Os celulares da Coreia do Norte

Num país onde existe um controle governamental pelo regime político,  há uma vigilância constante sobre os meios de comunicação. Com certeza, o intuito principal é não aproximar a população de idéias contraditórias à imagem do governo, como aconteceu com a revolução digital do Egito.

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Número de usuários de telefonia móvel explodiu no país – 50% de crescimento entre 2009 e 2010 – e pode ter colocado governo comunista em alerta

REDAÇÃO ÉPOCA

A internet não funciona, ligações internacionais são proibidas, a renda per capita é menor que a do Senegal e da Costa do Marfim. Mesmo assim, o número de usuários de celular na Coreia do Norte está explodindo. De acordo com um oficial do governo da Coreia do Sul, o número de usuários chegou a 450 mil em 2010, um crescimento de 50% em relação ao ano anterior. Não que isso signifique um aumento no acesso a informações do exterior, mas essa invasão tecnológica não deixa de preocupar o regime do ditador Kim Jong Il.

A rede de telefonia disponível no país, da egípcia Orascom Telecom, limita o serviço de chamadas internacionais e os usuários são vigiados. O acesso a internet nos aparelhos também é limitado. Além disso, celulares mais modernos são proibidos no país. Esses dispositivos podem ser conseguidos apenas contrabandeados da China, uma das principais formas de entrada de informação no país comunista – DVDs, celulares, modens 3G e outras mercadorias cruzam as fronteiras da Coreia do Norte por esse caminho.

Um Jong-Sik, vice-ministro da unificação sul-coreano, afirmou na terça-feira (12) em Seul que os protestos no mundo árabe deixaram Pyongyang preocupada com a possibilidade de dissidentes do regime usarem tecnologia para espalhar notícias sobre o tema. “Depois de ver a propagação de movimentos pró-democracia no Oriente Médio, a Coreia do Norte quer reforçar o seu controle sobre qualquer elemento que possa colocar o sistema em perigo”, disse. Em janeiro, o governo norte-coreano proibiu estrangeiros no país de alugarem celulares, o que muitos entenderam como uma forma de esconder as manifestações na Tunísia e no Egito.

Preocupado de verdade com os protestos árabes ou não, Kim está atacando o uso de gadgets no país. O governo está obrigando cidadãos a listarem todo e qualquer aparelho tecnológico que possuam, de pendrives e celulares até mp3 players. Além disso, os usuários de internet no país têm acesso apenas a uma rede interna, chamada Kwangmyong, que está desconectada do resto da web. Os endereços de email são fornecidos pelo governo. Kim e outros membros da elite política do país acessam a internet de verdade através de conexões por satélite.

Quem quer desafiar o govenro pode se conectar à web através de modens 3G e redes chinesas. De acordo com o Korea Herald, pelo menos mil pessoas na Coreia do Norte usam aparelhos para acessar a internet da China e entrar em contato com pessoas na Coreia do Sul. Quem faz ligações para o exterior ou acessa a internet, entretanto, pode ser punido com a morte. As penas também são pesadas para quem contrabandeia novelas e música sul-coreana.

 Fonte: http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI225917-15227,00-OS+CELULARES+DA+COREIA+DO+NORTE.html

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