Importados terão novo controle

A preocupação do governo brasileiro, com a entrada de produtos estrangeiros, está gerando sinais de barreiras. Neste caso, uma barreira técnica.
Confira…
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mar 24, 2011

Governo exigirá selos de qualidade. Produtos da China são principal alvo

Martha Beck

BRASÍLIA. O governo já começou a preparar o Inmetro para colocar em prática seu plano de proteger a indústria nacional de “ataques” de mercadorias importadas, principalmente da China. Como antecipou O GLOBO, será feita uma lista de produtos que precisarão ter selos de qualidade para ingressar no mercado doméstico. Em reunião do Grupo de Avanço da Competitividade (GAC), composto por empresários de diversos setores, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, informou ontem que, em duas semanas, estará pronto o novo procedimento de controle.

No encontro, Mantega pediu que cada segmento aponte as mercadorias que chegam ao Brasil apresentando má qualidade ou preços muito abaixo do valor de mercado.

O ministro explicou a empresários que, ao cobrar mais qualidade dos importados, o governo dará segurança a consumidores e filtrará mercadorias que vêm competindo com a produção nacional. Além disso, como consequência, acabará por obrigar as empresas brasileiras a se prepararem para competir no exterior.

– Será uma maneira de fazer o Brasil identificar a qualidade dos produtos, que só entrarão no mercado doméstico se atenderem a normas técnicas. Isso é defesa comercial, e não protecionismo – disse Melvyn Fox, presidente Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Construção (Abramat).

Segundo o presidente da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), Luiz Aubert Neto, a medida é importante porque o país passa por um processo de desindustrialização. Ele lembrou que as importações de bens de capital da China cresceram nada menos que 70% nos dois primeiros meses deste ano, em comparação com o mesmo período de 2010. Aubert Neto também destacou que, há dez anos, o Brasil tinha 80 fabricantes de válvulas. Hoje, são apenas dez.

– Estamos voltando ao período colonial – afirmou.

Fonte: O Globo

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