Exportação de talheres da China é investigada

A Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério do Desenvolvimento abriu ontem investigação para apurar denúncias de prática de dumping nas exportações de talheres de aço inoxidável da China para o Brasil. O pedido foi feito pela indústria Tramontina, de Carlos Barbosa. A diferença entre o valor normal do produto e o preço de exportação foi de US$ 35,74 por quilo, segundo apurou a Secex ao analisar as operações registradas entre julho de 2009 e junho de 2010.

A secretaria ainda constatou que a entrada dos produtos chineses no Brasil contribuiu substancialmente para a redução das vendas da indústria doméstica no mercado nacional. A queda nas vendas só não foi maior porque a indústria nacional cortou seus preços. Praticar dumping é vender no mercado brasileiro uma mercadoria com preço abaixo do praticado no país de origem do produto.

A comprovação do dumping é feita comparando o preço de exportação e o valor de venda do produto no mercado onde é produzido. Mas, se o país investigado não for considerado economia de mercado – caso da China -, a referência de preço será a de um produto similar fabricado em um terceiro país.

A Tramontina sugeriu como parâmetro os preços das exportações de talheres pela Alemanha. No entanto, a Secex entendeu que a comparação não era apropriada porque os produtos alemães são de alto luxo, o que eleva o valor da mercadoria. A Itália foi escolhida por ser o terceiro maior exportador de talheres do mundo.

Com base no preço médio das exportações italianas para os Estados Unidos, o preço considerado normal foi de US$ 39,22 por quilo, mas o valor das exportações de talheres da China para o Brasil foi de US$ 3,48 por quilo.

Outra investigação solicitada pela Tramontina também está em curso desde dezembro para apurar a prática de dumping nas exportações de panelas da China e da Índia para o Brasil. Em entrevista ao Jornal do Comércio no dia 26 de maio, o presidente da companhia, Carlos Tramontina, criticou a concorrência dos países asiáticos. “O preço de cinco unidades chinesas equivale a uma das nossas”, comparou o empresário na ocasião. Os conjuntos de panelas da China ingressam no País a R$ 39,00 e R$ 40,00. Segundo o executivo, o concorrente já ocupa espaço significativo das vendas.

Recentemente, a companhia investiu cerca de R$ 20 milhões na duplicação da fábrica de panelas inox. Além do mercado interno, a Tramontina vende 30% de seu portfólio para 120 países. Atualmente, a empresa gaúcha exporta 100 mil panelas por mês, de um total 400 mil panelas fabricadas mensalmente. Com o avanço asiático, a empresa poderá deixar de vender internamente 1,1 milhão de unidades.

Já no segmento de talheres, para se ter uma ideia, a cada dia, saem das linhas de produção da companhia 200 mil facas. A marca lançou em 2010 uma linha completa de churrasco com quase 100 itens, incluindo facas e travessas de aço inox.

FONTE: http://jcrs.uol.com.br/site/noticia.php?codn=64870&fonte=news

 

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