O Brasil ficou pequeno

REVISTA ÉPOCA NEGOCIOS – Agosto de 2011 – Número 54

Reportagem / Resultados

Houve um tempo em que as empresas de tecnologia só podiam sobreviver com reserva de mercado. Agora elas estão indo competir com as estrangeiras lá fora

Carlos Rydlewski

 

Stefanini criou um império de TI: “Meus clientes são globais. Eu também preciso ser”

Pergunto a Marco Stefanini, um ex-geólogo e ex-analista de sistemas, por que ele decidiu criar uma empresa global. O empresário faz uma breve pausa, leva o indicador direito ao cocuruto ligeiramente grisalho (trata-se de um homem de 50 anos), coça e diz: “Bem, eu gosto de viajar”. Gosta de viajar? Caramba. A Stefanini IT Solutions, uma prestadora de serviços na área de tecnologia da informação, está presente nos Estados Unidos (Fort Lauderdale, Atlanta, Nova York, Chicago, Davenport e Detroit), no Reino Unido (Londres, Bracknell, Brentwood e Solihull), no Canadá (Toronto e Montreal), na Romênia (Bucareste, Galati e Sibiu), na Polônia (Varsóvia e Cracóvia), na China (Xangai e Nanjing), na Índia, em Angola, na Alemanha… Melhor resumir: são 28 países, em muitos deles com mais de uma filial. Haja disposição para o turismo.

A versão Stefanini do mapa-múndi não impressiona apenas pela capilaridade. Produz uma coleção de números de tirar o fôlego. O exterior é a fonte de 36% do faturamento (R$ 1 bilhão em 2010) e 37% dos funcionários da empresa. Esses são índices semelhantes aos percebidos em gigantes internacionais como Vale, Petrobras, Gerdau e Odebrecht. Há mais. Ela é a companhia nacional com maior percentual de ativos fora do país (67,7%).

Com essas credenciais, assumiu, no início de julho, o posto de vedete entre as multinacionais brasileiras. Saltou da 17ª para a segunda posição no ranking de companhias transnacionais com sede no Brasil. A lista é elaborada pela Fundação Dom Cabral, um centro de pesquisas corporativas de Belo Horizonte. De acordo com o estudo, a empresa apresentou a maior taxa de crescimento fora do país, entre quase 50 firmas consultadas. Avançou 223%. A média nacional? 12,9%.

O desempenho da Stefanini está inserido em um movimento maior. Um grupo substancial de empresários brasileiros voltou a investir em operações fora do país. O fenômeno foi detectado pelo Banco Central. O investimento brasileiro direto no exterior, principal termômetro da internacionalização das empresas nacionais, vinha caindo desde o fim de 2008 (quando eclodiu a crise americana). Alcançou US$ 11 bilhões em 2010. Foi o terceiro maior aporte de recursos fora do Brasil desde 1994.

Os especialistas analisam a retomada de vários ângulos. A conjuntura é propícia para abrir negócios em outros países. Nos Estados Unidos, por exemplo, a economia já não patina tão feio (pelo menos até o fechamento desta edição). Em contrapartida, o preço das empresas e outros ativos (escritórios e contratos) mantém-se convidativo. O real valorizado é outro fator a aumentar o poder de compra das companhias brasileiras. Há, porém, outra explicação: para algumas empresas, o Brasil ficou pequeno.

 

Escritório da Ci&T,em Campinas. Agestão das equipes segue o conceito Lean, da Toyota

 

A STEFANINI É ASSIM

Foi criada em 1987,em São Paulo. Hoje, atua em 28 países. “Falamos 32 idiomas”, diz Marco Stefanini. Ela presta serviços de TI, como help desk e gestão de softwares corporativos.

O faturamento foi de R$ 1 bilhão em 2010. Ele triplicou nos últimos três anos. Em 2011, deve chegar a R$ 1,3 bilhão.

36% da receita da empresa tem origem no exterior. No total, 67,7% dos ativos também estão fora do Brasil.

Dos 13,6 mil funcionários, cerca de 4 mil trabalham nas filiais espalhadas pelo mundo.

Foi de 223% o avanço do índice de globalização da empresa em2010. A média nacional ficou em 12,9%.

