Zaffari exporta modelo de autosserviço

JOÃO MATTOS/JC

São 29 filiais entre o Rio Grande do Sul e São Paulo

A rede Zaffari forjou um modelo de supermercado porto-alegrense tipo exportação. Além de desenvolver lojas com foco em qualidade e conforto ambiental, a grife enveredou pelos grandes empreendimentos de varejo e inventou outra moda: shopping center com teatro

Quem já não se afastou por alguns dias de Porto Alegre e sentiu falta de fazer as compras no Zaffari? O jeito informal de se referir a uma das maiores grifes do ramo de supermercados do País traduz a relação que o varejo, fundado em 1960 pelos patriarcas do hoje grupo Zaffari, o casal Santina e Francisco Zaffari, selou com sua clientela. Hoje, é possível encontrar o mesmo design e padrão de qualidade nas 29 filiais, inclusive em São Paulo, onde o grupo aportou em 2008.

Antes do primeiro súper da família, que funcionou no número 2.115 na avenida Protásio Alves, no bairro Petrópolis, o casal lançou sua expertise de comércio na Vila Sete de Setembro, em Erechim, no Alto Uruguai. Isso foi em 1935 e se tratava de um entreposto de secos e molhados. Em 1947, os Zaffari expandiram a operação para Erval Grande, já com porte maior e maior variedade.

Os filhos de Santina e Francisco – Antonio, Pedro João e Marcelo – trouxeram de São Paulo o conceito de autosserviço, considerado uma inovação para a época. O foco era atender as necessidades da vizinhança. Nascia aí o DNA do grupo: zelo total no atendimento, instalações diferenciadas onde conforto e estética são imprescindíveis e seleção de itens que seguem uma qualidade própria.

O ponto que traduziu a melhor forma do modelo foi aberto no começo dos anos de 1970 na rua Bordini, que lançou o estilo Zaffari, que até hoje é badalado na política de marketing da empresa. Na composição das lojas, foram introduzidos carrinhos com lugar para crianças e entrega de compras para moradores do bairro. Nos anos de 1990, a empresa, segundo informações dos gestores, reviu algumas estruturas, sob influência da globalização, e buscou no exterior a inspiração para lançar uma nova geração de empreendimentos, o Bourbon Shopping. O supermercado viraria a âncora de um conjunto de outras lojas.

O Bourbon Assis Brasil, também na Capital, foi o precursor do formato, que tem seis unidades (Country e Ipiranga, em Porto Alegre, e outros em Novo Hamburgo, Canoas e Passo Fundo, no Estado, além da unidade da capital paulistana). O ritmo de investimentos e ampliações do grupo não param.

O próximo empreendimento a abrir as portas será o Bourbon Wallig, um prédio gigantesco erguido na zona Norte porto-alegrense, com investimento total de R$ 200 milhões.

A primeira fase estreia em 2012. Para os próximos anos, já estão engatilhadas as construções de três novos supermercados na Capital – nos bairros Mont’Serrat, Rio Branco e Santa Cecília, um shopping center em Novo Hamburgo e um hipermercado na avenida Chucri Zaidan, na zona sul paulistana. O autosserviço é uma frente. Há ainda os segmentos de cartões de crédito, agropecuário, trading e transporte (logística).

Expansão que marca o grupo desde  a abertura da primeira loja, na avenida Protásio Alves ZAFFARI/DIVULGAÇÃO/JC

Teatro lança novo conceito 

O grupo gaúcho foi o primeiro a incluir no mix de shopping center os teatros. Começou em 2001 pelo Bourbon Country, em Porto Alegre, e em 2009, com a inauguração do Teatro Bradesco no Bourbon paulista, o mais equipado e com maior capacidade de público da América Latina. O Bourbon São Paulo já havia sido recordista em aportes, valendo R$ 300 milhões. Os dois espaços foram desenvolvidos em parceria com a Opus Promoções, uma empresa gaúcha. No empreendimento paulista, está ainda a primeira sala de cinema Imax do País, ostentada como mais uma vitrine na busca de diferenciais.

As salas que recebem espetáculos nacionais e internacionais, eventos sociais e corporativos são consideradas um marco na trajetória do grupo e consolidaram a política de desenvolvimento cultural da comunidade onde o Zaffari está. Para os operadores, os teatros alavancam o negócio, ampliam as possibilidades de fluxo e de convivência nos centros comerciais.

Segundo a assessoria do grupo, a aposta na cultura alicerça a visão empresarial autossustentável e promissora. O Teatro Bradesco, por exemplo, foi construído com capital 100% privado, que tenta provar o interesse no incremento da iniciativa independentemente de leis de incentivo fiscal. Mais uma lição de uma companhia que já trilhou 76 anos de história

FONTE: http://jcrs.uol.com.br/site/noticia.php?codn=73863&fonte=nw

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