. Há pouco, também determinou o arrendamento de uma fábrica na vizinha Cruzeiro do Sul para fazer balas de goma.

– Nós focamos onde tem mercado a ser atendido – resume Weiand, satisfeito.

Perfil
Origem: Lajeado
Fundação: 1936
Faturamento em 2012: R$ 195 milhões, crescimento de 16% em relação a 2011
Estimativa para 2013: crescimento de 14% em relação a 2012
Marcas: Florestal e Boavistense
Fábricas: Lajeado e Cruzeiro do Sul
Número de produtos: 350
Países para onde exporta: mais de 70
Mercado externo: 15% dos produtos são exportados
Produção: 25 milhões de unidades de balas e chicletes e 25 milhões de pirulitos por dia Funcionários: 900

ZERO HORA

fONTE: http://zerohora.clicrbs.com.br/rs/economia/noticia/2013/05/florestal-alimentos-avanca-em-meio-a-doces-e-cavalos-4127040.html?impressao=sim

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