Momento é favorável para internacionalizar as marcas

Fernando Soares, especial para o JC

MARCO QUINTANA/JC

Copa 2014 e Olímpiadas são vitrines a ser aproveitadas, disse Angela
Copa 2014 e Olímpiadas são vitrines a ser aproveitadas, disse Angela

O atual cenário econômico vivido pelo Brasil tem chamado a atenção dos estrangeiros, podendo ser um facilitador para gerar negócios no exterior. Com a experiência de ter comandado o processo de popularização das sandálias Havaianas mundo afora, a administradora Angela Tamiko Hirata mostrou ontem alguns caminhos para alcançar o mercado externo durante palestra sobre a internacionalização das marcas no segundo dia da Semana ARP de Comunicação.

O Brasil, assim como a China, a Índia, a Rússia e a África do Sul, está na moda. Está mais fácil internacionalizar uma marca hoje do que na minha época, quando o Brasil não era tido como um país confiável”, destaca, referindo-se ao período em que exerceu a direção do departamento de comércio internacional da Alpargatas, empresa desenvolvedora das Havaianas. Ela assumiu o posto em 2001 e, a partir de então, começou a conjeturar, em equipe, estratégias para levar o produto ao exterior. Em cinco anos, o item passou a ser comercializado em 80 países, conseguindo bons índices de vendagem. Em 2005 ela se aposentou do cargo, mas presta consultoria à companhia até hoje.

Angela acredita que a Copa do Mundo de 2014 e as Olímpiadas de 2016 são vitrines que podem ser aproveitadas para criar relações internacionais visando à entrada em diferentes mercados. No entanto, as etapas até pôr o plano em prática devem ser minuciosamente calculadas. “Atravessar a fronteira e levar um produto não é como ir para outro estado. Tem que haver seriedade para fazer com que o produto tenha notoriedade. Também é necessário um trabalho de posicionamento da marca, para não torná-la mais uma”, enfatiza.

Para conquistar clientes em distintas nações, uma série de fatores devem ser levados em consideração na realização do planejamento. Entender a cultura do país alvo da ação, investir com frequência em inovação e, principalmente, manter a essência do produto são aspectos que aumentam as chances de prosperar a tentativa de atingir um novo público. “Não se pode mudar o DNA de um produto. Você deve inovar, mas tem de manter o conceito”, explica.

Por mais que não exista uma receita milagrosa para internacionalizar uma marca, Angela afirma que o empresário deve possuir duas virtudes para obter êxito. “Tem que ter muita cautela e ser ágil. Por mais difícil que seja unir essas características, tem que ser assim”, resume. Ela constata a importância do trabalho em equipe e diz que o líder deve exercer um papel-chave para potencializar o espírito empreendedor de cada funcionário.

A Semana ARP é promovida pela Associação Riograndense de Publicidade e tem como tema a indústria criativa. O evento ocorre até amanhã em Porto Alegre.

FONTE: http://jcrs.uol.com.br/site/noticia.php?codn=78170&fonte=capa

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