Copa 2014 e Oportunidades : quais profissões estarão alta nos próximos anos?

Grande demanda deverá ser gerada pela realização da Copa do Mundo de 2014 e da Olimpíada de 2016.

Adair Santos / Foto: Luís Félix/GES

Novo Hamburgo

  – Quais as profissões que deverão estar em alta nos próximos anos em função da grande demanda que será gerada pela realização da Copa do Mundo de 2014 e da Olimpíada de 2016? O ABC Domingo ouviu especialistas para antecipar algumas das funções que terão maior procura

 Eventos de nível mundial que exigirão massivos investimentos em infraestrutura e em qualificação. A Copa de 2014 e a Olimpíada de 2016 que o Brasil sediará já estão aquecendo o mercado de trabalho no Estado, principalmente na área da construção civil. Porém, olhando mais à frente, quais as profissões que estarão em alta em função desses dois eventos, em um período de três a sete anos, aumentando as chances de sucesso profissional e financeiro?

O ABC Domingo ouviu especialistas no tema para antecipar quais áreas estarão supervalorizadas em função da Copa e da Olimpíada – e que abrangem uma gama muito maior do que as óbvias funções de intérprete, engenheiro civil ou juiz de futebol. Dá tempo de começar e até concluir uma faculdade ou, ainda, realizar um curso de especialização para fazer um ‘‘upgrade’’ na carreira de quem já está no mercado.

A julgar pela grande demanda, haverá espaço para profissionais de diversas áreas e com níveis de formação que vão desde o técnico até o superior. Quem sabe falar outra língua, além de Português, já larga em vantagem. ‘‘Não apenas o Inglês, mas também o Espanhol, o Alemão e o Mandarim serão muito valorizados’’, prevê a professora da Unisinos Ana Cláudia Bilhão, que leciona as disciplinas de Formação Profissional do Administrador e Oficina de Planejamento da Carreira. Atualmente, os alunos dos semestres iniciais já são direcionados às áreas de atuação específicas existentes no curso de Administração.

Diretor de uma empresa de recursos humanos na Capital, Jonas Kaffka ressalta que, além de profissionais do setor de infraestrutura, como engenheiros, e de áreas técnicas, há demanda crescente em toda a rede gastronômica e turística. ‘‘Profissionais que podem atender adequadamente aos turistas, desde taxistas treinados até tradutores, serão bastante valorizados’’, explica.

Mas algumas necessidades já podem ser observadas no presente: hoje já há carência de profissionais de alguns setores. ‘‘Temos que ‘importar’ de outros Estados engenheiros e profissionais em tecnologia de informação’’, revela. Essas são, portanto, duas profissões supervalorizadas. ‘‘Já há empresas aqui no Sul realizando reposicionamentos estratégicos para não perderem seus funcionários para concorrentes de outros Estados’’, enfatiza Kaffka.
Além dos dois eventos esportivos, o crescimento da economia torna atrativas algumas profissões não apenas pela ampla procura por parte da iniciativa privada, mas também pelo setor público – estatais como a Petrobras, por exemplo, têm grande demanda por profissionais das mais diversas áreas.

O bom é falar outra língua

Falar Inglês fluentemente – e não apenas o “enrolation” – para ganhar muito dinheiro. As línguas estrangeiras registram crescente procura não apenas entre os jovens, mas também por profissionais de diversas áreas que já estão no mercado de trabalho. “Falar Inglês é essencial, pois trata-se de uma língua universal. Mas é preciso falar com fluência, expressando-se adequadamente e fazendo-se entender”, observa a diretora da Wizard de Campo Bom, Helena Campelo. Também há aumento na procura por Espanhol, Alemão e Italiano.
A estudante Catiele Rodrigues, 15 anos, residente em Campo Bom, já está de olho nas oportunidades que virão com a Copa e com a Olimpíada. Ela frequenta curso particular de Inglês desde os 9 anos de idade e sonha em ser veterinária. Mas até lá, inclusive para pagar a faculdade, pretende ganhar dinheiro com esta língua estrangeira. “Falar outra língua é muito importante, principalmente no setor do comércio. No futuro, quero aproveitar para trabalhar como guia ou intérprete e, se for rentável, talvez até siga uma profissão nessas áreas”, garante ela, que é atendente em uma loja.

OPORTUNIDADES
Já Raquel Amanda da Costa, 16, também residente em Campo Bom, começou a cursar Inglês há meio ano com a meta específica de viajar aos Estados Unidos daqui a dois anos. “Mas sei que é importante não apenas para eu me comunicar, mas para escolher a minha profissão no futuro. A Copa que será realizada no Brasil vai abrir muitas oportunidades”, considera.
O estudante de Direito Vinícius Soares de Lima, 21, vislumbra diversas possibilidades profissionais nos eventos esportivos que ocorrerão no Brasil. Ele cursou Inglês durante quatro anos e meio e, inclusive, já deu aulas particulares. Agora, pretende dedicar-se ao Francês.
Lima planeja formar-se em 2013, utilizando-se desta base para realizar o sonho de seguir a carreira diplomática. “O Inglês é importante por ser uma língua falada em todo o mundo e, o Francês, pelo fato de ser a língua oficial da diplomacia”, explica. Na avaliação dele, a Copa e a Olimpíada ampliarão o leque de opções profissionais para advogados nos campos do Direito Internacional e Relações Internacionais. “O aumento do número de turistas vai ampliar as possibilidades profissionais para quem tiver qualificação”, avalia.

Cursos tradicionais em baixa

Os cursos de nível superior que faziam sucesso no passado não necessariamente serão os mais procurados nos próximos anos. A pró-reitora de Ensino da Feevale, Inajara Vargas Ramos (foto), observa que o mercado está fazendo um movimento diferente do que vinha registrando. “Cursos como Administração e Direito, que tradicionalmente são os mais procurados no País, apresentam uma pequena queda de 10% e 6%, respectivamente, dando lugar a Arquitetura e Engenharia. Há forte tendência de que esses cursos estejam em posições ainda mais acima no ranking, enquanto outras áreas devem se estabilizar”, acrescenta.

Ela reforça o grupo dos que defende que os setores de serviços e de turismo crescerão significativamente, mas faz uma ressalva. “O que nos preocupa em relação à questão dos serviços é de que não aconteça o mesmo observado na África do Sul, em que houve crescimento, mas posteriormente um recuo, voltando aos patamares anteriores”, opina.
Por fim, ela aposta que os ramos da comunicação, tecnologia (incluindo aí as engenharias) vão registrar um “boom”. “Hoje já não temos profissionais e a tendência é que a procura aumente ainda mais”, prevê.

NÚMEROS

A realização da Copa do Mundo e da Olimpíada deve movimentar a economia brasileira em grande escala:

5 milhões

Esse é o número de empregos que o Instituto Brasileiro de Turismo (Embratur) estima que serão criados com os eventos esportivos mundiais sediados no País em 2014 (Copa do Mundo) e em 2016 (Olimpíada) e uma política específica de atração de visitantes procedentes do exterior.

R$ 27 Bilhões

É o valor que a construção de arenas multiuso e obras de infraestrutura urbana consumirão em verba pública até o início da Copa de 2014.

Leia reportagem na íntegra na edição impressa do jornal ABC Domingo

FONTE: http://www.jornalnh.com.br/Oportunidade/330754/Copa-de-portunidades:-quais-profissoes-estarao-alta-nos-proximos-anos?.html

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: