Em encontro com Obama, Dilma critica política monetária

Presidentes não revelaram se abordaram o tema de Cuba e sua participação em futuras Cúpulas das Américas.

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Agência EFE

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Estados Unidos – A presidente Dilma Rousseff expressou nesta segunda-feira ao governante dos Estados Unidos, Barack Obama, sua preocupação com as políticas monetárias expansivas dos países ricos e argumentou que as mesmas estão prejudicando o crescimento das nações emergentes.

Após a reunião que os dois mantiveram na Casa Branca, Dilma detalhou que falou com Obama sobre a política expansiva dos EUA e da União Europeia (UE), que "em última instância conduz à depreciação do valor da moeda dos países em desenvolvimento, o que prejudica o crescimento".

Louvou o papel dos bancos centrais e, em particular, do Banco Central Europeu (BCE) "para prevenir crise de liquidez de proporções consideráveis que afetaria negativamente a todos os países".

O Governo brasileiro acusou aos EUA e à China de promover uma guerra cambial para aumentar suas exportações, o que está reduzindo a competitividade de países em desenvolvimento como o Brasil.

Em sua primeira viagem oficial aos EUA como presidente e depois que Obama visitou o Brasil em março de 2011, Dilma quis destacar que a relação entre os países "nunca foi mais forte" e defendeu por reforçá-la ainda mais.

"Fizemos enormes progressos desde nosso último encontro na relação bilateral", ressaltou Obama, que elogiou a "liderança" tanto de Dilma quanto de seu antecessor, Luiz Inácio Lula da Silva, por "retirar milhões de pessoas da pobreza" no Brasil e transformar seu país em uma voz de "liderança" na região e no mundo.

Obama sustentou que o comércio e o investimento entre os EUA e o Brasil "estão chegando a níveis recordes" e ressaltou os acordos alcançados nesta segunda-feira entre os dois países para aumentar a cooperação em defesa.

Ele comentou que falou com Dilma sobre a Cúpula das Américas do próximo fim de semana em Cartagena de Indias (Colômbia), à qual ambos assistirão, para ter certeza de que estão em "estreita cooperação" em assuntos como energia limpa, narcotráfico e segurança.

Obama e Dilma não revelaram se abordaram o tema de Cuba e sua participação em futuras Cúpulas das Américas.

Fontes oficiais brasileiras revelaram que Dilma pretendia manifestar nesta segunda-feira a Obama sua "convicção", compartilhada pela maior parte dos países latino-americanos, de que a de Cartagena deveria ser "a última" cúpula americana "sem Cuba".

Obama terá de lidar em Cartagena com o debate sobre a presença de Cuba nas próximas edições, depois que não se chegasse a um consenso para convidar esse país.

O único Governo que manifestou abertamente sua rejeição a convidar Cuba a Cartagena foi os Estados Unidos, que considera que esse país não completa com o requisito democrático que os participantes das Cúpulas das Américas estabeleceram em 2001.

Fonte: http://www.jornalnh.com.br/estados-unidos/383199/em-encontro-com-obama-dilma-critica-politica-monetaria.html

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