BC PODE ANUNCIAR NOVAS AÇÕES PARA CONTER QUEDA DO DÓLAR

O Banco Central (BC) tem tomado e continuará a tomar medidas para evitar que a queda do dólar no país gere riscos para a estabilidade econômica. A informação é o presidente da autoridade monetária, Alexandre Tombini, em entrevista ao programa Bom Dia, Ministro, produzido pela EBC Serviços em parceria com a Secretaria de Comunicação da Presidência da República.

Tombini destacou que o dólar está se desvalorizando não somente no Brasil, mas também em outros países como Chile, Canadá e Austrália. “Esse câmbio nos níveis de hoje não responde aos fundamentos da nossa economia, mas a esse processo de enfraquecimento global do dólar”, disse ele.

O presidente do BC enfatizou que o dólar “flutua para os dois lados”, ou seja, para baixo e para cima. Por isso, ele ressaltou que é preciso cautela ao assumir despesas em dólar.

Tombini disse ainda que o governo tem tomado medidas para que o fluxo de capitais entre de forma moderada no País. “O Brasil tem tomado todas as precauções para evitar o aproveitamento ingênuo desse dinheiro fácil que existe hoje no mundo. O Brasil tem adotado medidas para reduzir a velocidade de entrada desses fluxos de capitais do mundo”, comentou.

Ainda segundo Tombini, a atuação do BC para conter a inflação este ano já tem gerado efeitos que serão sentidos mais fortemente neste segundo semestre.

Este ano, o Comitê de Política Monetária (Copom) elevou a taxa básica de juros (Selic) cinco vezes. Atualmente, a Selic está em 12,50% ao ano. A próxima reunião do Copom será realizada no final deste mês.

Tombini voltou a reforçar que a inflação irá convergir para o centro da meta de 4,5% em 2012. Segundo ele, a inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em julho, que será divulgada hoje, ficará próxima do resultado de junho (alta de 0,15% no mês).

O presidente do Banco Central destacou que o auge da inflação acumulada em 12 meses será em agosto, mas entre setembro deste ano e abril de2012 ataxa deve cair 2 pontos percentuais, segundo expectativas mais recentes do mercado financeiro.

Para Tombini, o Brasil está preparado para um ambiente internacional mais desafiador.

Segundo ele, o Brasil tem hoje reservas internacionais e depósitos compulsórios, recursos que os bancos são obrigados a deixar no Banco Central, acima dos valores registrados antes da crise financeira internacional, iniciada em 2008. O presidente da autoridade monetária destacou que esses dois instrumentos – reservas internacionais e depósitos compulsórios – foram importantes para superar a crise que ocorreu há quase três anos.

 

Fonte: Diário do Comércio e Indústria

FONTE: http://www.aduaneiras.com.br/noticias/noticias/noticias_texto.asp?acesso=2&ID=21851437

 

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