COPA 2014: Parcerias podem potencializar os negócios para o Mundial

Levantamento do Sebrae e da FGV mostra oportunidades para as pequenas empresas

ANDRÉ NETTO/JC

Farina citou o modelo adotado na Copa da África em 2010
Farina citou o modelo adotado na Copa da África em 2010

Formação de parcerias entre empresas gaúchas e internacionais, investimentos em comunicação e ampliação na prestação de serviços podem potencializar os negócios de pequenas empresas durante a Copa do Mundo de 2014. De acordo com Rodrigo Farina, gerente setorial do Comércio e Serviços do Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas no Estado (Sebrae/RS), setores da economia que serão diretamente afetados pela chegada maciça de turistas durante a Copa devem se planejar para desfrutar das oportunidades.

“É preciso que os empresários entendam de qual forma a Copa irá impactar em seus setores de atuação, para fazerem os investimentos certos nos seus negócios”, afirma. Na sexta-feira, o Sebrae/RS apresentará um mapa estadual de oportunidades para as micro e pequenas empresas dos setores de gastronomia, turismo, Tecnologia da Informação (TI), construção civil, madeira e móveis se prepararem para a Copa, durante o Encontro Sebrae de Negócios – Oportunidades para 2014, que será realizado no Hotel Plaza São Rafael, em Porto Alegre.

Um estudo desenvolvido pela Fundação Getulio Vargas (FGV) em parceria com o Sebrae Nacional apresentará aproximadamente 300 oportunidades de negócios para as empresas. Alguns pontos do levantamento apontam chances valiosas para companhias pequenas do Rio Grande do Sul.

Para os hotéis e restaurantes, as oportunidades podem estar na parceria com empresas estrangeiras dispostas a investirem no País, visando aos negócios durante e após o Mundial. Este foi um modelo bastante adotado na Copa da África, em 2010, por empresas sem capacidade de fazer grandes aportes. “Na África do Sul, alguns hotéis fecharam parcerias com grupos de investidores para construírem cabanas e receberem turistas durante a Copa”, exemplifica Farina.

Para estes empreendimentos e demais prestadores de serviços, o desfrute das oportunidades depende também de investimento na internet, inclusive marcando presença nas mídias sociais. Ter sites bilíngues e revelar sua marca em mecanismos de busca é crucial para entrar no planejamento de viagem do turista estrangeiro. A demanda por tecnologia representa uma oportunidade para pequenas empresas de TI, em bom número no Estado, para formatarem produtos adequados.

A indústria de móveis gaúcha poderá ser diretamente beneficiada pela Copa, se souber fazer os contatos certos com grandes compradores. As ampliações em hotéis e restaurantes por todo o País demandará muitos móveis sob medida, justamente o tipo de produto fabricado pelas moveleiras gaúchas. Para as empresas de construção civil, Farina recomenda acompanharem as obras públicas, outro ponto que receberá atenção durante o evento do Sebrae, e se planejarem para atender às demandas.

O encontro pretende preparar as companhias para as grandes oportunidades de ganhos durante a Copa. Outro estudo realizado pela FGV para o governo federal revela que 600 mil turistas estrangeiros virão ao Brasil no mês do torneio. Eles deverão realizar quase 2 milhões de viagens pelas cidades-sede. Outros 3 milhões de brasileiros circularão pelo País, totalizando 6 milhões de viagens. O evento deverá injetar na economia brasileira R$ 180 bilhões.

Empresários do 4º Distrito pedem melhorias na região

Patrícia Comunello

Lideranças empresariais dos bairros Humaitá e Navegantes se reuniram ontem com o prefeito José Fortunati e pediram melhorias na mobilidade e pressa nas obras na região, como a duplicação da avenida Voluntários da Pátria. O prefeito da Capital prometeu que a duplicação da avenida no trecho entre a ponte do Guaíba e o Centro começará em março de 2012. O projeto está incluído nas obras para a Copa do Mundo de 2014, mas ainda não foi remetido à Caixa Econômica Federal. Fortunati garantiu que o cronograma das obras está no prazo, mas admitiu que a contratação da execução depende do ritmo das licitações.

O presidente da Associação dos Empresários dos Bairros Humaitá e Navegantes, Thômaz Nennenkamp, indicou que os alagamentos frequentes na avenida Voluntários da Pátria geram transtornos. “Não adianta duplicar até o Centro se o tráfego parar aqui perto”, ilustrou. Ele elenca ainda a integração da região com o sistema de transporte do metrô, caso seja confirmada a obra para Porto Alegre, e de ligações como a BR-448, ao lado da Arena. O setor também quer maior flexibilidade e mudanças nos critérios de inclusão de prédios com restrições para reformas ou demolição por serem enquadrados como patrimônio arquitetônico ou histórico, mas sem tombamento.

A retomada de investimentos na região ativou planos de expansão do DC Navegantes, único shopping center na região. O representante da AJRenner, que detém 66% do empreendimento, Cristiano Renner, informou que está sendo elaborado um estudo para avaliar o potencial imobiliário no entorno para expandir a área do complexo pertencente ao grupo, com 60 mil metros quadrados. Hoje as operações do shopping ocupam apenas 22 mil metros quadrados.

Renner disse que será definido um novo plano diretor, com dimensionamento de novos fluxos de habitantes, devido aos empreendimentos residenciais em andamento, como os do complexo da nova Arena Tricolor e da Rossi, na antiga fábrica da Fiateci. “Serão investimentos para ocorrer daqui a três anos. Vamos avaliar o novo potencial dos bairros, seja para ampliação na área de vendas e serviços ou para moradias”, descreveu. Para viabilizar os projetos, o representante da AJRenner poderá buscar parceiros financeiros. A única restrição é o limite de altura, que não pode exceder 33 metros, devido à proximidade com o Aeroporto Internacional Salgado Filho.

O DC Navegantes soma 80 operações, combinando loja, voltadas ao nicho da decoração, serviços de alimentação e lazer e sedes de empresas. A superintendente do centro comercial, Marise Mendes Mariano, diz que o perfil não deve ser alterado. Hoje 200 mil pessoas circulam pelo DC ao mês. Segundo Marise, os últimos anos registraram explosão dos valores de locação na região, com altas de mais de 400% no valor do aluguel por metro quadrado. A superintendente reforçou que as obras que liberam tráfego e facilitam o acesso são imprescindíveis, além da urbanização das áreas onde ainda existem vilas.

FONTE: http://jcrs.uol.com.br/site/noticia.php?codn=72930&fonte=nw

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