US$ 90 milhões foram investidos nas últimas aquisições internacionais, entre dezembro de 2010 e fevereiro. Ela comprou duas companhias nos Estados Unidos e uma na Colômbia.

 

Balanço 1:
As empresas brasileiras vivem uma nova onda de internacionalização. Desta vez, o fenômeno inclui empresas de TI – como a Stefanini, que tem dois terços de seus ativos no exterior

 

César Gon, fundador da Ci&T. Ele anda tanto pela empresa que nem tem sala própria

 Sair para inovar

Não é a primeira vez. Em 2006, grandes corporações desembarcaram no exterior como os sacoleiros chegam a Miami – compravam tudo. Saíram em busca principalmente de novas fontes de matérias-primas ou plantas industriais. Só assim conseguiram enfrentar suas rivais globalizadas. O caso mais chamativo foi a aquisição da canadense Inco pela Vale, um negócio de US$ 17 bilhões que transformou a mineradora nacional na segunda maior do planeta.

Desta vez, porém, o fenômeno é diferente: traz um número crescente de companhias de tecnologia (caso da Stefanini). “Essa mudança é tão inesperada quanto promissora”, afirma Luís Afonso Lima, presidente da Sociedade Brasileira de Estudos de Empresas Transnacionais (Sobeet). “Nunca fomos fortes nesse setor. Se essas empresas se firmarem nos novos mercados, não vão somente ganhar mais dinheiro. Vão ampliar a sua capacidade de inovação e aprimorar seus métodos de gestão.” É assim: quem se arrisca mundo afora, tem de evoluir.

Aqui, podemos voltar à história do nosso turista acidental. É óbvio que Marco Stefanini não conquistou 28 países a passeio, trajando bermudas, camisa florida e uma câmera na mão. (Embora seja realmente um viajante fanático. Já esteve em 88 países. Quer conhecer 100. “Acho que dá”, diz.) A internacionalização é na atualidade o principal propulsor da empresa, que monta serviços de help desk e faz a gestão de softwares administrativos. E ela tem avançado em um ritmo estonteante. Difícil imaginar que tenha sido fundada em 1987, na casa da família, como uma espécie de fonte alternativa de renda.

Stefanini formou-se em geologia pela Universidade de São Paulo (USP) no início dos anos 80. “Eu não queria seguir uma carreira tão voltada para exatas, como engenharia, nem tão para humanas, como história”, afirma. “Virei geólogo.” Não passou mais de um mês como tal. Chegou a trabalhar em uma mina no interior de Goiás, mas mal lembra o que ela produzia. Sabe que desistiu da profissão assim que o chefe lhe ofereceu uma passagem “só de ida” para a área de escavação. Literalmente, ele saiu do buraco.

Depois disso, fez um curso de analista de sistemas, numa época em que as instituições financeiras caçavam profissionais para o setor de tecnologia da informação (TI). Stefanini ingressou no Bradesco. O trabalho não era ruim, mas o pacote de regras incomodava. “Éramos obrigados, por exemplo, a fazer a barba todo dia”, diz. “Quando deixei o banco, fiquei 17 anos sem me barbear.” Saiu para prestar serviços de TI como autônomo, mas não era exatamente a realização de um sonho. “Não posso dizer que gostava do que fazia”, afirma. “Me adaptei. A vida é assim: a gente aprende.” E ele é assim: prático.

As empresas brasileiras estão aproveitando a crise americana
e o real valorizado para ir às compras no exterior
A primeira experiência internacional deu-se em 1996, com a abertura de um escritório comercial na Argentina. Foi um fiasco. Deu tudo errado, a começar pela escolha do sócio. Em 2000, retomou a estratégia, agora pinçando pessoas de confiança para os postos-chave das filiais. As últimas aquisições, entre o fim de 2010 e março deste ano, alçaram a empresa ao topo do ranking das multinacionais brasileiras. Nessa última leva, foram absorvidas as americanas TechTeam e CXI, além da colombiana Informática & Tecnologia.

O resultado mais palpável desse avanço está no faturamento. Somava R$ 200 milhões em2007. Aprevisão para este ano: R$ 1,3 bilhão. Quase sete vezes mais. Em quatro anos. “Os grandes contratos de TI da atualidade são globais”, diz Stefanini. Uma multinacional americana ou europeia quer ter os mesmos fornecedores no mundo todo. E quem define o nome do prestador de serviços é a matriz. “Se você não está perto do centro de decisões, não consegue concorrer”, diz. “Além do mais, um brasileiro nesse ramo, sem presença internacional, é considerado um Zé Mané.”

