Deficit comercial de eletroeletrônicos cresce 7% no primeiro quadrimestre

28/05/2013 – 03h00

O deficit da balança comercial do setor eletroeletrônico cresceu 7,15% nos quatro primeiros meses deste ano, ante o mesmo período de 2012, segundo a Abinee (associação brasileira da indústria).

Enquanto as exportações caíram 5,41%, as importações aumentaram 4,83%. O desembarque de motores e geradores foi o que mais cresceu no quadrimestre (156%).

"A importação de produtos finais preocupa até mais [que a de componentes], porque [a compra externa] começa a aumentar em áreas onde não há necessidade", afirma o presidente da entidade, Humberto Barbato.

"Um coisa é importar o que precisa. Outra é o que fabricamos", acrescenta.

O câmbio é a principal causa para a expansão do desembarque de produtos finais, de acordo com o executivo.

Apesar de não terem registrado uma elevação significativa, os componentes continuam sendo as mercadorias mais adquiridas no exterior. No período analisado, foi importado US$ 1,9 bilhão de peças para o setor de telecomunicações -alta de 6%.

"O segmento de peças praticamente desapareceu na década de 90 por causa da concorrência com Japão e China."

Do lado das exportações, Barbato responsabiliza a crise internacional e o câmbio pela retração.

O executivo se encontra hoje com representantes do Senado para apresentar proposta que pede acordos preferenciais com países como Rússia, Nigéria e Turquia.

O objetivo é abrir novos mercados para aumentar a produção, ganhar competitividade e atrair investimentos para a fabricação de componentes no país.

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Construção reduz índice de contratação novamente

A desaceleração do setor de construção civil reduziu a estimativa de criação de postos de trabalho para 2013. É a segunda vez que isso ocorre neste ano.

A previsão inicial de alta de 4% no número de empregos caiu para 3,5% em março. Agora, passou para 3%, segundo o SindusCon-SP (sindicato do setor).

"A economia brasileira ainda está incerta e isso faz com que o volume de investimentos seja conservador", diz o presidente da entidade, Sergio Watanabe.

Os empregos na construção civil brasileira cresceram 1,11% em abril na comparação com março, quando 38,2 mil vagas foram criadas. Em abril de 2012, foram 46,4 mil novos postos.

"O desempenho do segmento no segundo semestre deste ano vai depender diretamente de como se sairá o governo em sua tentativa de reanimar o PIB. E isso não tem sido nada fácil", afirma Watanabe.

O Sudeste foi a região que mais contratou em 2013, com 18.568 novas vagas. O Centro-Oeste ficou em segundo lugar, com 8.195 postos.

"Estamos desacelerando, mas continuamos em crescimento. O índice deverá ficar no atual patamar até dezembro", acrescenta.

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Procura-se mão de obra

Encontrar técnicos qualificados é a principal dor de cabeça de empregadores no Brasil, segundo pesquisa que será divulgada hoje pelo ManpowerGroup, empresa de gestão e contratação de pessoas.

A falta desses profissionais já era a principal queixa na última edição do levantamento, realizada no ano passado.

Operadores de produção e contadores estão entre os principais postos difíceis de serem preenchidos, conforme a pesquisa de 2013.

Entre os empregadores de 42 países que foram ouvidos, os cargos de engenheiro e representante de vendas estão entre os mais apontados.

No Brasil, 68% dos entrevistados disseram que enfrentam dificuldade em encontrar talentos, quase o dobro da média global (35%).

O índice no Japão é de 85%, enquanto na Irlanda e na Espanha é de 3%.

A falta de competências técnicas e habilidades (34%), a ausência de candidatos (32%) e a pouca experiência (24%) estão entre os motivos mais comuns para a dificuldade na contratação.

O levantamento mostra ainda que 43% dos empregadores ouvidos dizem que a falta de mão de obra afeta principalmente o atendimento adequado aos clientes.

Para 39%, a escassez reduz a competitividade e a produtividade em geral. Outros 25% afirmaram que essa dificuldade resulta no aumento da rotatividade de funcionários.

As soluções mais adotadas pelas organizações do mundo todo são aumentar treinamentos e benefícios de seus profissionais. Outra opção é fazer contratos mais flexíveis.

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Resíduos rentáveis

O mercado de resíduos sólidos no Brasil cresceu 7% em 2012, segundo dados da Abrelpe (associação das empresas de limpeza pública) que serão divulgados hoje.

No ano passado, o setor movimentou cerca de R$ 23 bilhões em recursos.

"Esse crescimento deve-se à política nacional de resíduos sólidos, que está intensificando a movimentação financeira do segmento desde 2010", afirma Carlos Roberto Vieira Silva Filho, presidente da entidade nacional.

O valor é referente aos gastos das prefeituras com os serviços terceirizados de coleta de resíduos e aos investimentos feitos pelos municípios com coleta própria, diz Silva Filho.

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Semente A Golden Cargo, de logística de produtos agroquímicos, investirá em uma área de armazenagem de sementes na Bahia com capacidade para 350 mil sacas.

Guarda-roupa Secretárias-executivas entrevistadas pela Amcham (Câmara Americana de Comércio) afirmaram gastar até 10% de seu salário para comprar roupas apropriadas às ocasiões de trabalho.

Gelado A rede de sorvetes IceMellow acaba de entrar no mercado de Mato Grosso do Sul. A meta é abrir mais 12 unidades até o final do ano.

com LUCIANA DYNIEWICZ, RONALDO PASCHOALINO e FELIPE LUCHETE

FONTE: http://www1.folha.uol.com.br/colunas/mercadoaberto/2013/05/1285898-deficit-comercial-de-eletroeletronicos-cresce-7-no-primeiro-quadrimestre.shtml

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