Cinzas do vulcão cobrem o céu de Porto Alegre

 

Quem saiu às ruas de Porto Alegre ontem dificilmente encontrou algum veículo limpo circulando pela cidade. A presença da nuvem de cinzas vulcânicas oriundas do vulcão chileno Puyehue escondeu o sol na segunda-feira e deixou a terça com uma névoa durante quase todo o dia.

De acordo com a MetSul Meteorologia, a nuvem de cinzas vulcânicas esteve mais densa na Serra, no Litoral Norte e no Leste de Santa Catarina. A previsão da empresa indica que a formação seguirá sobre o Rio Grande do Sul nos próximos dias, devendo se dispersar no final de semana.

Os depósitos de cinzas foram maiores nos locais onde a formação climática esteve mais densa, mas também ocorreu em outros locais, como a Capital. Em pontos do Litoral Norte gaúcho e do Sul catarinense a acumulação de cinzas em carros e plantas foi ainda maior porque o material de origem vulcânica se precipitou junto com chuva. De acordo com a MetSul, algo semelhante ocorreu no Estado em abril de 1993, quando o Rio Grande do Sul foi atingido pela nuvem de cinzas do vulcão chileno Lascar. Segundo os meteorologistas da empresa, a queda de cinzas de ontem e de segunda-feira foi a maior desde aquela ocasião, há 18 anos.

A permanência da nuvem atual sobre o território gaúcho se dá em razão de ela estar em baixa altitude e de as correntes de vento que “limpam” a atmosfera se formarem em altitudes elevadas. “Com a maior contração das partículas sobre o mar e em baixa altitude, o vento Sudeste a Leste trouxe uma elevada quantidade de cinzas para Porto Alegre e para o Litoral do Rio Grande do Sul”, observa o meteorologista da MetSul Luiz Fernando Nachtigall.

O aeroporto Salgado Filho acusou ontem a presença de cinzas com visibilidade de quatro mil metros à tarde. Nesta quarta-feira, as partículas seguem se dispersando no Nordeste gaúcho, inclusive na Região Metropolitana de Porto Alegre, e terão concentração maior nas costas de Santa Catarina e do Paraná.

A companhia aérea TAM cancelou 12 voos nacionais na tarde de ontem em razão do deslocamento das nuvens. A presença de cinzas vulcânicas prejudicou os voos de e para os aeroportos de Porto Alegre e Florianópolis.

Segundo a empresa, foram suspensas três partidas da Capital para Florianópolis, duas de Florianópolis para o Rio de Janeiro, duas de Porto Alegre para São Paulo, entre outras decolagens. No Salgado Filho, ocorreram, no total, ao menos 31 cancelamentos até o fim da tarde de ontem.

FONTE: http://jcrs.uol.com.br/site/noticia.php?codn=76202&fonte=capa

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