Marco decidiu deixar de ser Zé após perder clientes para os quais trabalhava no Brasil, com preços competitivos, mas não mantinha vínculos no exterior. Hoje, acumula 32 contratos globais, com empresas como Johnson & Johnson e Santander. “O mercado americano de TI é 20 vezes maior que o brasileiro”, diz. “Isso quer dizer que cada passo dado lá fora corresponde a 20 passos no Brasil. A vantagem de estar no exterior é muito grande.”

 

A CI&T É ASSIM

A empresa foi criada em 1995, em Campinas, por um grupo de jovens engenheiros da computação. Ela faz aplicativos para grandes companhias.

R$ 130 milhões foi o faturamento no ano passado. Ele aumentou 42% em relação a 2009. Este ano, deve crescer em ritmo semelhante.

35% da receita vem do exterior, sendo 80% proveniente dos Estados Unidos, 10% da Europa e 10% da Ásia.

US$ 500 mil serão investidos na nova unidade da empresa na Argentina. Ela vai atender ao mercado latino dos Estados Unidos.

1,3 mil é o número de funcionários da companhia. Do total, 20% deles trabalham no exterior.

A milésima funcionária virou um símbolo da globalização da empresa. Ela é russa e trabalha na China (para uma companhia brasileira).

 

Balanço 2:
O principal motivo para investir fora do Brasil é ter acesso aos grandes contratos de empresas globais. Para isso, é preciso estar perto (e falar a língua) dos clientes

 

Jarbas Castro, presidente da Opto: “O mercado internacional não aceita amadores”

 Pequena, mas invocada

A Ci&T, com sede em Campinas, no interior paulista, também quer um pedaço desse bolão internacional. Ela desenvolve aplicativos, como os softwares usados em smartphones e iPads, mas para grandes corporações. Trata-se, porém, de uma empresa pequena em comparação com a Stefanini. Tem receita anual de R$ 130 milhões (um zero a menos). Dessa quantia, 35% vem do exterior (80% dos Estados Unidos, 10% da Europa e 10% da Ásia). É um percentual expressivo.

Como consegue? Ela criou uma espécie de contraponto ao mercado global. A maior parte dos desenvolvedores de softwares internacionais enxerga somente um parâmetro: o custo. “Minha estratégia é não brigar por preços”, diz o engenheiro da computação César Gon, executivo-chefe e um dos fundadores da companhia. “Ofereço soluções diferenciadas.” Nem poderia ser diferente. No capítulo programas baratos para computadores, a concorrência estrangeira é imbatível. Um produto que custa US$ 1 para ser desenvolvido nos Estados Unidos sai por US$ 0,80 no Brasil. Na Índia, é feito por US$ 0,40 e, nas Filipinas, por US$ 0,20.

Por conta dessa disparidade, Gon só usa termos como criatividade e personalização ao falar de questões estratégicas. Isso quer dizer que, se estivesse no ramo de roupas, veria os indianos e filipinos produzindo camisetas baratíssimas, mas sempre brancas e com o mesmo design. Ele ofereceria, então, estampas variadas e cortes customizados. Mas só criatividade não basta para concorrer. O executivo vale-se também de uma administração filosoficamente enxuta. Aplica no ramo de TI os princípios desenvolvidos pela Toyota para o setor automotivo – o conceito Lean de gestão, moldado para oferecer velocidade nos processos e redução de despesas.

As equipes da Ci&T são divididas em pequenas células com no máximo dez pessoas. Formam unidades autônomas. Têm designers, programadores, pessoas que lidam com áudio e vídeo. Enfim, tudo o que for necessário para desenvolver um software. Caso o grupo enfrente uma dificuldade excepcional em segurança, por exemplo, chama-se um especialista. “Mas ele não resolve o problema”, diz Gon. “Ensina os integrantes da célula a resolvê-lo.” Segundo Gon, essas práticas levaram a uma queda de 25% nos custos e ao acréscimo de 50% na qualidade dos trabalhos. A preocupação com fluxo contínuo é tão grande que Gon não para de andar pela empresa. Ele não tem nem sala própria.

