Estado do RS exibe recuperação no ritmo das exportações

  Notícia da edição impressa de 11/08/2010

 Secretário do Mdic esteve na Capital discutindo barreiras e oportunidades nas relações comerciais

Luciane Costa, especial para o JC 

O Rio Grande do Sul apresentou recuperação nos números referentes às exportações nos últimos meses, mantendo desempenho semelhante ao de 2009, segundo Welber Barral, secretário do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (Mdic). Com pauta de exportação variada entre commodities e manufaturas, o Estado, que é o segundo no Brasil nesse tipo de transações, teve recuperação devido ao retorno de investimentos na área industrial. Entre as grandes metas do governo para 2010, Barral citou a de alcançar 1,25% de participação nas exportações mundiais, sendo 10% de micro e pequenas empresas, e a desoneração das vendas externas. 

O secretário esteve ontem em Porto Alegre para reunião com o Conselho de Relações Internacionais e Comércio Exterior da Fiergs, que teve como objetivo discutir os entraves e as possibilidades nas ações de exportação do Rio Grande do Sul e do Brasil. 

As relações com a Argentina, principal parceira de transações comerciais do País no Mercosul, marcadas por problemas recentes na área calçadista e de máquinas agrícolas, têm sido foco das preocupações do ministério. Lembra, também, que os problemas não são mais setoriais como antigamente, mas com empresas específicas. “As vendas do Brasil para os países do Mercosul aumentaram mais de 50% no primeiro semestre de 2010, somando US$ 9,6 bilhões, em relação a 2009. Considerando as principais regiões de destino das vendas nacionais, o Mercosul situou-se na terceira posição, atrás da Ásia e União Europeia”, disse Barral. 

Para produtos como calçados e têxteis, que envolvem muita mão de obra na produção, Barral enfatiza a necessidade de buscar nichos de mercado para se afirmar como mercadoria com alto valor agregado, uma vez que não se pode competir com produtos asiáticos em preço. Para a América Latina, deve-se investir em manufaturados, mantendo competitividade com os produtos asiáticos. Com os Estados Unidos o objetivo é retomar mercados após a crise, e com a Ásia o desafio é encontrar diferencial de mercado e conseguir eliminar barreiras sanitárias para expandir exportações de produtos agrícolas. Para ampliar a participação internacional do Brasil, Barral defendeu a venda de produtos com valor agregado. “A China, por exemplo, importa US$ 1,3 trilhão por ano e nós exportamos apenas 1% disso.” 

As negociações do Mercosul com a União Europeia também estão avançando, diz Barral. Ele afirma que a questão central é o protecionismo europeu em relação aos seus produtos agrícolas, da qual depende negociação política mais efetiva. O presidente da Fiergs, Paulo Tigre, vê boas perspectivas para o mercado gaúcho nesse cenário. “O mundo mudou e os mercados também, mas o Rio Grande do Sul está conseguindo recuperar resultados, principalmente com a Argentina”, defendeu. Ele lembrou a importância do mercado interno para que as empresas consigam se manter em tempos de baixa. 

Encomex Mercosul reunirá governo e empresários

A presença do secretário Welber Barral no Rio Grande do Sul serviu também para finalizar a organização do Encomex Mercosul – Encontros de Comércio Exterior. A segunda edição do evento será realizada nos dias 31 de agosto e 1 de setembro em Porto Alegre, resultado da parceria entre Fiergs e Mdic, Ministério das Relações Exteriores e Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. 

São esperados 1,5 mil participantes entre empresários e representantes dos governos dos quatro países do Mercosul. O objetivo é possibilitar novos negócios e transações, além de debater o que o governo vem fazendo para facilitar as transações e quais são as principais demandas a serem trabalhadas. 

Na programação estão discussões sobre temas específicos como sistema de pagamento em moeda local, comércio fronteiriço, ferramentas de apoio ao exportador, financiamento ao comércio exterior e oportunidades comerciais. Durante o evento, será realizado também o Encontro com as Tradings, iniciativa que busca promover a aproximação das empresas não exportadoras com tradings para que incluam produtos das primeiras em seus portfólios de negócios internacionais, aumentando os resultados e a internacionalização das empresas. 

 

Fonte: http://jcrs.uol.com.br/site/noticia.php?codn=36720

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