Cresce a exportação do Estado para emergentes

Notícia da edição impressa de 17/06/2010

Balanço da Fiergs mostra que as vendas da indústria subiram 19,5% para esses países até maio; a expansão para grupo dos desenvolvidos foi de apenas 8,3% As exportações da indústria gaúcha cresceram 15% nos cinco primeiros meses de 2010, ante o mesmo período do ano passado, e totalizaram US$ 4,76 bilhões, representando 84% dos embarques totais do Estado. Nessa base de comparação, as vendas aos países emergentes aumentaram 19,5%, enquanto para as nações desenvolvidas expandiram apenas 8,3%. “O desempenho mais modesto para destinos importantes como Estados Unidos e Europa ainda é reflexo dos efeitos da crise econômica mundial nessas regiões, onde houve uma forte desaceleração do consumo e dos investimentos.

Os exportadores gaúchos tiveram que se adaptar a essa realidade e procurar novos mercados consumidores”, explicou o presidente da Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (Fiergs), Paulo Tigre. De tudo o que a indústria do Rio Grande do Sul exportou de janeiro a maio, 62% foram para os países emergentes, totalizando US$ 2,96 bilhões, com destaque para o envio de alimentos (24,8% de participação), produtos químicos (12,6%) e máquinas e equipamentos (7,8%). Já para as nações desenvolvidas, os embarques do setor somaram 38%, chegando a US$ 1,8 bilhão, com as vendas mais voltadas para alimentos (23% de participação), couro e calçados (19,7%) e fumo (15%). Os principais destinos, no acumulado de 2010, foram China, Argentina, Estados Unidos e Rússia. O país asiático comprou 13,7% do total enviado ao exterior (US$ 772 milhões), o que significou uma elevação de 31% em relação ao mesmo período do ano passado. Nessa base de comparação, os argentinos garantiram o segundo lugar com 11% de participação (US$ 623 milhões) e um acréscimo de 70% nas suas compras. Os Estados Unidos responderam por 9,5% (US$ 534 milhões) das vendas externas gaúchas e a Rússia por 3,7% (US$ 210 milhões). A participação da Rússia, China e Índia nas exportações gaúchas vem crescendo significativamente. Os três, que juntamente com o Brasil formam o chamado grupo Bric, os países emergentes com alto potencial de crescimento nos próximos anos, compraram US$ 1,1 bilhão do Rio Grande do Sul, um incremento de 25%, ante 2009. De tudo que o Estado importou nos cinco primeiros meses do ano, 96% foram de produtos industriais. As compras do setor aceleraram 58,1%, ante os mesmos meses de 2009, e atingiram US$ 4,83 bilhões. Os principais itens comprados foram óleos brutos de petróleo, veículos automotores e produtos intermediários para a petroquímica. Com estes resultados, o Rio Grande do Sul mantém a quarta posição no ranking dos estados exportadores, com 7,8% de participação. Em primeiro lugar está São Paulo (26,1%), seguido de Minas Gerais (13,6%) e Rio de Janeiro (11%). Quando analisado apenas maio, as vendas externas da indústria somaram US$ 1,09 bilhão, um crescimento de 17,5%. Em comparação com o mesmo mês do ano passado, a participação do setor industrial nas exportações gaúchas caiu de 71% para 69%. As importações registraram alta de 23,2%, um total de US$ 898 milhões. Estudo mostra que países em desenvolvimento terão PIB maior que desenvolvidos em 2030 A participação dos países emergentes no Produto Interno Bruto (PIB) mundial passou de 38%, em 2000, para 49% neste ano e deverá atingir 57%, em 2030. A conclusão é do relatório Perspectivas sobre o Desenvolvimento Mundial 2010 – Deslocamento da Riqueza, divulgado ontem pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). Pelo estudo, o número de países emergentes passou de 12 para 65. Houve um aumento de mais de cinco vezes, na década de 2000. A OCDE define como países emergentes as economias cujo crescimento econômico médio por habitante equivale a mais do que o dobro do registrado nos países ricos da OCDE, que foi de 3,75%, nos anos 90, e de 3%, nos anos 2000. Os países em desenvolvimento já representam 37% do comércio mundial. Cerca da metade dessas trocas é constituída de fluxos entre países do Sul. A China é o país em desenvolvimento que mais investe no exterior. Segundo estimativas, o montante desses investimentos ultrapassa US$ 1 trilhão. O relatório não especifica, no entanto, em que ano a contribuição dos emergentes no PIB mundial deve passar a ser maior do que a dos países ricos. Mas avalia as transformações estruturais na economia mundial nos últimos 20 anos, que transferiram o centro de gravidade econômico do planeta em direção ao Leste e ao Sul do globo – dos países ricos que integram a OCDE para os países emergentes – fenômeno que a organização chama de deslocamento da riqueza. O PIB da China e da Índia cresceu, na década de 2000, de três a quatro vezes mais do que a média dos 31 países que integram a OCDE. No mesmo período, o número de países pobres foi reduzido em mais da metade, de 55 para 25. O estudo divide o mundo em quatro grupos: países ricos, convergentes (emergentes), em dificuldade e pobres. O relatório aponta que há dois períodos distintos em termos de crescimento econômico. Para a maioria das economias em desenvolvimento, os anos 90 representaram uma nova década perdida, dificultada pelas crises financeiras. A América Latina foi uma das regiões mais atingidas, pois as reformas adotadas praticamente não permitiram o crescimento econômico, e também a África, onde a economia continuou estagnada. Mas, nos anos 2000, a maior parte dos países em desenvolvimento registrou a primeira década de forte crescimento. Isso ocorreu em razão da abertura econômica da China, da Índia e da Rússia, iniciada nos anos 90. O crescimento dos países emergentes também estimulou a demanda por inúmeros produtos, sobretudo petróleo e metais industriais, transferindo a riqueza para os exportadores de matérias-primas.

FONTE: http://jcrs.uol.com.br/site/noticia.php?codn=31418

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