O envolvimento dos funcionários é outro pilar do modelo de gestão da empresa. A Ci&T emprega 1,3 mil pessoas, com média de idade de 27 anos. Hoje, oito em cada dez funcionários são brasileiros, mas a ideia é tornar o perfil da mão de obra cada vez mais multicultural. No ramo de TI, conta pontos quem fala a língua dos clientes. Em maio, a empresa inaugurou um polo de desenvolvimento de softwares na Argentina, onde prevê investir US$ 500 mil em três anos. O objetivo é usar o novo centro (e o espanhol ali falado) para atender à porção latina do mercado dos Estados Unidos. A Ci&T também está presente na China, na Inglaterra e no Japão.

 Músculos para competir

Na visão de Gon, de 39 anos, a internacionalização é algo inevitável para as firmas brasileiras de tecnologia da informação. Pelo menos, para aquelas que pretendem sobreviver. “A TI é a coisa mais sem fronteiras do mundo”, diz. “Sempre achei isso, mesmo antes de fundar a empresa, em 1995, quando terminei meu doutorado. Não faz o menor sentido atuar nesse ramo sem ser global.” A milésima funcionária contratada pela Ci&T foi escolhida com atenção para ser uma espécie de símbolo dessa visão. Yulia Eniseyskaya é russa, trabalha em Ningbo, na China, e (claro) para uma empresa brasileira. “Acho toda essa diversidade fantástica”, diz a moça. “Cresço muito lidando com culturas tão diferentes.”

A Ci&T também. O faturamento aumentou 42% no ano passado. Deve avançar em ritmo semelhante este ano. Gon acredita que a internacionalização funciona cada vez mais como uma espécie de academia, daquelas cheias de pesos e esteiras, para fortalecer os músculos da empresa (mesmo os que só são usados no mercado interno). “Hoje, eu não temo a concorrência de indianos ou filipinos, principalmente no Brasil”, afirma. “Ao sair do país, reduzi minha dependência do mercado brasileiro e aprendi a competir com as outras companhias do setor.”

Essa também é a meta da Opto Eletrônica, instaladaem São Carlos, a230 quilômetrosda capital paulista. Mas ela vive em uma espécie de encruzilhada da internacionalização. A companhia esbanja tecnologia e domina o comércio nacional em alguns segmentos de equipamentos médicos. No país, porém, não tem como crescer. “Como inovamos muito, investimos constantemente em pesquisa”, diz Jarbas Castro, de 57 anos, um dos fundadores da empresa, criada em 1986. “Mas essa conta é cara e não se sustenta só com o mercado brasileiro.” O Brasil ficou minúsculo para a Opto.

A tecnologia da empresa de São Carlos vai além dos softwares. Isso fica evidente para os visitantes da “sala limpa” (o nome deveria ser “limpíssima”), inaugurada em 2006, ao custo de R$ 2 milhões. Tem o tamanho da grande área de um campo de futebol e um pé-direito com mais de10 metrosem alguns trechos. É mil vezes mais limpa que uma sala cirúrgica. Nesse espaço, é proibido até usar lapiseira. O pozinho do grafite produzido pelo contato com o papel pode provocar estragos irreversíveis nos equipamentos.

 

 Visão da Amazônia

Tamanho cuidado é necessário porque o espaço abriga uma das principais criações da Opto: uma câmera, acoplada a um software. Não é uma câmera como as que você usa para tirar fotos: ela pesa 120 quilos e tem1 metrode comprimento. Vai ser embutida no satélite Amazônia-1, com lançamento previsto para abril de 2013. O equipamento visa a monitorar a floresta brasileira a uma altitude de753 quilômetros. Este não é o único produto da empresa cuja tecnologia é dominada por um punhado de no máximo seis países. A Opto faz coisas como cabeças para mísseis guiados por laser e miras termais (que identificam o alvo pelo calor do corpo).

