Estados Unidos e Europa retomam a liderança para intercâmbio

Dólar baixo torna países atrativos para quem quer estudar

Luana Fuentefria

FREDY VIEIRA/JC

Torma pretende realizar pós-graduação em uma universidade da Itália
Torma pretende realizar pós-graduação em uma universidade da Itália

O atual cenário econômico faz de Estados Unidos e Europa lugares dispensados por boa parte dos brasileiros na busca por emprego e melhor padrão de vida no exterior, porém voltam com força como principal foco quando o assunto é educação. Esses destinos tradicionais, segundo a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), têm sido o maior interesse de estudantes universitários e de cursos de idiomas. Na feira anual Expo Estude no Exterior, realizada ontem em Porto Alegre e que reuniu instituições de 15 países, a aposta era nos estandes de universidades italianas e norte-americanas. “A procura pelos EUA voltou, porque não é mais tão difícil conseguir a documentação, nem tão caro. De um ano para cá o interesse é crescente”, conta a diretora da feira, Daniela Ronchetti, que observa que a aprovação para os vistos norte-americanos no Brasil tem chegado a 98%.

“A feira é uma boa oportunidade para desfazer o mito que se criou sobre os EUA”, ressalta a representante no Brasil da Universidade de San Diego, Ivana Bonaccorsi. Conforme ela, as instituições dão todo o aporte para a retirada do visto, concedido mais rapidamente para universitários. O mercado aquecido e o maior esclarecimento têm feito que os cursos da universidade lotem meses antes das aulas.

Nos estandes das universidades italianas Católica e Politécnica, ambas de Milão, o sucesso dos cursos se deu pela proximidade dos estudantes com a cultura, muitos com descendência do país. Ao que se soma, conforme a coordenadora do escritório internacional da Universidade Politécnica, Cristina Giurastante, a oferta de programas em inglês. Além disso, as instituições oferecem bolsas de estudos, o que fez a Politécnica, por exemplo, ter 50 estudantes brasileiros no ano passado. A situação econômica que podem encontrar na viagem não assusta os jovens. “Conseguir emprego é mais difícil, e talvez bolsas do governo, mas não para estudar”, acredita o estudante Diego Torma, que pretende aproveitar a ascendência italiana e o conhecimento do inglês para realizar uma pós-graduação na Itália.

O Brasil é o país que mais envia universitários para o exterior. No ano passado, 4,9 mil brasileiros estudaram fora (um crescimento de 14%) e a expectativa é de aumento de 35% neste ano. “Hoje está mais na nossa realidade. Antes era tudo mais longe e mais caro”, avalia a diretora da feira. Segundo ela, o contato direto com as instituições facilita a procura, o que deve ser potencializado com a rede social Edufindme, lançada na feira. A ferramenta se propõe a casar os interesses de estudantes e instituições, facilitando o contato entre eles.

FONTE: http://jcrs.uol.com.br/site/noticia.php?codn=72387&fonte=capa

FONTE:

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: