Lideranças condenam condutas que ferem a competitividade

Lideranças condenam condutas que ferem a competitividade
Participantes da 2ª Reunião Anual da GFCC cobram ação mais efetiva da OMC

FREDY VIEIRA/JC

Teixeira anunciou medida do Mdic em seminário na Capital

Países que desrespeitam as regras de sustentabilidade, de mercado comum e de propriedade intelectual deveriam ser responsabilizados pela Organização Mundial do Comércio (OMC). Os três quesitos compõem os dez princípios da competitividade, divulgados ontem no encerramento da 2ª Reunião Anual da Federação Global dos Conselhos de Competitividade (GFCC, da sigla em inglês), que ocorreu em Porto Alegre com lideranças de governo e de organizações não governamentais de 32 países.

O presidente do GFCC, o americano Charles Holliday, criticou a China, que não estaria seguindo os acordos da OMC e disse que "países que não cumprem as regras devem ser responsabilizados". O ministro em exercício do Ministério de Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (Mdic), Alessandro Teixeira, opinou que é preciso uma atualização mais rápida das regras da OMC. O ambiente de aumento de medidas protecionistas, em reação à crise mundial, foi apontado como um complicador para metas de maior competitividade.

A americana Deborah Smith, presidente do conselho da federação, ressaltou que a atuação de muitos países fere princípios de transparência e desenvolvimento sustentável. Ela citou que a preocupação nos Estados Unidos hoje é o impacto da crise para os investimentos das empresas na área da inovação e novos processos.

Erik Camarano, presidente-executivo do Movimento Brasil Competitivo (MBC), indicou que no Brasil os desafios envolvem a formação de recursos humanos. "Apenas 8% da mão de obra técnica formada no País é de engenheiros, enquanto na China a proporção é de 25%", contrastou Camarano.

A GFCC é uma iniciativa internacional, lançada em 2010, que reúne líderes de instituições que atuam ligadas ao tema competitividade de países em diversos estágios de desenvolvimento, entre eles, Estados Unidos, Brasil, Egito, Rússia, Coreia do Sul, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos. Pelo lado brasileiro, as instituições fundadoras da Federação são a Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI) e o MBC.

Mdic antecipa antidumping para produtos asiáticos

O governo vai antecipar medidas para punir a entrada de calçados da Malásia e Indonésia que são alvo de investigação aberta pelo Ministério de Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (Mdic). Os países são acusados por industriais brasileiros de triangular a produção que teria origem na China. Segundo o ministro em exercício, Alessandro Teixeira, a área já acionou mecanismos de antidumping provisório para "alguns casos".

Teixeira não detalhou se já há taxação e projetou que no primeiro trimestre de 2012 será dado um veredicto. O pedido de extensão da taxa aplicada para os industriais chineses desde 2010 foi feito em janeiro pela Associação Brasileira das Indústrias de Calçados e o processo aberto em outubro. A entidade desconhecia ontem a aplicação de medidas provisórias.

As medidas fazem parte do endurecimento na defesa comercial. A primeira reunião entre Brasil e Argentina após a reeleição da presidente Cristina Kischner, hoje em Brasília, deve contar com a reação em bloco à concorrência chinesa. Teixeira justificou que o intenso ingresso de produtos do país asiático gera problemas aos dois parceiros de Mercosul.

FONTE: http://jcrs.uol.com.br/site/noticia.php?codn=79394&fonte=capa

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