Esses, óbvio, não são produtos populares. Mas o conhecimento acumulado nas áreas espacial e militar (em óptica e eletrônica) foi despejado em outros setores. Eles incluem lentes, microscópios e equipamentos médicos para exames oftalmológicos. É nesses casos que o mercado nacional está saturado. No exterior, a situação é oposta. A participação da empresa é minúscula, gira em torno de 2%. Há, portanto, muito terreno a explorar. Aqui, o raciocínio de Marco Stefanini sobre o mercado global também é válido. Se a empresa de São Carlos crescer um ou dois pontos percentuais fora do país, seu faturamento pode quadruplicar.

A Opto tem três bases no exterior. Há um escritório comercial em Miami e uma fábrica em Guadalajara, no México. A experiência internacional mais interessante, contudo, acontece em Adelaide, na Austrália. Ela mostra que a vida pode ser dura para quem se arrisca no exterior. Castro aventurou-se em 2006. Queria fazer do continente um trampolim para lançar lentes e aparelhos oftalmológicos na Ásia, na Europa e nos Estados Unidos. Não deu certo. “Tínhamos qualidade, mas nos faltava uma marca forte”, diz. “Nossos produtos concorriam com verdadeiros ícones globais, como as lentes Carl Zeiss.”

É mais fácil crescer fora do Brasil. Só o mercado americano
de tecnologia é 20 vezes maior que o nacional
A empreitada australiana sofreu uma guinada radical no fim do ano passado. Foi vendida para uma companhia inglesa, que continuou a representar a empresa brasileira no exterior. O valor do negócio não foi divulgado, mas superou os U$S 10 milhões. E, o melhor, deu certo. Com apenas um lote de produtos encomendado pelo novo parceiro este ano, a Opto aumentou em 30% o faturamento. “Não tínhamos experiência global e nem contatos para alcançar esses resultados sozinhos”, diz Castro. “Agora, vamos transformar nossos negócios com os parceiros britânicos numa joint venture.”

O avanço recente das multinacionais brasileiras não se restringe a empresas de tecnologia. Outras também deram passos pesados nessa direção. É o caso da petroquímica Braskem. No ano passado, arrematou a petrolífera americana Sunoco Chemicals por US$ 350 milhões. Levou três indústrias e um centro de pesquisas em Pittsburgh, na Pensilvânia. Está investindo mais US$ 2,5 bilhões na construção de quatro fábricas no México para produzir etileno, em parceria com o grupo mexicano Idesa. O conglomerado deve estar pronto em 2015. Os bancos brasileiros também aumentaram seus negócios no exterior, com especial destaque para o Banco do Brasil. Até franquias, como a Via Uno e a Showcolate, entraram nesse jogo de War corporativo.

Mas o salto da Stefanini, as estratégias globais da Ci&T e as incansáveis (e necessárias) tentativas da Opto de ganhar espaço em solo estrangeiro mostram uma mudança de conteúdo. Elas não são as únicas. Companhias de TI, como a Totvs e a BRQ, além de empresas de automação, como a gaúcha Altus, seguem a mesma trilha. “Quando essas empresas saíam do país, normalmente iam para a América Latina, ou China e Taiwan”, diz Lívia Barakat, da Fundação Dom Cabral. “Agora, vão para lugares muito mais variados.” É o melhor jeito de um país ficar pequeno – apenas na comparação com a disposição de seus empreendedores.

 

A OPTO É ASSIM

A empresa foi criada em 1986,em São Carlos(SP), por um grupo de físicos da USP. Atua nas áreas aeroespacial, militar, de lentes e aparelhos médicos.

R$ 80 milhões foi o faturamento da companhia em 2010. Este ano deve chegar a R$ 100 milhões.

17% da receita é investidoem pesquisa. A média das empresas de tecnologia é 4%.

350 é o número de funcionários. São 60 pesquisadores, sendo 14 Ph.Ds. e outros 24 mestres. Emprega metade dos doutores brasileiros em óptica.

Tem atividades em três países: Estados Unidos, México e Austrália.

As câmeras criadas pela companhia paulista vão equipar três satélites: os CBERS 3 e 4 e o Amazônia-1, que será usado no monitoramento da floresta brasileira.

 

Balanço final:
Os vários casos de internacionalização mostram uma mudança de conteúdo. São empreendedores nacionais investindo não só em mercados, mas em inovação

 

FONTE: http://epocanegocios.globo.com/Revista/Common/0,,EMI254250-16642,00-O+BRASIL+FICOU+PEQUENO.html

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