Fãs temem “efeito Mickey” com fusão entre Marvel e Disney

ANNA VIRGINIA BALLOUSSIER
ENVIADA ESPECIAL A ANAHEIM (CA)
Um cardápio com mais de 8.000 personagens da Marvel, editora de musculosos como Hulk, Homem-Aranha e os X-Men: US$ 4 bilhões.

Ganhar uma penca de fãs reclamões, desconfiados de ver seus heróis numa companhia tão “família” quanto a de Mickey? Não tem preço.

Existem coisas que o dinheiro não compra. Para todas as outras, contudo, existe o marketing -e a Disney parece bem ciente disso.

A empresa arrematou a gigante dos quadrinhos em 2009, e as primeiras grandes parcerias chegam em 2012 ao cinema (“Os Vingadores”) e à TV (a animação “The Ultimate Spider-Man”).

Para debelar críticas a esse casório, o chefe de criação da Marvel, Joe Quesada, foi à D23 em agosto -espécie de bienal em que a Disney apresenta suas novidades a fãs. Lá, ele garantiu que a corporação deu uma única instrução para a nova empresa-filha: “Apenas seja Marvel”.

Trocando em miúdos: fãs, respirem aliviados. Não vêm por aí uma Hannah Montanha, popstar que vira a cordilheira de músculos Hulk no palco, ou Cinderine, uma princesa-mutante que ganha garras de metal à meia-noite.

Mas nem todos estão convencidos. “Numa exibição hercúlea de horror, a Disney forçou Quesada a explicar o que a Marvel é e tem em comum com a Disney”, disse uma fã que se identifica como “Musa Tagarela” em seu blog.

É um camarada também falante, com camisa do Mickey, que rebate essas críticas. Quesada insiste que a liberdade criativa será total. E ficar sob a asa da Disney pode vir a calhar para peitar fortões como Superman, da DC Comics (parceira de outro grande conglomerado, a Time Warner).

Para ele, o diferencial da Marvel é saber explorar o homem por trás da máscara.

“Cada história fantástica do Homem-Aranha é, na verdade, uma história de Peter Parker. Mas chamamos de Homem-Aranha porque vende melhor.” A Disney agradece.

  Ilustração Pedro Vergani  
Fusão Disney x Marvel / Mickey x Homem-Aranha
 

TERRA DO NUNCA

Alguma coisa acontece no coração de Steven, 25, que só quando cruza a avenida Mickey com a alameda Pluto. As ruas estão na sede dos estúdios da Disney em Los Angeles, onde ele trabalha. Steven buscou o “emprego dos sonhos” ainda no colégio –topou se vestir de “Piratas do Caribe” num parque da companhia.

Como Steven, várias “crianças velhas” foram à D23, uma feira de novidades da Disney para 40 mil fãs, por três dias, com ingressos de US$ 22 a US$ 136.

É dessa “Terra do Nunca” que a taiwanesa Jessie, 20, nunca quer sair. Ela gasta dezenas de dólares por mês com produtos da Disney. “Tenho pijamas, canetas, calcinhas, tudo!”

A jornalista ANNA VIRGINIA BALLOUSSIER viajou a convite da Disney

FONTE: http://noticias.bol.uol.com.br/entretenimento/2011/08/31/fas-temem-efeito-mickey-com-fusao-entre-marvel-e-disney.jhtm

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