Exportações gaúchas ficam abaixo da média

 Notícia da edição impressa de 19/08/2010

 Volume de vendas para o exterior caiu 4,5% de janeiro a julho, segundo a FEE

Apesar de o País ter apresentando crescimento no valor e volume de exportações, os índices gaúchos não acompanharam o desempenho nacional. A análise é da Fundação de Economia e Estatísticas do Estado (FEE), que demonstra que as exportações gaúchas apresentaram no acumulado do ano até julho, uma elevação de 6,2% no valor exportado, fruto de um aumento de 11,2% nos preços em dólares e de uma queda de 4,5% no volume. O resultado em valor e a redução no volume das vendas externas gaúchas vão na contramão do desempenho total da economia brasileira, que apresentou um crescimento de 27,1% em valor e de 11,0% no volume exportado.

O desempenho positivo em nível nacional se deve, principalmente, ao crescimento das exportações de Minas Gerais, Pará, Espírito Santo e Rio de Janeiro, estados cuja pauta de exportações se baseia em produtos ligados à indústria extrativa. O valor das exportações ligadas a este segmento apresentou um aumento de 78,1% no acumulado do ano até julho, com destaque para as exportações de minério de ferro do Espírito Santo, que aumentaram 98,6% em volume no mesmo período. A participação gaúcha nesta indústria é de apenas 0,1%, o que contribuiu para que, a partir de julho, o Rio Grande do Sul caísse do 3º para 4º lugar no ranking nacional de exportações.

No Rio Grande do Sul, observou-se uma queda de 5,1% do volume exportado pela agricultura e de 4,1% do volume exportado pela indústria de transformação. Entre os produtos agrícolas, o resultado negativo se deve principalmente à queda de 5,0% do volume exportado de soja, que representa 89% das exportações do setor. De acordo com o economista da FEE, Marcos Wink, os agricultores estão “segurando” a produção de soja, que se encontra em estoque. “Eles estão esperando o aumento do valor, que deve se dar a partir de setembro”, justificou.

Dentro da indústria de transformação, as quedas de 26,2% no volume das exportações de fumo beneficiado e de 43,0% no volume exportado pelo setor de refino de petróleo foram as que mais contribuíram para a queda do volume do setor. No que diz respeito às vendas de fumo, houve uma redução de 39,4% no volume exportado para a Bélgica e de 15,3% para os Estados Unidos, os dois maiores compradores do produto. Isto se deve a uma redução de 22,7% da safra de fumo no Rio Grande do Sul no mesmo período, decorrente do excesso de chuvas no final de 2009 e início de 2010.

Dentre os resultados positivos, destacam-se as exportações de veículos, com um crescimento de 49,2% do valor exportado no acumulado do ano. Porém, uma parcela deste aumento se deve à demanda específica de ônibus pela África do Sul, associada à Copa do Mundo de 2010, uma alta temporária e de curta duração.

Apesar do fraco desempenho das exportações no acumulado no ano, na margem (mês de julho contra igual mês do ano anterior) observa-se uma melhora dos resultados. No mês de julho as exportações cresceram 4,6% em valor, decorrente de um incremento igual no volume exportado e de uma estabilidade dos preços em dólares das exportações.

 

Fonte: http://jcrs.uol.com.br/site/noticia.php?codn=37603

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